A Catedral de Sal na Colômbia

Zipaquirá


Não existe nada igual no mundo; nem mesmo as existentes na Polônia, na Alemanha alcançam a magnitude de Zipaquirá. Há milhões de anos, um mar interior secou e as jazidas salinas foram englobadas pela terra, mais tarde, durante a formação dos Andes, o depósito aflorou, constituindo para as tribos do local riqueza sem preço. Os muikas exploraram as jazidas salinas que ainda fornecem quase todo o sal necessário à Colômbia.

O sal, símbolo da amizade, da sabedoria, com características divinas sempre foi moeda de troca e gerador de riquezas e de poder. O sal é preservador dos alimentos, evitando a sua corrupção, ao mesmo tempo em que no batismo representa a ressurreição da alma. A antiga mina, depois de 1801, saiu das mãos dos índios, foi mecanizada e posteriormente, num ato de fé pelos mineiros deu origem a primeira catedral construída em 1951. Em 1995 foi inaugurada a atual Catedral de Sal, com 8500 m², uma das maravilhas da Colômbia. Obras de ampliação estão em andamento.


Usando antigas galerias, penetra-se no interior através de caminho processional. Inicia-se uma peregrinação a medida que mergulhamos para a escuridão e para o interior da terra. Aos poucos, a iluminação adequada apresenta o percurso da via dolorosa de Cristo. Escavada na rocha, as 14 estações surgem. A rocha de cloreto de sódio é difícil de trabalhar, apenas ângulos retos podem ser produzidos, o simbolismo exige imaginação dos artistas. Preparamos aos poucos a nossa passagem do mundo real para um mundo espiritual, de silêncio e orações. A descida é lenta, adentramosum mundo silencioso,á medida que meditamos em cada estação. Ao final alcançamos uma catedral onde

imensa cruz parece flutuar. É necessário usar perspectivas, luzes, para produzir os efeitos que maravilham multidões. Pode-se acompanhar os trabalhos da manutenção e ampliação; existe inclusive uma trilha onde circulam vagonetas, numa simulação das antigas prospecções; apenas é necessário entrar noutra fila e usar equipamento de segurança completo. Ao final, num auditório em 3D, uma película, denominada de Gasa, explica como surgiu a exploração do local. A figura de Zipá, chefe muika que enfrentou os invasores espanhóis é referência. Tendo tempo, uma corrida até a antiga vila, onde na Praça Central encontramos a Catedral e prédios históricos, permite retorno ao período colonial da Colômbia. Por questão de impostos, aqui se iniciou a Revolução dos Comuneiros no final do século XVIII. No entorno, o cheiro dos assados espalhados em grelhas inclinadas; a carne convidava para a parada restauradora. Não dava para recusar. Somos mortais e estamos famintos.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento”
Editora AGE

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29 respostas para “A Catedral de Sal na Colômbia”

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