Mercados Maias na Guatemala

— Chichicastenango.

Chegue na véspera para poder acompanhar na quinta- feira a maior feira indígena da América Latina. Vindos de longe, roupas típicas indicativas da tribo dão o colorido ao palco. É mercado de troca, vende-se e compra-se de tudo:

Tapetes de lã, vestes, gorros, agasalhos. O frio intenso está reforçado pela altitude e pela neblina que esconde as montanhas e os vulcões.

Em cada esquina, barraca, galinhas, porcos, estão presentes. Produtos agrícolas como milho, feijão, cereais, são vendidos a granel.

Na parte central, restaurantes provisórios, rústicos, ofereciam comidas tradicionais. Porcos e galinhas em espetos giratórios exalavam cheiros e sabores convidativos. O bom senso, a prudência, exigia precauções. O estomago do turista é bastante sensível.

O mercado informal de eletrodomésticos não podia faltar. Modelos antigos, superados, dimensões exageradas, estavam ao alcance de todos. Rádios de pilha, design ultrapassado, eram a atração.

Perdido no meio do estranho a surpresa ficou ao presenciar a atuação ritual de xamã. De joelhos, em frente a igreja, local de antigas orações, queimando incenso, palavras estranhas, ladainhas, pedia a intercessão dos deuses para que as colheitas fossem fartas. Rituais Maias estão vivos. Tradições maias sobrevivem na Guatemala. As igrejas construídas sobre antigos templos atraem fiéis que entram arrastando-se pelo chão. Postura de respeito e fé.

A medicina local, baseada em ervas e poções misteriosas, era algo que nos fazia pensar. Funcionam?

Felipe Daiello

Autor de “Palavras ao Vento”

MercadosMaias na Guatemala leia na íntegra o artigo de Felipe Daiello publicado no Jornal do Mercado


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