Mercado de La Matuna em Cartagena. Colômbia

Mercado de La Matuna

Fora dos muros da cidade amuralhada, arquitetura colonial, onde o premio Nobel de Literatura, Gabriel Garcia Marquez possui residência, encontramos o mercado típico de Cartagena. O Monumento à Índia Catalina, que entra na história por sua beleza e por servir de interprete para os primeiros conquistadores, surge como referência. Um pouco decadente, até abandonado, o mercado serve como base para a apresentação das raízes das épocas coloniais, do início da independência e das lutas políticas da Colômbia.

Em bancas rústicas, os peixes estão sendo limpos, cortados e preparados. A fartura do Mar do Caribe é evidente. Os cortes laterais ajudam na separação das espinhas no momento em que o nosso futuro alimento é colocado na grelha. O pargo é o representante da refeição usual, servido com banana assada e depois prensada, acompanhado sempre de arroz de coco. O de coloração escura é feito com açúcar queimado, o que empresta a cor que escurece o prato.

As frutas típicas da zona tropical estão à venda; pequenas tendas preparam e oferecem em fatias as cores alegres de mangas , de mamões, de abacaxis e melancias.

Peixes sendo salgados estão à disposição da população mais pobre. Galinhas, porcos esquartejados, charque, tripas e intestinos com aspectos estranhos também se fazem presentes. Comida bastante gordurosa.
No entorno, bancas de jornais, estandes para reparação de eletrodomésticos, de telefones celulares, de equipamentos eletrônicos, estão presentes.

Refeições rápidas são preparadas na rua. Por influencia da colonização africana, a alimentação é bastante calórica, o azeite usado em demasia. Tudo é frito na vista do freguês. Pedaços de galinha, de porco e mesmo de bucho. Bolos e pães gordurosos, crocantes ao extremo, são possibilidades para aumentar o nosso colesterol.

Pelos carros estacionados ao redor, modelos antigos, manutenção descuidada, fica claro que os ricos da cidade não frequentam o local, apenas o povo e eventuais turistas, como um curioso escritor, chegam aqui.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos’
Editora AGE

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