A ÚMBRIA DE SANTA RITA DE CASSIA

Local de difícil acesso, a cidade de Cassia, no meio de vales, mesmo perto de Roma – 200 km -, não tem acesso fácil. Curvas, mais curvas, subidas íngremes e descidas idem, estradas estreitas exigem cuidados dos motoristas. No inverno, o gelo na pista e a neblina são adversários complicados. Dirija carro potente, mas não muito grande, o câmbio manual permite ao bom motorista agradáveis acelerações e manobras rápidas. Burgos medievais, dependurados nas alturas, como galinhas em poleiros, fazem bom contraste nas fotos. Ruelas estreitas, empinadas, nos levam a recordações esquecidas, muitas localidades estão desertas, desabitadas. Burgos fantasmas; apenas velhos que não tem para onde ir aparecem no vazio.

A Úmbria é região de energias elevadas, de grande religiosidade, de santos e proporciona peregrinações centenárias.

São Bento que dizia não a preguiça,não as calunias, arado e cruz como símbolos, unindo trabalho à oração, nasceu em Nórcia, cidade murada, arquitetura típica da Úmbria. Como Rieti, no caminho, também com suas fortificações, é possível descobrir o que ocorreu em séculos passados de tantas lutas.

Santa Rita, a minha padroeira, é o foco da cidade de Cassia; na igreja matriz seu corpo aparece mumificado e em perfeitas condições. Os relatos dos seus milagres atraem fieis, devotos e esperanças para milagres impossíveis. No dia 21 de março, recordação do seu nascimento. Festa de luzes e de fogo dá brilho ao céu da Úmbria. As efemérides da Semana Santa, imperdíveis, retratam fatos e tradições de 850 anos. Os penitentes, pés nus, temperatura no zero grau, arrastam correntes com mais de 10 metros. Na escuridão, apenas velas sinalizam o caminho da fé, marcado por cruzes chamejantes dispostos na frente das igrejas e das encruzilhadas.

Visita à sua casa natal e ao mosteiro onde entrou mesmo sem autorização da madre superiora, restrições devido ao fato de ser idosa e viúva e onde sofreu privações ,são pontos de meditação. O local onde rosas vermelhas, nascidas em pleno inverno, foram encontradas por seu pedido no momento da sua morte é outro local de peregrinação.

– Rosas vermelhas! Tragam as minhas companheiras.

Considerada protetora da família, é a intercessora das aflições diárias de tantos suplicantes. Patrona das causas perdidas. Protetora da família.

No momento da fome, somos mortais e precisamos de alimento, é momento de conhecer a gastronomia local, as lojas e os pequenos mercados.

Zona de javalis, de trufas, os embutidos, as salsichas, muitas vendidas por metro, usam como base a carne de javali. Os molhos com trufas e olivas especiais são coadjuvantes.

O pão de Faro, feito com trigo rústico é adequado ao vinho local.

Não é preciso adquirir vinhos famosos, como o dispendioso Brunelo de Montalcino, podemos escolher o Montefalco Sagrantino ou o Torgiano Rosso da zona de Perugia para apreciar o prato típico regional. A Porchetta, carne de porco enrolada e cozida em forno com lenha, é a iguaria do dia. A nossa salvação.

Depois no roteiro, Assis e sua basílicas ; São Francisco e Santa Clara para reverenciar e depois Perugia e a herança etrusca e os seus chocolates como nova etapa . A viagem continua , a curiosidade aumenta .

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2 respostas para “A ÚMBRIA DE SANTA RITA DE CASSIA”

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