Templo Dourado de Shangai. Lugar Para Visitar Antes de Morrer

A Revolução Cultural iniciada em Shangai destruiu tudo que não era considerado adequado ao novo socialismo. Templos budistas, taoistas, tudo que estivesse ligado aos estrangeiros ou ao passado deveria ser eliminado. Preciosidades desapareceram. Destruídas, queimadas, desviadas ou vendidas de modo clandestino. Aos poucos, com as novas ideias, após a queda do Muro de Berlim, episódio que levou a massacres na Praça da Paz Celestial, reconstrução do destruído foi iniciada.

Hoje, o Templo Dourado, restaurado nos requintes, apresenta local religioso budista em plena operação. Cheio de fiéis, acendendo os tradicionais gravetos aromatizados, queimando nas brasas dos incensórios as suas oferendas, trazendo alimentos como sinal de agradecimentos é lugar imperdível.

É preciso tempo para percorrer todas as dependências, subir e descer degraus, entrar nos diversos altares, ver os detalhes das gravações tanto na madeira como nas pinturas. Ler as mensagens deixadas por homens santos, acompanhar as cerimônias dos monges, o tocar de instrumentos de sopro, o ritmo dos tímbalos, bem como escutar o toque agradável dos sinos de felicidade. São dezenas por todos os lados.

Por sinal, todo o complexo está repleto de sinos; todos os tamanhos, com timbres e intensidades diferentes à medida que o vento, personagem intruso, provoca reações à sua passagem.

Localizado em bairro moderno, fica no meio de prédios de arquitetura avançada, em ruas arborizadas, limpas e agradáveis de uma Shangai cada vez mais surpreendente.

A expansão para o outro lado do rio abre mais espaços cada vez mais verdes, floridos e agradáveis. A Rainha do Oriente, a Paris do Leste nos aguarda para novo retorno.

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