Nagasaki. 70 anos depois da Bomba Atômica

No dia 9 de agosto,1945, 11.02 horas da manhã, Nagasaki entraria para a história da humanidade.

O antigo porto da rota Lisboa-Goa-Macau-Nagasaki, local onde os portugueses estabeleceram núcleo comercial, vital no intercâmbio entre Japão e China, onde os jesuítas implantaram a palavra de Cristo, iria desaparecer do mapa.

O B-29, pássaro prateado, sobrevoando a cidade, não trazia preocupações, parecia ao voar isolado, simples avião de observação; não representava perigo algum para os 300.000 habitantes de Nagasaki.

Para acabar com a guerra no Pacífico, pois a Alemanha já se rendera, o Presidente Truman autorizara o uso de arma secreta: a Bomba-A.

Nagasaki não era alvo prioritário, mas como Kokura estava encoberta por nuvens, a alternativa, o destino escolhia Nagasaki.

A bordo do “Bochscar”, pesando mais de 5.000 quilos, “Fat Boy”, com plutônio como alma, tinha mais poder destruidor do que a bomba lançada 3 dias antes em Hiroxima, algo que desencadearia o inferno em poucos minutos para população desprevenida.

Nenhum sinal de alarme, nenhuma sirene, não se previa pesado bombardeio convencional.

A fábrica da Mitsubishi, especializada em armamento naval seria o alvo, no entanto as nuvens dificultavam a localização exata da cidade; quase desistindo da missão, o major Charles Sweeney, no último momento, percebendo rápida clareira entre as nuvens, breve visão, lançou o artefato de morte desconhecida.

A zona de impacto, cerca de 3 km do alvo militar principal; o “Hypocenter”, alcançava a zona residencial da cidade.

O Museu da Bomba Atômica permite, hoje, visualizar o que ocorreu quando o golpe com ventos entre 600 a 1000 km/hora e temperaturas acima de 7.000 graus Farenheit atingiram Nagasaki. Fotografias mostram o que era e o depois da cidade.

A Catedral de Urakami, tesouro nacional, estava bem no alvo. Mais de 75.000 pessoas morreram no instante. O Japão, seis dias depois, pelas palavras do Imperador Hiroito nunca antes ouvido, considerado um Deus, aceitava a Rendição Incondicional.

Ironia ou não, os americanos não tinham outras bombas atômicas disponíveis. O Projeto Manhattan produzira apenas 3 unidades. Jogo de pôquer?

O Memorial Park, além de recordar os horrores de uma guerra atômica, representa alerta para a humanidade.

Depois de Nagasaki, mais de 2.500 testes atômicos já foram realizados, a contaminação atômica é perigo que não podemos ignorar. A amostra deixada em Nakasaki é mais do que suficiente.

Nagasaki, a cidade mais cristã do Japão sofria golpe arrasador. Os médicos não sabiam como tratar as feridas e as lesões dos sobreviventes; o plutônio usado no núcleo, além da maior potência liberada, produzia efeitos radioativos mais intensos e mortíferos.

-Os sobreviventes tinham sede insaciável, procuravam água de maneira desesperada. Algo escasso, inexistente – o professor e guia explicava o motivo das pinturas ao representar a angústia das almas condenadas. Um inferno.

– Por isso é importante, como homenagem, como reparação, para os que aqui chegam, jogar um pouco de água no monumento, maneira de mitigar sede infinita e que nunca terá final – ouvindo aquelas palavras, as lágrimas acompanharam o meu gesto de, com pequena caneca, deixar também a minha recordação. Emocionante.

Hoje recuperada, moderna, limpa; é importante centro industrial e um dos maiores portos do Japão. Estaleiros modernos ocupam as antigas instalações militares. A fábrica de torpedos, mesmo distante, foi também destruída naquele trágico dia.

Como laboratório de desastres, Nagasaki não pode ser esquecida. Os efeitos da radiação, desconhecidos na época, os resultados posteriores tanto nos humanos como nas plantas, nos animaise árvores servem como alerta global.

“Nagasaki e Hiroshima nunca mais”.

Como estatística final, ao longo do tempo, 150.000 pessoas foram atingidas; metade da população original da cidade. Do total, metade morreu na hora, os restantes feridos, tiveram morte lenta ao longo dos anos.

“Nagasaki, ogenki desuka? ”

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34 respostas para “Nagasaki. 70 anos depois da Bomba Atômica”

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