Ilhas de piratas no Caribe


Não apenas a cobiça pelas riquezas produzidas nas colônias espanholas atraia bucaneiros, corsários, piratas e flibusteiros. As guerras de religião deslocavam-se para o Caribe. O poder inquestionável do Rei de Costela era desafiado a todo instante. Razão da construção de fortalezas, obras de engenharia militar surgem ao longo das rotas comerciais. Até hoje, com suas muralhas, baterias de artilharia, fortins de apoio, túneis secretos, passagens de fuga escondidas, dutos de ventilação perfeita, são objetos de desvios de rotas e de excursões:Havana, Porto Rico, Porto Belo, Panamá, Acapulco, Cartagena…


Morgan, Drake, Walter Raleigh são nomes repetidos e respeitados pelos ataques efetuados. Bases de piratas foram estabelecidas nas Ilhas Virgens, na Jamaica, na Ilha de Providencia e tantas outras. Tesouros, lendas, fatos esquecidos.


Holandeses, franceses e ingleses estabeleceram portos de Piratas Livres. Cooperativas e associações para o ataque organizado ao saque das cidades espanholas eram formados. Necessário reunir frotas, naves e tripulações para, em grande número, obter sucesso nas empreitadas. A flâmula negra, com caveira e ossos cruzados, dominava áreas onde não havia lei; apenas interesses comerciais em futuros ataques mantinham a disciplina do local. Os piratas foram os primeiros turistas a gozarem as facilidades, as belezas, as águas cálidas e cristalinas do Caribe. Da cana de açúcar, de moendas primitivas, era extraído o rum capaz de alucinar os atacantes. Os bucaneiros, por primeiro, atacavam as fazendas em busca de gado. Em grelhas primitivas, as barbacoas, o churrasco era o prazer do momento.


Por isso o termo inglês “barbecue” recorda tempos do passado. Na construção da defesa do forte, amuralhado de Cartagena, o custo das obras era tão elevado que o próprio soberano, Felipe II, segundo as narrativas, teria feito uma inspeção; incógnito, disfarçado de mulher, teria percorrido as obras da fortaleza. O fato nunca foi comprovado historicamente.

Rumores! Nos museus da região, antigos mapas indicam o caminho das caravelas que abarrotadas de ouro e prata deviam retornar a Cadiz e Sevilha. Além dos piratas, os furacões e os corais eram ameaças sempre presentes. Agora, os canhões, antigos defensores das cores e da honra da Espanha estão calados. Mas a noite, ao percorreremos os bastiões, os muros e casernas, podemos ainda ouvir, bem de longe, os gritos dos combates, os lamentos dos feridos, o passo dos antigos combatentes.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘Onde Estão os Dinossauros’
Editora AGE

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5 respostas para “Ilhas de piratas no Caribe”

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