A LONDRES DE CHARLES DICKENS

Após o planejamento e a execução das obras necessárias para a comemoração do Evento do Milênio em 2000, das Olimpíadas em 2012 e das festividades dos 60 anos de Coroação da Rainha Elisabeth II, Londres apresenta agradável surpresa para o turista que agora chega. A cidade mudou o seu perfil ao longo do Tâmisa, sem abandonar as suas raízes.

Mobilidade urbana equacionada, novas construções, arquitetura de vanguarda nos grandes edifícios, recuperação e manutenção dos prédios históricos, restaurações necessárias, paredes pintadas com cores da arte, com a ausência dos grafites poluidores, Londres está mais bonita, agradável, acolhedora até nesse verão que teima em acabar.

Quantos museus, palácios, exposições, pontos históricos para visitar. Não podemos esquecer as casas de escritores, de artistas e de políticos que fizeram história. A lista é enorme, precisamos definir as prioridades.

Desde a época Vitoriana, Londres ocupa posição de capital do mundo, tanto no aspecto político como no financeiro.

É possível reviver o passado, circulando por antigos pavimentos, pelos locais históricos, vendo monumentos, palácios e prédios famosos, com fachadas preservadas e interiores modernizados.

Oportunidade para descobrir as facetas humanas do criador de “David Copperfield” e de “Oliver Twist”. Charles Dickens merece a preferência.

A prisão do seu pai, John, por dívidas de 40 libras, no cárcere de “Marshalsea Sea Prison”, influenciará para sempre a vida do jovem Charles Dickens.

“Nunca devemos nos envergonhar das nossas lágrimas”.

Mais tarde, libertado, seu progenitor será o gestor e mentor financeiro do escritor por muitos anos.

Visitar, em Holborn, a casa onde Charles Dickens viveu por vários anos, agora museu, permite conhecer a parte humana do escritor, por sinal também eficiente e gratificado como jornalista e editor. Ao contrário de outros colegas, Dickens alcança em vida fama e fortuna, o que é raridade para a categoria dos escritores.

Desde cedo, aquele jovem era leitor de Dom Quixote, de Robinson Crusoé e das Noites Árabes- obra que teve grande influência nos seus trabalhos.

“Please, Sir. I want some more”. (Oliver Twist).

Charles Dickens vivenciou a época pré-vitoriana, quando enormes transformações sociais ocorriam na Inglaterra e depois está presente no apogeu da época da Rainha Vitória, quando, como soberana dos mares, as regras do comércio eram impostas por Londres. A libra esterlina era a moeda da moda.

Nascido em 1812, em Portsmouth, faleceu em Kent, em 1870; trabalhou como editor de jornais por mais de 20 anos, obtendo sucesso não tanto pelas novelas, quinze, mas pelas centenas de artigos e de pequenas histórias publicadas. Era reconhecido pela atividade cívica e politica em prol dos direitos das crianças, da educação e pelas reformas sociais.

“Cada fracasso ensina ao homem que há algo para aprender”.

Famoso pela sátira, pelo humor que agregava às suas críticas, pelo poder de observação sobre as características e os defeitos da sociedade vitoriana.

“Se não existissem más pessoas não haveria bons advogados”.

Tinha a capacidade de compreender a reação do público aos seus artigos e às suas publicações, alterando ou modificando o perfil dos seus personagens em função da realimentação obtida pelas respostas e perguntas dos seus leitores.

“O moralista é como um sinal de trânsito que indica para onde se pode ir numa cidade, mas não vai”.

Da sua técnica literária o que podemos afirmar? Cenas de sentimentalismo, o mais tradicional, capazes de emocionar os leitores da época, o realismo da sociedade nos seus dias, o controle da vida do cidadão pelas regras impostas, o moralismo de uma Inglaterra Vitoriana, são marcantes.

“Adiante! Pelos maus caminhos, se não houver outro, pelos bons, se for possível. Mas adiante, apesar de todos os obstáculos, para conseguir o objetivo”.

Baseados nas suas novelas, mais de 200 filmes já foram feitos. Mesmo após 150 anos da sua morte, Dickens nunca sai do foco.

“A caridade começa em casa, a justiça na porta ao lado”.

Observando os móveis, os utensílios, a decoração da sua residência ,o aparelhamento da cozinha, podemos constatar o elevado padrão de vida de Charles Dickens. Por sinal adorava adicionar noz moscada à sua cerveja, produto que em doses elevadas funciona como estimulante e mesmo alucinógeno.

“Se alguém me ofender, procurarei elevar tão alto a minha alma, de forma que a ofensa não consiga me alcançar”.

A sua obra sobre o Natal, “A Christmas Carol”, é lembrada e contada todos os anos. Recorde mundial.

“Qualquer pessoa é capaz de ficar alegre e de bom-humor quando está bem vestida”.

Publicando em série os seus trabalhos, com “The Pickwick Papers”, a partir de 1836, começa o seu estrelato literário.

Robert Seymour, personagem da época, desenhista e ilustrador de renome, era o responsável pelas gravuras adicionadas aos seus textos. A coleção de obras originais, preciosidades, de primeiras edições, pode ser consultada no atual museu.

Muitos dos seus fãs, pobres ou desempregados, juntavam as suas moedas, os pennies, para adquirir o jornal da semana, de maneira a acompanhar o desenrolar do novo capítulo. Até no exterior, pelas colônias inglesas, quando o navio chegava, eram os jornais, com os artigos de Dickens, o que os leitores procuravam. Todos ansiosos para descobrir o que iria acontecer com o personagem deixado em suspense em capítulo precedente.

Em Doughty Street 48, em Holbron, em prédio de 4 andares, Charles Dickens morou de 1837 a 1839, lugar onde escreveu obras-primas como Oliver Twist, Documentos de Pickwick e Nicholas Nickleby.

Charles Dickens teve várias residências em Londres, mas aqui está concentrada a sua memória. É local para visita prolongada. No sótão, figuras e até réplica de um corvo, mostram a influência de Edgar Allan Poe, mestre do suspense, nascido na América, sobre as suas obras.

“As coisas mais bonitas do Mundo são os sonhos”.

Saindo da Doughty Street, passando pela Oxford Street, é possível acompanhar os passos do escritor em direção a Covent Garden, depois seguindo a Chancery Lane, pela Charing Cross Road, Leisceter Square já está perto e a seguir alcançamos a Trafalgar Square. Os prédios da época subsistem, restaurados e conservados, o que nos revela a Londres Vitoriana de Charles Dickens. Palco e cenário dos seus trabalhos.

David Copperfield, melhor planejado e executado, é a sua obra de folego. Em 1842 , com a esposa , visita os Estados Unidos e o Canadá .Através de conferências e das leituras da suas obras , pela fama , consegue bons valores monetários .Após separação , a partir de 1858, começa ligação misteriosa com Ellen Ternan; a quem deixa após a morte recursos suficientes para garantir a sua vida .Está sepultado , homenagem máxima, no canto dos poetas da Abadia de Westminster , em Londres

É momento de reler Dickens e de gravar algumas das suas frases:

“Uma vaga noção de tudo é um conhecimento de nada”.

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20 respostas para “A LONDRES DE CHARLES DICKENS”

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