A Sligo na Irlanda, berço do poeta W. B. Yeats

A Sligo na Irlanda, Berço do Poeta W. B. Yeats

Willian Butle Yeats, poeta dramaturgo e místico irlandês, atuou no Renascimento literário da Irlanda, sendo um dos fundadores do Abbey Theatre, até hoje em atividade em Dublin, sua cidade natal.

“Nos sonhos começa a nossa responsabilidade”.

No entanto, Sligo, mais ao noroeste da Irlanda, será a cidade onde viverá, onde produzirá boa parte dos seus poemas e cujas belezas naturais, clima e energia serão motivos de inspiração permanente. Igreja perto de Drumcliff, região que mais amou, será o local do seu repouso. Seu pedido de ficar perto das montanhas, dos penhascos junto ao mar, do verde permanente dos campos foi atendido.

O Bem Bulbem com seus 525 metros, montanha em “plateau” continua como sentinela, como ele queria e colocava nos seus versos:

“Espalhei meus sonhos aos seus pés , caminhe devagar, pois você estará pisando neles” …

“A pior coisa sobre alguns homens é que quando não estão bêbados, eles estão sóbrios “.

Sligo, com suas pontes de pedra, pubs onde as danças e a música “ceilidh” são parceiras da cerveja local; é a cidade típica para apreciar bem devagar. Não tenha pressa na cerveja e nos passos.

Serve como ponto de partida para descobrir as belezas do “Donegal”.

Praias adequadas ao surfe, com ondas violentas, pássaros nos penhascos, campos verdes, paraísos para o golfe. Verde envolvente.

Igrejas antigas, ruínas monásticas grandes cemitérios e monumentos megalíticos, estão ao nosso alcance. Não poupe as fotos e gaste o folego.

“Pense como sábio, mas se expresse na língua do povo”.

O prêmio Nobel da literatura irlandesa, um dos quatro laureados, passou a sua infância na região. A paisagem do condado de Connacht trouxe vida aos seus poemas. Além de monumento, encontramos fundação que preserva as memórias do poeta.

Próxima do mar, do Atlântico, na foz do rio Garavogue é uma das cidades mais antigas da Irlanda. Em Carrawmore encontramos cemitério da época Megalítica. Canais, pontes de pedra, ligam os dois lados da cidade. A mão esquerda para dirigir exige algumas precauções, enquanto a paisagem e o visual das casas, coloridas na pedra, nos cativa.

Melhor estacionar na contramão usual e passear a pé pelas ruas, vendo os pubs, a alegria, sentindo o gosto da cerveja. Aprecie sem moderação.

Mitos e o folclore irlandês foram temas utilizados por Yeats, onde o apelo contemplativo deveria superar o apelo à ação. Mestre nas formas poéticas tradicionais traz o misticismo indiano para os seus versos. O Rei Arthur é tema de poema.

“Cast a cold eye

On life, on death

Horseman, pass by”!

“Lance um olhar gélido à vida, a morte, cavaleiro segue em frente”.

Em Sligo, perto do rio Garavogue, junto ao canto dos cisnes, uma estátua estilizada apresenta a figura e a expressão mais conhecida de W B Yeats. O branco dos cisnes é contraste ao final da tarde.

Caminhamos, desde o Glass Hotel, edifício moderno, para encontrar a residência, agora museu, onde ele viveu junto com seu irmão, o pintor Jack B. Yeats. Local onde a música dos seus versos ganhou o mundo, O pintor Jack B. Yeats, conquistou o mundo do seu modo. Na residência é possível rever fotografias, objetos pessoais e notícias de jornais de dois destaques da Irlanda.

“Se a um espelho e depois ao outro

pergunto se tudo vai bem,

não é por vaidade,

procuro o rosto que tinha

antes do mundo o transformar”.

Yeats é considerado o percursor da poesia pré-moderna dos países de língua inglesa e mesmo os atuais poetas e literatos o utilizam como referência. Na literatura inglesa é ícone de referência.

Suas frases são recordadas, os versos discutidos nas escolas e universidades. Nobel imortal!

“Conheci mais homens destruídos pelo desejo de ter uma esposa e filhos e de mantê-los confortáveis, do que vi destruídos pela bebida e meretrizes”.

Sua esposa, Georgie Hyde Lee, esperou mais de 30 anos até Yeats sacramentar o casamento quando tinha 52 anos. Muitos versos e cartas durante o longo namoro podem ser lidos e relidos.

“Muitos amaram teus momentos de alegre graça e tua beleza, com falso ou vero amor. Mas um homem amou a alma peregrina em ti, e as mágoas do teu rosto sempre a mudar”.

Para terminar um dos seus versos imortais, no original, pois nem sempre as traduções conseguem fidelidade e o sentimento do poeta.

“The coming of Wisdom with me”.

Though leaves are many, the rooths one,

Though all the lying days of my youth

I swayed my leaves and flowers in the sun

Now I may wither into the truth”.

Em Drumencliff, na igreja protestante, repousa desde 1948, junto aos pés do Monte Bem Bulben.

“Agora que a minha ascensão terminou, devo repousar onde todas começaram”.

“All changed, changed utterly.

A terrible beauty is born”.

A Irlanda não esquece os seus poetas e os seus heróis.

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