Mercados industriais de pescados. Boston


Boston, dentro da baia de Massachutts está perto de um dos maiores bancos de pesca do mundo. Desde o início da colonização era atividade essencial ao desenvolvimento da região. O bacalhau seco, junto com o fumo, com a madeira, era um dos produtos de exportação. Fortunas foram feitas com a industrialização da riqueza obtida do mar. A pesca de baleia foi outra atividade típica da região. As histórias, os relatos todos estão ligados ao mar que alimenta, mas também mata. Releia Moby Dick.



Com solo rochoso, difícil de trabalhar, costa cheia de baías, penínsulas e ilhas, o mar era o destino possível. A quantidade de faróis existentes atrai nossas fotos e visão. Como apoio à navegação, solitários, são amigos que surgem das brumas e nos nevoeiros. Existe trilhas específicas para os que seguem as rotas dos faróis. Nas cansativas, difíceis, nossos passos ficam entre rochas e as marolas do mar.




As lagostas, no início não tinham apelo comercial, desprezadas eram usadas como fertilizantes. Alguém descobriu o engano; agora uma licença para pesca, feita com armadilhas, segue regras ecológicas. Os exemplares jovens, pequenos, são devolvidos ao mar, o mesmo é aplicado para as lagostas de grandes dimensões — matrizes para futuras gerações.



A pesca industrial alcança proporções milionárias. Barcos pesqueiros têm porto especial, em caixotes padronizados, o resultado da labuta é transferido para caminhões frigoríficos ou levados diretamente para câmaras especiais ou entram nas esteiras transportadoras das indústrias. Nos restaurantes, nos mercados podemos desfrutar dos frutos que o oceano generoso continua a ofertar.




Mas há problemas pela frente, a poluição humana, o aquecimento global, a eliminação dos pântanos, provocam desequilíbrios. As águas vivas aproveitam e bem os resultados, adaptam-se a sujeira criada e estão roubando espaço e alimento dos peixes. Tentáculos gulosos aprendem as ovas de futuras gerações, não têm limites; as tartarugas, suas predadoras naturais, também não têm a vida facilitada pela ação do homem. Redes camufladas, resíduos de plástico são responsáveis por mais de 85% na mortalidade dos quelônios. Nossas amigas pedem socorro. O futuro das novas gerações exige providências urgentes.

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos’
Editora AGE site

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4 respostas para “Mercados industriais de pescados. Boston”

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