Cali. Centro do Narcotráfico

Cali. Centro do narcotráfico


No meio de vales, cortadas pelos rios Cali e Cauca, acima dos 1.000 metros, Cali apresenta temperatura agradável, mas com calores intensos ao meio-dia. Não possui tantos atrativos turísticos como Medellín e Cartagena. É centro produtor de açúcar, de etanol e tem zona franca industrial onde se concentram fábricas de cerveja.

O desvio não vale muito a pena, apenas curiosos ou desgarrados chegam a Cali. São quarenta minutos de vôo desde Bogotá, ou então 9 horas de carro; ainda há remanescentes das guerrilhas da Farc pelo caminho.




Atualmente está em curso processo de liberação de refém capturado. Helicópteros brasileiros apóiam a operação. É muito caro, mídia demasiada, para a libertação de uma única pessoa.

Fundada em 1559, junto a Igreja de La Merced, símbolo da cidade, começou a povoação. Bons bares.

A torre do Hotel de Cali, com 49 andares é referência; é avistada de todos os pontos. Ao final da tarde é ponto de observação recomendado.

Capital da salsa, à noite, ruas e zonas específicas, onde proliferam os bares, danceterias e night-club aguardam os alunos dançarinos.




Aqui, em vez de vacas, são gatos do escultor Tejada que ocupam o lugar nas praças e jardins. Trabalhando também em cerâmica, ele iniciou seu ofício esculpindo cavalos.

Dois cerros protegem Cali. Num deles encontramos três cruzes, no outro, uma imagem de Cristo-Rei, iluminada a noite, protege e abençoa a cidade. Construído em 1926 perde para o nosso Cristo Redentor em beleza, elegância e localização.

Na parte central, antiga, meio descuidada, suja, cheia de camelôs, aparecem pedintes e desocupados. Certas zonas, perto do Mercado Central são consideradas perigosas pelos locais: “Atencion aos ladrones “— são avisos de prudência e atenção redobrada.




Mesmo com o intenso patrulhamento, é melhor evitar as zonas de perigo vermelho: “seguro morreu de velho”.

Para a parte sul de Cali, além da Universidade, encontramos a Plaza de Toros, o Estádio Pascual- Guerreiro e o Coliseu do Povo. Zona arborizada, bonita, até agradável. Mas na parte oeste, junto ao córrego que eles chamam de Rio Cali, estão os melhores prédios, as casas e os edifícios de luxo. O Zoológico está perto, sendo famoso na Colômbia. No alto, a igreja de San Antonio chama a atenção pela torreta com seus simpáticos sinos; no entorno lojas de artesanato. O aguardente e o rum são produtos tradicionais. Do monumento a Sebastian de Belalcazar, fundador de Cali, tem-se excelente visão de toda a cidade.

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Com suas avenidas longas, largas onde está implantado o sistema de transporte de massas — o Mio —, Cali procura colocar monumentos gigantes, belos nas praças e redondas.

A Igreja La Ermita é local de oração, mas a peregrinação que atrai fieis de toda a Colômbia é feita em direção ao Santuário de Buga, cerca de 60 quilômetros de Cali. Aliás, boa parte dos passeios são destinados à zona rural da cidade.

Cali, na despedida, convida para os eventos no Salsadromo — desfiles e danças — e para a famosa Feira de Cali, tudo para o próximo dezembro.

Os boxeadores de Cali são famosos, principalmente os pesos pluma, leve e galo; no Coliseu do Povo lutas empolgantes são atrações possíveis.

— Se “te gustas” o calor humano, as cores, a alegria de povo que tanto sofreu ao longo dos anos, pela corrupção, pelo tráfico de drogas, pela ação dos grupos terroristas que explodiram o Palácio da Justiça, aproximem-se do céu — como dizem os de Cali. — Venham bailar a salsa e o merengue; o rum viejo, colocado em soleras nas adegas, pode ajudar no desempenho – são as palavras na despedida.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos’
Editora AGE

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