Feira das Pulgas num domingo em Bogotá. San Anejo

Feira das Pulgas num domingo em Bogotá


No domingo, período da manhã, uma das ruas principais, a Calle 26 é bloqueada ao trafego de veículos. Bicicletas, pedestres, desocupados ocupam o espaço vazio. Ao longo das calçadas, vendedores de todos os tipos e mercadorias aparecem. Frutas descascadas, doces diversos, refeições, arepas, tudo o possível de comer de modo rápido e barato está a nossa disposição. Os preços mais do que convidativos.




Na praça em frente ao Museu de Arte Moderna, realiza-se a Feira de San Anejo. Típico comércio de pulgas, das chamadas bugigangas. O que não tem mais valor para nós, por meio de intermediários, poderá trocar de mãos a baixo preço.




Tendo prédios modernos como coadjuvantes, no chão, em bancadas, em tendas, nas esquinas, esparramados por qualquer espaço, nós podemos encontrar o inimaginável.




Frutas para alimentação. Sucos para matar a sede. Roupas novas e usadas. Acessórios de todos os tipos, modas e referências. Antiguidades e velhacarias. Artesanatos de má e de média qualidade. Cristais e porcelanas. Joias e semijoias. Esmeraldas. Comércio de ouro bruto ou beneficiado é feito meio no escuro. Tentativas de vender correntes de prata ou de ouro, camufladas, mostram que o ilegal é possibilidade no local.




Livros usados, discos de vinil, móveis, ferramentas, peças de metal dourado, parafusos, porcas, eletrodomésticos, microscópios, rádios do tempo de Marconi, telescópios lembrando Galileu. Tudo é possível de encontro aqui, domingo, em Bogotá. Apesar de olhar tudo, pedir preços, ao final, apenas chaveiros de couro, lembranças para conhecidos, foram colocados nos nossos bolsos. Era dia de não sacrificar o nosso cartão de crédito. Ainda bem.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos’
Editora AGE site

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