Mercado de Pescadores de Busan

A Coreia do Sul, na extremidade da península, retira do mar mais de 70% da proteína necessária para alimentação da sua população.

A Universidade Busan, dedicada às ciências marinhas, desenvolve pesquisas não apenas para melhorar a eficiência da captura, mas apresenta estudos visando evitar a diminuição dos cardumes pela pesca predatória. Outros vizinhos, populações imensas, exigem cada vez mais de mares não tão piscosos como antes. Necessário não exterminar a dádiva dos oceanos.

Impressiona a quantidade de embarcações utilizadas para a pesca de lulas; são centenas, com suas luzes ofuscantes, na captura de algo mais do que comum na mesa do coreano.

Nunca vi tantos tipos, tamanhos e formatos. Podem surgir in natura nos pratos e sopas. Desidratada, em recipientes a vácuo ou simplesmente seca ao sol. É básica na alimentação.

—Em Busan encontramos o segundo maior mercado de pescados do Mundo. Superado apenas pelo de Tóquio, em extensão e modernidade.

Mesmo assim à medida que chegamos ao Jagalchi Fish Market, já nas ruas próximas pudemos verificar a diversidade dos produtos ofertados. Não são apenas peixes, mas mariscos, ouriços, lesmas e criaturas que eu só conhecia através dos programas do National Geografic Magazine. Polvos vivos fugiam das bacias e tanques; procuravam os buracos das calçadas como refúgio. Dava pena de ver as tentativas frustradas.

Mulheres, na maioria, atendiam os fregueses, enquanto limpavam os peixes. Trabalho incessante e silencioso. Eficiência em cada corte, em cada movimento; algo típico dos coreanos.

Sépias, microlulas, em estranhos balés aguardavam o seu momento.

Junto aos restaurantes era difícil aceitar as sugestões dos atendentes e dos cartazes, em tanques os pescados, os crustáceos eram mantidos vivos até a decisão do próximo freguês.

Na hora do almoço, as alternativas eram imensas; a pedida incluía 3 a 5 pratos com misturas estranhas, cores diferentes e aromas desconhecidos, algo só para os nativos. Ficamos apenas nas fotos e curiosidade. A comida coreana é bem diferente da chinesa tradicional.

“Omelete com ostras” é o prato do dia – dizia a oferta em letras estranhas.

Busan, a segunda cidade da Coreia, impressiona pela beleza, pela modernidade e pela mobilidade urbana. Desde a Copa do Mundo de Futebol, em 2006, a cidade ocupa lugar de destaque. A Coreia do Sul é país emergente que deu certo. Exemplo para o Brasil que escolheu o caminho do atraso.

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