Taiwan. A Província Rebelde. Taipé

Entre a China e o Japão, com cima subtropical, foi apresentada para o mundo ocidental pelos portugueses no ano de 1544.

Na rota para Nagasaki, partindo de Macau, era etapa de passagem obrigatória.

O comércio das carracas negras iria enriquecer as arcas de Portugal e implantar sementes em terras estranhas.

Pelo clima, pelo aspecto belo e agradável das suas paisagens, foi denominada de Ilha de Formosa, ou simplesmente “Formosa”

Depois dos portugueses, chegaram os holandeses. Como província da China foi desprezada pelos mandarins.

Em 1895, com a guerra Sino-Japonesa, cai sob domínio nipônico, momento de humilhação e de degradação.

Com a tomada de Beijing pelas tropas comunistas de Mao Zadong, em 1949, as forças nacionalistas, o partido Kuomitang, com o general Chiang Kai-Shek na frente, fogem para a atual Taiwan.

Taipé, cidade moderna, será a capital da República da China. Atualmente são 24 milhões de habitantes espalhados em terra com belezas magníficas para os turistas.

Formação vulcânica, costa enrugada, repleta de formações geológicas fantásticas, com o verde exuberante das florestas, com produção de frutas variadas, exóticas umas e gostosas, as demais realmente é a “Formosa” dos portugueses.

Com o exílio forçado, a maior parte dos intelectuais, a classe dirigente, os ricos e os poderosos iniciam uma revolução numa ilha tão tranquila. O ouro do tesouro nacional, obras de arte da Cidade Proibida tomam outra direção. Outra versão chinesa de política é apresentada ao mundo.

Imune aos efeitos da Revolução Cultural que destroçou tesouros do passado, incluindo templos e monumentos, obras que não representassem o pensamento do “Livro Vermelho de Mao”, os templos religiosos em Taiwan não foram destruídos.

Para os turistas, Taiwan oferece uma infinidade de possibilidades. As casas de oração, os oratórios, quer budistas, taoistas ou confucianos estão prontos para apresentar maravilhas de séculos.

O templo confuciano de Taipei, centro de estudos religiosos, no distrito Dalong, é surpresa. Os ocidentais precisam conhecer os ensinamentos do antigo mestre espiritual:

“Milhares de anos de história seriam como uma longa e escura noite, sem os ensinamentos de Confúcio”.

O local traz paz, espiritualidade das boas energias, desde o momento em que ultrapassamos os “Muros do Conhecimento Supremo”.

A arquitetura do templo, dos anexos, dos jardins, dos lagos, traz para o errante paz e tranquilidade. Passar pelos portões, seguindo o “Caminho da Verdade”, abre outro infinito de possibilidades.

Ver a “Passagem dos Ritos”, o Portal do Ensinamento; acompanhar as lições, as frases imortais, é algo que ultrapassa memória e paz interior. A figura do unicórnio, símbolo heráldico associado ao nascimento de Confúcio – Qihin – surge em cores deslumbrantes. É preciso tempo, calma para apreciar todas as belezas que indicam os ensinamentos do mestre: “Caráter nobre, princípios incorruptíveis e literatura próspera”.

Em Taipé, entre os tesouros para visitar. O Memorial de Chiang-Kai-Shek, em posição de destaque numa Praça quase equivalente em área à Praça da Paz Celestial de Beijing, impressiona pela arte da arquitetura. Ao fundo a Torre 101, com mais de 500 metros de altura está entre os três prédios mais altos do mundo. Do observatório temos visão de 360º de Taipé. Com desenho associado ao bambu, árvore sagrada da China, é o símbolo de Taipé. Entre o moderno e antigo, o Palácio do Museu Nacional surpreende pelos jardins, pelas escadarias e pelas antiguidades que foram trazidas da China em 1949. Graças ao descaminho, muitas preciosidades foram salvas da fúria dos guardas vermelhos.

O Memorial dos Mártires impressiona pela troca da guarda militar, cerimônia longa, marcial; uma das mais bonitas e vistosas já assistida. Taipé fica perto do Rio Keelung, que chega ao porto próximo e ao lado das Montanhas Chingshan. Está dedicado aos 330.000 soldados que morreram lutando contra os japoneses e ao mesmo tempo enfrentando as guerrilhas vermelhas de Mao-Tsé-Tung.

O Templo Longshan, restaurado, é típico na antiga construção de madeira, pelos trabalhos em laca e pelas figuras dos tradicionais guardiões.

A estrutura vermelha do Grande Hotel, local de casamentos, de encontro de chefes políticos e dirigentes mundiais é outro ponto de referência. No alto da colina, verde exuberante e magnífico, além da vista para os rios, para pontes e viadutos e mesmo para o novo aeroporto, tem restaurante de alto nível. Excelente opção para conhecer a comida local, os preços em Taiwan são bem adequados.

Os mercados de rua, muitos noturnos, merecem capítulo à parte. As comidas dos locais, as populares, tem nuances estranhas e pitorescas.

Outro personagem reverenciado, considerado o Pai da Pátria, o construtor da Primeira República, Sun-Yat-Sem, tem monumento perto da Prefeitura e quase ao lado do Edifício Taipei 101, com os seus 632 metros de altura.

Taipei surpreende pelo ajuste adequado entre o moderno, as raízes do passado, pelos parques, pelos jardins, pelo urbanismo e pelo encanto das múltiplas pontes que cruzam os rios Danshuei e Keelung. Agradáveis cidades.

É lugar para voltar, mesmo por poucos dias. Não fizemos compras ainda, e o tempo está escasso.

Patrocínio:

Compartilhe

6 respostas para “Taiwan. A Província Rebelde. Taipé”

  1. Pingback: cheap cialis
  2. Pingback: cialis generic
  3. Pingback: ed pills for sale

Os comentários estão desativados.