Aqaba. Comidas e Mercados da Jordânia

O Rei Balduíno, primeiro de Jerusalém, ao conquistar a cidade sagrada em 1099, para manter as áreas conquistadas e evitar que os muçulmanos de Damasco se unissem aos soldados que vinham do Cairo, precisou construir uma série de baluartes para proteger e controlar as prováveis rotas de ataque.

Os castelos possibilitavam proteger local de conservar as terras ocupadas por nobres que vinham sem a herança de berço das terras da Europa. Os cavaleiros sem-terra precisavam construir os seus feudos nas regiões conquistadas. Sob o controle e na proteção a Jerusalém. Agora são ruínas que se destacam na paisagem desértica da região.

A comida na Jordânia é temperada, mas sem o excesso de pimenta da comida mexicana ou indiana. Precisamos de apresentação lenta e comedida.

Queijos, salames, frangos, peixes, tudo recebe o condimento, as ervas aromáticas são essenciais. Para o paladar brasileiro ainda é exagero, principalmente se colocarmos todas as possibilidades e alternativas no mesmo prato. Nosso estômago e fígado vão reclamar, além disso, as poções são generosas demais.

É necessário conhecer os inimigos, efetuar o planejamento adequado antes de iniciar a escolha do menu. Um prato serve muito bem duas a três pessoas.

Oportunidade para degustar o Sayyadié, especialidade gastronômica da região Aqaba. Peixe levemente apimentado, grelhado, servido sobre leito de arroz e bastante limão: mero, o sultão Ibrahim – vermelho -, são os peixes indicados para a refeição.

Para a sobremesa experimente a baklava, massa folhada, recheada com nozes ou pistaches, cobertas por calda açucarada, ou as Maarmoul, biscoitos de sêmola recheadas com pasta de tâmara ou de nozes, com leve essência de água de rosas ou de flor de laranjeira para agradar o nosso olfato, são menos doces que as baklavas da Turquia.

Fumar o narguilé é mais para enviar fotos, para a inveja de amigos do facebook. O efeito do tabaco é mais intenso e devastador do que o do cigarro, mas o charme aparece nos retratos.

A única saída da Jordânia para o mar, para o Canal de Suez e para o Ocidente, começa em Aqaba, no golfo do mesmo nome.

No caminho, saindo do porto, os denominados Jardins de Alá, concentração de corais que encantaram Jacques Custeau começam a nos encantar. A poucos quilômetros para o sul, já no Egito, temos a direção da Igreja e do Convento de Santa Catarina: venerada desde a época bizantina, com seus tesouros em imagens e painéis representantes de Cristo, o criador de tudo.

Paraíso para o mergulho profundo ou apenas para uso despreocupado do snorbil, peixes multicoloridos convidam os aficionados que se destinam ao golfo de Aqaba e para o mar vermelho.

Na parte antiga da cidade, encontramos os souks tradicionais: lojas ao lado de lojas, pequenas, vendem o tradicional dos mercados árabes.

Desde joias, de ouro, até os produtos de pequeno valor para população carente e de baixa tenda. Tecidos, roupas, calçados, artigos para residências, eletrodomésticos, tapetes, o que for necessário está ao longo das ruas. Comidas típicas, os tradicionais doces, onde o mel se mistura com nozes, com tâmaras e amêndoas estão ao lado de bares. Verduras, tomates, pimentões, berinjelas são hortaliças expostas em bancas junto às calçadas. Uma mistura impressionante de roupas, de rostos, de pessoas, estilo ocidental tradicional aparece no imprevisto.

Sendo porto livre, Aqaba apresenta possibilidade na compra de artigos de ouro, de joias, de roupas de grife, mas o essencial é que podemos reservar nosso estoque de condimentos e de óleos utilizados em massagens a custo bem confortável. Mas a regra essencial é saber pechinchar, os árabes adoram uma boa negociação. Não ceda a tentação na primeira oferta. Resista. O cartão de crédito vai agradecer, se bem que com dinheiro à vista “cash” se consegue melhor preço final.

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