Kuala Lumpur. Federação da Malásia

Descoberta para a história moderna pelos portugueses, ocupada por holandeses e depois pela Coroa Britânica, a Federação reúne três regiões: Malásia-reunião de 11 pequenos estados e sultanatos onde a população malaia predomina —, Borneu e Sarawak. Singapura fez parte da Federação, mas o vínculo durou apenas dois anos. Tendo a maioria chinesa, não lhe interessava pertencer a comunidade onde a etnia malaia majoritária teria o poder político. A integração entre malaios, chineses, hindús, mestiços e brancos britânicos, após uma série de violências, de massacres, da guerra pela independência e da luta contra guerrilheiros comunistas apoiados pela China, agora parece estabilizada.
Kuala Lumpur, cidade moderna, é a capital. Uma cidade jardim, arborizada, contendo flores, rios canalizados e prédios modernos. As torres gêmeas, as Petronas, são o símbolo da cidade. O centro comercial com sala para Sinfônica não pode ser esquecido. A melhor vista da metrópole é alcançada lá do alto da Torre de Comunicação: Menara Tower. Do observatório, ou do restaurante giratório, temos uma visão da cidade construída entre dois rios: O Klang e o Gombak. Por sinal, o nome Kuala Lumpur significa:“Encontro lamacento de dois rios”.
Considerada a 3º torre de comunicação com a relação à altura no mundo, Menara Tower é imperdível. Lá de cima podemos identificar as diversas mesquitas, os prédios públicos, os passeios, os rios e lagos. A temperatura é elevada e a umidade chega a 82%. Os parques, o Zoo, o Jardim Botânico são espaços verdes interessantes. Destaques na paisagem. A velha mesquita Masjid Jamek, com arquitetura indiana é admirável. Templos chineses e indianos surgem entre prédios históricos como: Sultam Abdul Samad, Museu Negara, a Estação Ferroviária KL. Prédios modernos hoje avançam no perfil e no horizonte da cidade. Além do metrô, existe o trem elevado, semelhante ao que foi testado em Porto Alegre de forma experimental. O interessante é que a Federação possui rei, que é eleito por seus pares por 10 anos. Por sinal, vimos o seu deslocamento por limusine especial, com guardas e motocicletas de apoio, indo para seu palácio. O típico de KL, além da mistura de raças, da arquitetura dos seus prédios modernos é a própria história da Federação que serve de exemplo para Ásia. Necessário unir pequenos estados para formar Unidade Nacional sólida. A mesquita nacional, aberta aos não crentes, possui arquitetura e perfil interessante: A parte principal recorda uma sombrinha aberta, enquanto o minarete lembra um guarda-chuva fechado. O museu islâmico é importante ponto de parada, possibilidade de entender um estado muçulmano; a exposição de artigos de estanho em Royal Selangor desperta nossa curiosidade para compras de artigos típicos. O Monumento Nacional, a velha torre do relógio, mais mesquitas ocupam as nossas fotos. O Mercado Central merece atenção especial.
Durante a ocupação japonesa, na 2º Guerra Mundial, daqui saíram muitos trabalhadores para a execução da Ferrovia da Morte, que ligava a Malásia até a Tailândia. A ponte do Rio Kwai ainda existe e reverência os 16 mil prisioneiros de guerra dos aliados e os mais de 100 mil trabalhadores que morreram numa obra onde a fome, a malária e a desinteira eram companheiras do dia a dia. Na história, em 1511, os portugueses construíram os primeiros fortes e povoados, depois em 1641 chegam os holandeses, em 1786 os ingleses assumem o poder. Em 1857, com a exploração das minas de estanho, com a chegada dos migrantes da China, surge uma cidade de fronteira. Entre 1948 a 1960, lutas raciais entre malaios e chineses ensanguentaram a nação. Guerrilheiros do partido comunista, apoiados pela China, acrescentam vermelho ao panorama. Em 1963 surge a Federação da Malásia, incluindo Singapura; o Sultanato de Brunei apesar de convidado permanece até hoje apenas como observador. O críquete é o esporte nacional, sendo praticado em todas as áreas disponíveis da cidade. A bandeira nacional mostra a lua crescente e a estrela do profeta Maomé, sendo a religião muçulmana a oficial. No entanto, três idiomas e três religiões são ensinados e toleradas. O inglês o malaio e o tâmil surgem nas placas e avisos. Kuala Lumpur é a cidade moderna, limpa, com povo amável, mas que segue os preceitos muçulmanos; mais de 41% da população professa a religião de Maomé. O circuito de Fórmula 1 tem aqui uma das etapas internacionais. Será necessário retornar para descobrir todas as facetas dessa nação, uma passagem é muito pouco.
Felipe Daiello Autor de ‘A Viagem dos Bichos’ Editora AGE
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18 respostas para “Kuala Lumpur. Federação da Malásia”

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