Irlanda, duas ilhas numa só

Novo destino para os turistas brasileiros, é surpresa desde a chegada. Carro alugado, mão direita, inglesa e depois uma sucessão de surpresas a cada esquina, a cada verde. Não existem fronteiras entre a República Irlandesa e a Irlanda do Norte. A diferença surge quando as indicações nas estradas passam de quilômetros para milhas e as faturas nos postos de gasolina são cobradas em euros ou libras inglesas.

Belfast, capital do Norte, nos anos 80/90 era considerada uma das 4 cidades malditas: Bagdá, Beirute, Bosnia faziam companhia. Agora, cidade moderna, pacificada atrai pela cultura e pelo Memorial Titanic, inaugurado em 2012.

No local onde foi construido o navio mais famoso da nossa época, mais de 200 livros tratam da tragédia, é possivel ter visão da sua construção, do luxo à bordo, da propaganda envolvida, do prestígio que seria a participação na viagem inaugural. Para os compulsivos compradores tentações mil. Podemos comprar réplicas de tudo que havia à bordo: louças, talheres, roupas com monogramas e depois estampas, camisetas e abrigos. O tumulo de San Patrick não está longe. Lendas surgem quando circulamos pelos passeio dos Gigantes em Portrush.

Por todos lados vestigios de luta entre protestantes e católicos.

Belfast é famosa pelos grafites políticos e ideológicos das suas paredes.

Alguns bairros merecem visita especial.

Dublin, capital da República, moderna, possui atrações literárias. A Irlanda, além da cerveja Guiness ? adorável, diferente, inconfundível ? apresenta figuras que chegaram ao Prêmio Nobel. São quatro monstros na literatura.

Podemos visitar a casa de Bernard Shaw, de Yeats em Sligo de Samuel Becket em Dublin.

Não podemos esquecer Oscar Wilde, autor de “O Retrato de Dorian Gray” de James Joyce, com “Ulisses”, e de Swift com “Viagens de Gulliver”. É possível visitar suas residências, passear pelos locais, pelos ambientes onde eles produziram as suas histórias e criaram personagens,os bares frequentados, as pontes cruzadas, as noites longas ouvindo a tradicional música irlandesa. Podemos seguir os passos desses monstros sagrados.

O púlpito, a igreja onde Swift, como sacerdote pregava é visita obrigatória. Os seus sermões atraiam multidões, sua fala ferina não poupava os poderosos e os interesses ingleses.

Uma sucessão de nomes, de cidades nos acompanha pela estrada. Paisagem verde, castelos arruinados, abadias e igrejas queimadas, sinalizam as lutas religiosas.

As tropas de Cromwell eram implacáveis. Elisabeth queria acabar com os papistas, apoiadores da Corte da Espanha e de Roma.

No mapa, no GPS, passamos por praias desertas, pequenas e médias cidades, paisagens diferentes. Mar violento, costa enrugada, penhascos e fotos deslumbrantes. Reservas e abrigos de pássaros são alternativa para as nossas máquinas fotografica.

Cidade como Carlow, Kilkenny, Waterford, Cork e Killarney, na jornada ao sul, aparecem com enseadas, com barcos de pesca, fábricas de porcelana; igrejas escuras na pedra e cemitérios com cruzes típicas da cultura celta estão ao nosso lado. Cada local exigindo parada, tem muito para contar, cada uma daria artigo exclusivo.

Durante a idade média, monges beneditinos nas suas abadias conservaram e reproduziram obras da civilização ocidental. Pode-se dizer que o Conceito de Universidade nasceu na Irlanda. Para lugares isolados, perdidos, sacerdotes e literatos dirigiam os seus passos em busca de santuários.

Depois o Península de Dingle, Tralee e Limerick, com molduras inesquecíveis. A parte mais selvagem, mais típica da Irlanda surge como recompensa. As pequenas vilas, os bares na noite, a música típica da Irlanda, uma língua com raízes celtas, são nossas companheiras. Depois, temos a Guiness. A comida local onde predomina a batata, o pão de centeio, o peixe e o carneiro, não são para gourmets. Guiness é a salvação.

Solidão, vazios, lagos e mais ruinas, juntam-se as tradições. Os irlandeses lutaram ferozmente contra os ingleses que iriam alterar língua, religião e costumes. Mais teimoso do que mulas resistiram mais a cada derrota. A religião católica tem raízes centenárias.

Depois rumo ao norte, para Sligo, Donegal e para as províncias do Ulster, para o Eire.

Os vickings passaram por aqui. A quantidade de pessoas com cabelos vermelhos é impressionante.

Cemitérios megalíticos são locais para os que gostam de arqueologia, de mistérios. Símbolos místicos surgem de milhares de anos atrás. Quantas histórias para criar. Bem antes dos Celtas, mistérios eram tradições por aqui.

Londonderry, para os protestantes, ou Derry para os irlandeses é bastião dos ingleses, dos anglicanos. O IRA começou por aqui, bairros lutaram contra bairros, metade da população é católica. Agora pelo menos existe pacificação. Portrush, a Península de Antrim, surge com fortalezas, pontes penseis, destilarias de wisky irlandês. Muitos navios da Invencível Armada , ano de 1588, se perderam por aqui. Depois é chegar a Belfast e sua história industrial.

Na saída de Dublin, coincidência, ou não, dia da morte de Seamus Heaney, quarto prêmio Nobel da Literatra da Irlanda. O autor de sagas, das aventuras de Thor, entrava para imortalidade.

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19 respostas para “Irlanda, duas ilhas numa só”

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