Tianjin. A Cidade Imperial

Portal de Beijing para o mar, Tianjin sempre esteve ligada a capital fundada pelo mongol, neto de Gengis Kan, Klublai Khan, em 1225.

Seu porto, em grande expansão, concentra as indústrias que estão sendo transferidas, junto com a poluição de Beijing e de Tianjin.

A guerra do ópio, os tratados que abriram cinco portos para os ocidentais, trouxeram para Tianjim grande influência externa, o que ainda se vê pela arquitetura de prédios tradicionais e pelo urbanismo da cidade.

Depois dos Jogos Olímpicos, uma modernização rápida foi implantada, Tianjim ganhou nova dimensão, cores e arranha-céus.

Puyi, o último imperador – reveja o filme de Berlusconi que ganhou o Oscar do ano-, ao fugir da cidade proibida em 1924, encontrou o seu refúgio em Tianjim.

Na encruzilhada entre Ocidente e Oriente, a cidade tem características próprias. Sobreviveu às lutas entre nacionalistas e comunistas e a ocupação japonesa dos anos 1940.

Na parte antiga da cidade encontramos palácios de madeira do século XV; templos e lojas estão alinhados junto às antigas ruelas. Um retorno ao passado é possível, o mercado do Nankai Distrito é imperdível. Merece capítulo à parte.

Velhas tradições, antigas histórias e relatos relembram Pearl Buck, a escritora inglesa. Filha de pastor presbiteriano que foi para a China aos 3 anos, ela trouxe uma China Real para os seus leitores. Interessante reler as suas obras, como “Vento-Leste”, “ Vento-Oeste”, “Pavilhão das Mulheres”, “A Boa Terra” e “A Casa da Terra”.

O Astor Hotel, construído em 1924, preservado, hoje é local de importantes encontros comerciais e diplomáticos junto ao novo anexo. O elevador mais antigo da China, ainda funciona, faz parte do acervo, quase museu, que os hóspedes podem visitar.

O rio Haiven, que corta a cidade, com suas pontes, seus prédios públicos, arquitetura Art Nouveaux, recorda Paris e o rio Sena.

O novo terminal marítimo, a 40 km de distância impressiona pelo modernismo, pelas dimensões e faz parte de complexo portuário em grande expansão. Unidades fabris estão sendo instaladas. A indústria química é influente nas exportações.

O maior problema é a poluição; o uso do carvão para alimentar as termoelétricas geradoras de energia necessárias, produz ar difícil de respirar, camadas de cinzas cobrem o ar e o solo. Nevoeiro químico, permanente, é suplício para os habitantes do complexo. O efeito de chuva ácida é visível nos arbustos e nas árvores plantadas junto às rodovias. Nesse ambiente hostil, onde gargantas e pulmões são irritados, imensos conjuntos habitacionais estão sendo construídos; muitos já ocupados por novos residentes. A maioria, no entanto, estão vazios.

O deslocamento populacional dos campos para a cidade é irreversível na China atual. Pelas últimas estatísticas mais de 200 milhões de pessoas procuraram nas cidades melhores condições de vida.

Num processo de reduzir o efeito de poluição, milhares de árvores estão sendo transplantadas. O esforço é gigantesco, as árvores já vêm em bom tamanho, gramados e arbustos colocados nas faixas laterais das estradas e das manchas verdes, precursores de novos e necessitados parques.

O progresso cobra pesado pedágio na Nova China.

Da estação ferroviária de Tianjim, onde existe conexão fácil entre o metrô da cidade e os ônibus de ligação com cidades próximas, sai trem rápido para Beijing. Numa velocidade média de 240 km/h em 30 minutos alcançamos a capital da China.

Trem moderno, com três classes de assentos, serviço de bordo, viagem rápida e direta. Todo o acesso, bilheterias, fiscalização está automatizada. O controle de documentos, a revista de bagagens, o uso de detectores de metal segue processo rigoroso. A China não é uma democracia. Um estrangeiro, obrigado ao uso de passaporte, no original, pelo controle via computador, pode ser acompanhado dia a dia, hotel a hotel, no seu trajeto pela China do sempre presente Mao.

Uma roda gigante e a Torre de Observações permitem uma orientação rápida pela cidade que não para de crescer. Hoje, Tianjin é a terceira cidade em população na China.

O Templo de Rainha do Céu reverencia a Deusa do Mar, pois Tianjin sempre dependeu dos favores do oceano e da sua regente. No Templo Taoista o incenso sempre encontra mãos e preces para acendê-lo. Há vários métodos para reunir e queimar os palitos que levam as nuvens de fumaça para a eternidade do infinito.

Mesmo olhando os comerciantes, sempre encontramos alguém em posição de oração ou de reverência. Mesmo numa nação comunista, quase 3 gerações, a parte espiritual não foi castrada por 66 anos de reformas comunistas.

Em Huangyaguan , não muito longe , podemos visitar trechos da muralha da China; não é necessário ir até Beijing para conhecer o monumento mais importante do país .

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11 respostas para “Tianjin. A Cidade Imperial”

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