Haiti

, uma ilha no inferno

Desde a sua independência, em 1804, quando o líder da revolta assumiu a função de Imperador, imitação de Napoleão Bonaparte, o seguiu trilha de desastres, decisões inadequadas e incompetências administrativas. O bloqueio europeu e a exigência de indenizações, na época, foram obstáculos ao desenvolvimento da Nova Nação.

Ocupando menos da metade da ilha “Espaniola”, fazendo fronteira com a República Dominicana, o se apresenta, segundo conceitos econômicos atuais, como “Nação Inviável”.

Sem possibilidade de expansão de fronteiras, a área está superpovoada. A agricultura de subsistência é incapaz de nutrir nove milhões de habitantes.

O excesso populacional, ao lado da falta de estrutura básica, como saneamento e esgoto, contaminou a maior parte das fontes de água potável. As florestas primitivas estão sendo sacrificadas, pois é necessário madeira para o preparo das refeições. A produção de carvão vegetal, outra atividade econômica possível, ajuda na redução do verde. Sem cobertura vegetal, os deslizamentos dos morros trazem efeitos catastróficos quando os furacões, típicos do Caribe, por aqui circulam. A cultura da cana de açúcar é a única atividade produtiva de divisas.

Sem estradas, sem infraestrutura, é impossível a criação de empregos. A pobreza da população se reflete no elevado analfabetismo, na alta natalidade, na elevada mortalidade infantil e em padrão de qualidade de vida extremamente reduzido.

As crenças populares ancestrais, o Vodu usado como fator político, desperta forças espirituais que não trazem muita luz ou energias quânticas positivas como apoio e guia.

Médico, ditador, nos anos 50 , usou a superstição como arma política, institucionalizando a formação de grupos paramilitares no controle da população. Os “bichos- papão’, tradução de Tonton Macoutes, infernizam os dias e as noites do .

Como golpe final, o último terremoto joga o numa situação sem saída. O que fazer?

Após o auxílio emergencial, como recuperar as condições mínimas de governabilidade?

A mídia mundial se presta como janela para dirigentes políticos com ambições internacionais e intenções de ocupar postos de prestígio junto a ONU, mas demonstra também a falta de logística, de equipamentos de comunicação adequados, dos capacetes azuis patrocinados pela ONU que lá estão em missão de paz – são mais de 16 nacionalidades, 8.600 soldados e incapacidade gerencial, em situação de crise, do comando brasileiro.

Para muitos, hoje, a ONU, é a ONG mais cara e ineficiente do mundo. Palco de discussões ideológicas intermináveis, de discursos estéreis de pretensos líderes e sem nenhuma solução prática como resultado. Temos muito mais cacarejos do que ovos, como dizia a minha mãe.

O pior para a Comunidade Internacional é que o não é o único problema a ser enfrentado. A Somália, Ruanda, Zimbábue, o Iêmen do Sul, são regiões que avançam rápidos, na direção de serem também nações inviáveis.

Sem governo, com grupos e tribos em conflito, sem possibilidade de inversões externas, sem moeda ou padrão monetário, com corrupção endêmica, sem políticos confiáveis, o que o futuro reserva para essas populações desamparadas. Será o inferno na terra?

Felipe Daiello

Autor de “As Minhas Ilhas”

Editora AGE.

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60 respostas para “Haiti”

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