Paraísos ecológicos pela Bela Vista


Manchas verdes, vistas do alto, aparecem como esperança no bairro. Pela proximidade, a área do Parque Alto Petrópolis do GNU, a área da Praça da Encol e da Praça Breno Vignoli, constituem uma microrregião com aspectos interessantes; merecem observação. A qualidade de vida de uma cidade, de uma região, de um bairro, pode ser medida pela quantidade de pássaros e principalmente pelo número de espécies que ali vivem. As estatísticas, as observações, já detectaram mais de 46 espécies de aves circulando pelo bairro Bela Vista.


Além das pombas, das comuns rolinhas, dos beija-flores, dos bentevis, dos joões-de-barro, das almas-de-gato, das corruíras, dos pica-paus de penacho amarelo e de crista vermelha, até o raro falcão peregrino entra na lista. Agora, bando de papagaios, cores brilhantes no verde, no amarelo e no azul, gritos estridentes, são passageiros ocasionais, mas com pedidos de visita nas residências do bairro. O que podemos fazer de prático para ajudar nossos companheiros alados? Não adianta falar em ecologia, em defesa do verde, da natureza e de plano de sustentação, sem medidas efetivas e racionais por nossa parte.


Pelo plantio de árvores frutíferas, de árvores nativas, sazonais na produção de frutos, podemos ajudar na alimentação dos nossos amigos. Sem alimento não teremos a alegre parceria. Os beija-flores agradecem quando plantamos em nosso jardim as suas flores preferidas. Pequenos lagos, fontes, bebedouros, são imprescindíveis, principalmente nas épocas secas do verão. Mesmo nas ruas e parques o plantio de goiabeiras, de laranjeiras, de amoreiras, pode ser incentivado.


A colocação de suportes metálicos, de apoios para ninhos, ajuda na etapa da nidificação. Aumentando o potencial alimentar, a quantidade de sabiás, até das arredias saracuras, com trinados e gritos madrugadores, nossos despertadores ecológicos, só pode aumentar. Mesmo em área mínima, plantando uma semente, colocando a muda adequada, uma bananeira, ocupando o espaço verde do condomínio, voluntários são necessários.

Com a missão de catalogar, de medir a variação das populações aladas, clubes de observadores de pássaros podem ser criados. A chegada de outro forasteiro, detectada, fotografada e divulgada. Evitar o excesso do concreto, do asfalto, usar a nova técnica das coberturas verdes nos prédios, nos telhados, vai melhorar a nossa qualidade de vida e do nosso ar. Colocar decalcos nas grandes vidraças, imagens negras de falcões, evita indesejáveis colisões e mortes desnecessárias. Pica-pau em voo livre não teve essa sorte. Gatos abandonados, proliferando-se de modo descontrolado nos parques, são problemas. O instinto felino causa mortalidade exagerada quando os filhotes recém-emplumados ensaiam os primeiros voos.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento”
Editora AGE

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