Medellín, a cidade de Fernando Botero


Nascido em 19 de abril de 1932, o escultor das ”gordas”, Fernando Botero possui aqui uma das maiores coleções de pinturas e esculturas. No Museu de Antióquia, mais de 120 obras estão acessíveis ao público. Na tentativa de adquirir obras para o seu acervo, a diretoria pediu preços, condições especiais de pagamentos. Fernando Botero não apenas doou as obras, mas também ofertou parte da sua coleção particular de quadros, incluindo pintores estrangeiros.



Não se pode perder a visita. Além das figuras com grande volume, tanto nas telas, nas esculturas e nos miniquadros, que mostram o gênio de artista ainda vivo e atuante, pode-se conhecer particularidades da sua infância, da



da sua juventude e do seu amadurecimento artístico. Não teve sucesso na escola de formação de toureiros, mas até hoje o esporte o atrai, o que se percebe nas telas com aspectos ligados a tauromarquia. Nossa estada coincidiu com a visita que Fernando Botero, com sua esposa, uma atriz grega, fazia a sua terra natal. Ele vem rever raízes e amigos, assistir touradas na “Macarena“ – arena local – e ver como anda a sua coleção. Ao longo das praças, ruas e parques, o bronze das esculturas e o metal mostram a sua visão do mundo. Na Plaza Botero são 24 obras. Em 1995, atentado terrorista, por bomba colocada na obra “La Paloma“, matou 29 pessoas, a maioria crianças, mulheres e jovens. Inocentes brincavam em área de recreação. A obra semidestruida, como lembrança da barbárie, está ao lado de réplica perfeita colocada posteriormente.




Como não considerar terrorista grupo armado que diz ter só intenções políticas? Não é possível, na atualidade, ter simpatia para guerrilheiros que sequestram pessoas e as mantêm cativas, por anos, em condições desumanas na selva colombiana. Como interrogação, muitas telas aqui vistas, com mulheres volumosas, aparecem também no museu de Bogotá. Como assim? Simples. O mesmo tema foi pintado duas vezes, apenas em telas ou quadros com dimensões diferentes. Não são réplicas. Estudos, desenhos preliminares, esboços, também estão disponíveis no Museu de Botero em Medellín. Na sua defesa, argumentando com os desenhos de artistas italianos da Renascença, Fernando Botero afirma categórico: Não pinto pessoas gordas, apenas as apresento como volumosas no aspecto.



Preparando-se para uma nova fase, uma série de desenhos apresenta o projeto de descrever a crucificação e a vida de Cristo. A sua visão de um Jesus corpulento no físico, preso à cruz, vai deflagrar discussões com toda a certeza. Pelos ensaios vistos a madeira usada deverá ser reforçada para suportar o corpo do condenado.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos’
Editora AGE

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7 respostas para “Medellín, a cidade de Fernando Botero”

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