Descobrindo o Qatar

Doha permite outra porta de acesso para os brasileiros que tentam descobrir as maravilhas e as oportunidades da Ásia e do Extremo-Oriente. No entanto, reserve cinco dias no mínimo para desbravar o pitoresco deste pequeno Emirado. Ocasião para conhecer as raízes de uma civilização muçulmana, a cultura dos povos do deserto e paisagens ainda desconhecidas para muitos.

Doha, a capital, apresenta contraste entre o moderno de mundo globalizado e as antigas tradições. Agora , em preparação para o Mundial de Futebol de 2022, além de prédios ultramodernos, de urbanismo com vias rápidas, de estádios de futebol de vanguarda, podemos encontrar outras alternativas que exigem planejamento antecipado, guia experiente e uma pick-up 4×4 para enfrentar os desafios dos desertos.

Nos Emirados Árabes, como Dubai, Abu Dhabi e mesmo em Omã, já é possível encontrar roteiros parecidos. Contudo, o Qatar, por recém estar entrando na fase do turismo, além do desconhecido, oferece melhores preços para descobrir locais ainda ignorados pela maioria dos viajantes.

Porque não aproveitar essa oportunidade?

Depois do mercado Souq Waqif, do Museu da Arte Islâmica, do passeio de dhow, embarcação típica da região, circule pela Corniche junto ao Golfo Pérsico; observe a arquitetura dos prédios modernos como: Tornado Tower, Al Biddo Tower, Palm Tower, Navigation Tower, Barzan Tower e Olimpic Tower, então poderemos nos afastar de Doha. De noite, a iluminação dos prédios agrega nuances mágicas que encantam os olhos. A brisa que vem do golfo arrefece o calor que sufoca as areias do deserto. No verão a temperatura chega fácil aos 50 graus centígrados. Por isso o Campeonato Mundial será realizado em dezembro.

Podemos ver as construções esportivas em andamento no Complexo de Aspira, local sinalizado de longe pela Torsh Tower. É a bússola que nos orienta desde quilômetros de distância quando procuramos os desertos como alvo.

Rápida olhada na arquitetura de antigas e modernas mesquitas. É preciso saber a direção de Meca para dispor o tapete de orações na posição correta. São cinco preces diárias. Os fundamentalistas ainda não chegaram aqui com os seus exageros e barbáries. Mas cuidado em não violar as regras locais

Em Al Shaqab, estábulos e cavalos árabes estão disponíveis para os amantes do hipismo. Em frente ao Palácio do Emir, nos extensos jardins, é possível assistir manobras do corpo militar que usa os dromedários como meio de ataque. Os animais, raça especial, são imensos e rápidos na ação.

Corrida de dromedários estão disponíveis em Al Sheehaniya, local onde o Emir possui casa de campo. Importante é acertar o dia da semana.

Pelas dimensões do palácio, ele adora ficar isolado em grandes dimensões.

Depois da Baía de Doha, indo para norte, o complexo Pearl-Qatar, avançando para o mar, nos leva para hotéis de luxo, para ancoradouros e mansões no puro estilo árabe. A Mesquita local encanta pelo brilho dos seus azulejos coloridos no dourado. Mas de 16 Malls estão espalhados por Doha; locais de compras e de comidas rápidas a baixo custo. O câmbio e o sistema financeiro são favoráveis aos brasileiros nesse momento. A Mesquita Ibn Addul Wahab, no bairro de Al Gharrafa, moderna, dez mil lugares de oração, contrasta na arquitetura com a Mesquita de Abu Dhabi dos Emirados Árabes Unidos. Dois conceitos opostos.

No percurso, Al Khor recorda antiga vila de pescadores e de mergulhadores que buscavam as pérolas escondidas no azul do golfo. É zona de pântanos; local onde os pássaros migratórios buscam refúgio e alimento para as suas crias.

O extremo da península, para Al Zubara, região desolada, apresenta antigo forte, típica construção da época das lutas tribais. O mar oferece oportunidade de mergulho para especialistas. O passeio recorda antigas eras, com lutas das tribos berberes entre si e contra inimigos inesperados que vinham de longe, do outro lado do golfo.

Para o sul, passando o novo aeroporto, construção interessante, Al Wakra surge como local de residências, de praia tranquila, algo que sucede bucólica e antiga vila de pescadores.

Mais para o sul, Khor Al Adaid, sem estradas, apenas trilhas, com dunas extensas, exige a presença de 4×4 para aventureiros treinados e sem medo do desconhecido. Praias desertas, sem apoio, sem nada, apenas beleza selvagem, desconhecida, como parceira. Reserva dos tradicionais antílopes, aqui foi implantada. Os Oryx, quase extintos, estão sendo reintroduzidos no seu antigo habitat.

Eles provêm de zoológicos e de reservas que foram mantidos nos Estados Unidos. Pelos chifres, pela pele, foram caçados como troféus para serem fixados nas paredes. Erro que está sendo reparado no agora.

O interessante é que o grupo Al-Jazira possui em Doha, local, suporte e apoio financeiro para a sua atuação. As torres de televisão retransmitem o seu programa para o mundo árabe. A política da região é meio estranha. Os interesses múltiplos da Síria, do Irã e do Iraque estão bem perto. Mas, nada para estragar o nosso passeio.

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