Feiticeiras em Salem. Intolerância no Novo Mundo. Arthur Miller

Feiticeiras em Salem. Intolerância no Novo Mundo. Arthur Miller

Arthur Miller, dramaturgo nascido em New York, famoso pela peça “A Morte do Caixeiro Viajante”, por ter desposado a artista Marlin Moroe e que teve uma das suas últimas peças encenadas à pouco em Porto Alegre, “Amor morro a Baixo”, é mais lembrado pelo drama real passado na Nova Inglaterra, na época dos colonos puritanos.

Salem, antigo porto em Massachutts, onde veleiro de mesmo nome, agora docado para sempre, traz lembranças de uma intolerância, de fanatismo e mesmo de ignorância, foi palco de acontecimentos trágicos que foram levados aos palcos da Broadway.

Salem foi porto importante durante o período pré e pós-colonial nos Estados Unidos. No antigo porto, onde um dos últimos veleiros da época está ancorado – O “Friendship of Salem”, os prédios da aduana, os depósitos, trazem recordações. Fortunas foram feitas e desfeitas ao capricho, ao desejo dos deuses dos mares. Passear pelas ruas da parte antiga da cidade, entrar em prédios restaurados, frequentar antigos bares evestutosrestaurantes é voltar páginas no passado. Mas os atores agora são diferentes.

Em 1692, na localidade ocorreram fatos estranhos, algo que nos leva a considerar o que a intolerância religiosa, as crenças exageradas, o fanatismo, a ignorância e os preconceitos podem causar em danos à humanidade.

Três jovens, presas a rigorismo exacerbado da sociedade, aconselhadas por ama proveniente do Haiti, pessoa amarrada às práticas do vudu, dentro de clima de histerismo crescente, provocaram a morte direta de 20 pessoas. Inocentes foram enforcados, morreram na solitária, por desgosto ou no exílio.

Arthur Miller, no teatro, imortalizou o episódio. Recorde a peça: “As Bruxas de Salem”. – ‘The Crucible’ em inglês.

Alguns especialistas falam num fungo que teria contaminado o centeio utilizado na fabricação do pão pelos locais. Seria o vilão?

Agora, os turistas assistem todas as fases da crise, aos julgamentos, as punições, as dores e os horrores provocados por três raparigas. O espetáculo histórico compensa o desvio na rota.

Temos museus e cemitérios, prisões e mesmo caçada noturna às bruxas e fantasmas. O roteiro é vasto e atrai turistas curiosos.

O comércio do sobrenatural, das poções mágicas de antigas religiões, das histórias dos celtas, ocupa quarteirões. Merlim e os druidas têm aqui os seus adoradores.

Para completar, um museu relata episódios de ataque de piratas, da busca de tesouros escondidos, das lutas e das prisões, de julgamentos, da justiça, do enforcamento dos flibusteiros.

Salem é portal interessante na visita à Massachutts. Acrescenta o sobrenatural e o inusitado à nossa viagem pelo passado da Nova Inglaterra.

Arthur Miller é considerado um dos melhores dramaturgos do século XX, famoso pelas opiniões políticas, pelas frases e por ter casado com Marlyn Monroe.

‘Quando antevejo o final, consigo trabalhar para trás.’

‘ O teatro não pode desaparecer porque é a única arte onde a humanidade se enfrenta a si mesma. ‘

‘Sem alienação, não pode haver política’.

‘A traição é a única verdade que cola’.

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7 respostas para “Feiticeiras em Salem. Intolerância no Novo Mundo. Arthur Miller”

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