Islândia, ilha do gelo e do fogo

Isolada do mundo, conhecida como local onde o sol não se punha, a Islândia, de formação vulcânica tem passado geológico bem recente. Vinte milhões de anos.

Ponto de passagem dos vikings, as sagas locais estão repletas das aventuras desses conquistadores. Na busca de escravos, de riquezas, as naves de proa recurva, como garras de falcões, trouxeram símbolos místicos, tanto na velas das drakkas como nos machados usados com maestria pelos guerreiros invencíveis.

Envolta nas nuvens dos gêiseres, a ilha é laboratório permanente das atividades vulcânicas. A energia térmica é usada para fornecer energia elétrica e para o aquecimento para das casas e dos prédios comerciais. Ilha ecológica.

Pouco habitada 300.000, pessoas, Reikjavick — baía das fumarolas — surge como capital. Povo culto, falando múltiplas línguas, possui elevado padrão de vida. A culinária está baseada no peixe, no cordeiro salgado ou defumado e tem a batata como companheira dos pratos. Uma vodka obtida da batata é terrível no teor alcoólico.

Casas típicas, pelo interior, com cobertura de grama no teto, são lembranças dos primeiros colonos vikings.

Circular pelo interior de carro exige prudência e múltiplos seguros, pois os eventos e sinistros estão ao lado, permanentemente à espreita. Algumas estradas são proibidas para estrangeiros, a mortalidade para novatos é elevada.

Vida cara, produtos excelentes na qualidade, principalmente nas peles, ainda são tentações.

O cavalo local, típico, pequeno porte, é outra atração. Substitui o trator como meio de produção.

Os campos de lava, os vulcões extintos ou não, as cachoeiras, os lagos e córregos onde o salmão abunda atraem aventureiros e turistas. A pesca é riqueza nacional.

O tempo nem sempre colabora, os dias de chuva, de neblina e de fumaças e de vapores produzidas por vulcões impertinentes, são obstáculos à nossa chegada e permanência. Nas erupções, frequentes, as nuvens emitidas causam problemas ao tráfego aéreo mundial.

Colocada sobre duas placas teutônicas que se afastam alguns centímetros por ano, no futuro teremos duas ilhas para visitar. No interior, é possível verificar a diferença entre as duas placas. Paisagem lunar a espera de fotógrafos.

Mesmo assim, a visita é estimulante, desperta a curiosidade sobre os heróis mitológicos como o grande Thor.

Valeu Islândia!

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