San Andrés. A ilha ecológica no Caribe Colombiano

San Andrés


Perto da Nicarágua, mais de duas horas de vôo desde Bogotá, San Andrés está escondida no azul do antigo Lago Espanhol — denominação do Caribe ao tempo da conquista espanhola. É pouco afetada pelos furacões que devastam a região, mas tendo boa parte da terra pouco acima da cota dos 2 metros, poderá no futuro, em função do aquecimento global, sumir nas águas cristalinas do Caribe. Protegida por barreira de coral, considerada extensão que parte do Yucatán no México e alcança Belize, a ilha de origem coralínea apresenta contrastes interessantes. Só a barreira de coral na Austrália com 2.000 quilômetros tem maior extensão. Pântanos e mangues suportam a vida marinha; são essenciais na filtragem das águas da chuva, na contenção dos detritos que tentam alcançar o mar. Movimentos tectônicos provocaram a elevação do coral do fundo do mar o que dá uma sensação estranha ao navegante que chega — paredões de coral com mais de 10 metros constituem barreiras no lado ocidental da ilha.


San Andrés é famosa pelas tonalidades das suas águas; dependendo da profundidade, do tipo de solo do fundo do mar, da existência de algas, nas fotos ou vista do céu surgem sete tonalidades do azul-turquesa. Vida marinha, exuberante, justifica a denominação de Jardim do Mar. No lado ocidental de San Andrés encontramos praias com areia coralígena, coqueiros fazem a moldura, do outro lado não aparecem praias.


Na costa enrugada, lar dos corais, em pequenas baias surgem piscinas naturais. O local é propício para o snorkel, pela alta salinidade das águas é fácil flutuar enquanto os peixes vêm comer em nossas mãos. Para o mergulho profundo, mais de 40 pontos estão aguardando os aventureiros. Barcos afundados são atração para os profissionais que ultrapassam os 60 metros. Em alguns canyons, pequenas extensões de areia, no meio de corais, não muito longe da costa, aquários onde se pode andar a pé surgem para o nosso deslumbramento: Johnny Cay, Haynes Caye.


No final da tarde, outro espetáculo é possível; dezenas de raias, imensas, saem dos seus esconderijos do fundo arenoso do mar; seu destino é buscar o alimento trazido pelos turistas. Amistosas, brincalhonas, mesmo possuindo esporão defensivo, permitem contato com os novos amigos. Podemos segurá-las por instantes; parecem gostar do nosso toque, percebe-se nos seus olhos a satisfação. Algo raro no contato humano com animais como as raias.

As arraias-manta, imensas, se escondem no solo arenoso. Em alguns locais, tão acostumados com os estranhos, se deixam pegar; acomodam-se nos nossos braços, brincam como se fossem brinquedos. A formação coralínea, não tão exuberante como na Austrália e Thaiti, inclusive mostrando feridas preocupantes — manchas brancas surgem — abriga peixes que vem morder nossas mãos à procura de alimento oferecido: pedaços de pão. É uma briga, dezenas de peixes procuram sem medo a sua refeição. Peixes trombetas flutuam na superfície. É preciso cuidado com os belos peixes escorpião e leão, venenosos e camuflados.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento”
Editora AGE

Compartilhe

18 respostas para “San Andrés. A ilha ecológica no Caribe Colombiano”

  1. Pingback: chloroquine aralen
  2. Pingback: levitra dosage
  3. Pingback: cbd oil
  4. Pingback: cbd
  5. Pingback: viagra for sale
  6. Pingback: chloroquine 250mg
  7. Pingback: cheap cialis
  8. Pingback: walmart cialis
  9. Pingback: top ed pills
  10. Pingback: tadalafil 20 mg
  11. Pingback: men's ed pills
  12. Pingback: viagra samples

Os comentários estão desativados.