Mesquitas do Qatar

Nova meca do turismo, o Emirado do Qatar está ligado, e muito, às antigas tradições dos povos do deserto. Guerreiros no exército de Alá, o povo original possui estatura elevada e muito orgulho da sua cultura e tradições. Hospitaleiro, no entanto, exige respeito ao seu modo de viver. Aprenda, pelo menos, as frases de cortesia em árabe. Facilita toda a comunicação.

Depois de passear pela corniche, avenida ao longo do golfo, passando pelo ancoradouro das antigas embarcações – as dhows -, pelo Museu de Arte Islâmica, comece a fotografar as mesquitas locais. São belas na arquitetura.

A Mesquita Fanar, agora outro museu, tem formato que recorda a Torre de Babel. Por sinal lembrava uma das quinze possibilidades de imaginar o antigo Farol de Alexandria.

Na nova Biblioteca de Alexandria, doação da Unesco, surgem quinze figuras mostrando as possibilidades de retratar uma das maravilhas do Mundo Antigo, a coleção exposta mostrava quinze possibilidades conhecidas. El Fanar, que significa farol em árabe, representa principalmente de noite; uma possibilidade magnífica de reconstituir algo do passado.

Nas mesquitas, nem sempre é possível o acesso, pois infiéis barulhentos, com suas máquinas fotográficas não são bem-vindos.

A Mesquita Katara, com seus azulejos multicoloridos, com seu minarete elegante, com duas torres típicas no adobe tradicional na apresentação fica magnífica nas fotos.

A Mesquita Imam Sheik Ibn Abdul Wahab, moderna, inaugurada em 2011, lembrando antigo Muslim (mestre), surpreende pelas dimensões, pelos pequenos domos, pela cor ocre dos revestimentos, pelo inclinado das paredes. Pode receber 10.000 fiéis e quase o mesmo número de carros nos estacionamentos. O trabalho das portas, dos vitrais, são detalhes que exigem atenção.

À noite, com lua cheia de preferência, a iluminação transforma e melhora o aspecto de todas as mesquitas.

Mas a Mesquita Ibn Abdul Warab supera a todas.

Como dizia Chagal, o pintor russo, mestre em vitrais:

“Não interessa o nome do Deus invocado, o importante é que levantemos a cabeça para o alto”.

O Museu de Arte Islâmico, bem no centro da antiga cidade, apresenta acervo que permite conhecer melhor tanto a cultura como a arte e até a literatura muçulmana. Principalmente a que vinha da antiga Pérsia.

No meu hotel, além da Mesquita, bem ao lado, que me despertava para orações pelas 4:30 da manhã, havia outra surpresa.

Havia tapete de orações disponível para o crente, e, além disso, no teto, bem definido, seta marcava a direção de Meca.

Para o crente, não é só obrigatório rezar, mas sua posição deve estar sintonizada com a direção correta. Caso contrário a reza não é aceita. – Não vale de nada, se estamos em posição errada – explicou o meu orientador, quando questionei os detalhes.

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