MUSEU RODIN EM PARIS. MESTRE DA ESCULTURA

Paris exige tempo, preparo físico e planejamento para os que procuram conhecer os seus museus. Com três pavilhões, quilômetros de galerias, o Louvre é missão quase impossível de concretizar no todo numa única jornada. Necessário escolher para cada dia, numa das alas, o alvo prioritário de todo o turista. Qual a intenção do leitor?

– Ala Richelieux, Sully ou Demon? – É a pergunta e a dúvida que surge quando tentamos descobrir para onde dirigir nossa bússola. Ficamos confusos.

Nem sempre sobra tempo para o Museu Rodin, bem ao lado do Panteon. Mas a visita se impõe para descobrir como o mestre da escultura trabalhava, para acompanhar os passos da sua criação artística.

Ante da sua morte, em 1917, Rodin doou boa parte dos seus trabalhos para o Governo Francês. O acervo inclui também manuscritos, cartas, desenhos, moldes e modelos que ele e sua equipe empregavam e até sua biblioteca e maquetes particulares.

O prédio do Hotel Biron foi local onde Rodin viveu por muitos anos. Edifício renovado, jardins imensos, guarda não apenas a biblioteca do mestre da escultura, mas também apresenta exposições e explicações sobre o método de trabalho de Rodin e da sua equipe.

Quer no processo de fundição, como no trato do mármore, podemos acompanhar o processo criativo de Rodin a partir dos ensaios e dos modelos no gesso. Num verdadeiro laboratório de criação é possível reconstituir como Rodin trabalhava junto com seus assistentes, seus moldadores e modelos.

Filho de classe operária, desde cedo mostrou interesse pela escultura, mas foi reprovado em exame de admissão para a Escola de Belas Artes. Início complicado na carreira.

Em Bruxelas começa a trabalhar em esculturas decorativas, mas foi em viagem para a Itália que descobre os trabalhos monumentais de Michelangelo na escultura, algo que transformaria a sua carreira.

Tanto o impressionismo como o simbolismo vão aparecer nas obras encomendadas pelos Órgãos Públicos. Praças e jardins receberão as suas esculturas monumentais.

Rodin utiliza a fotografia para divulgar os seus trabalhos e nas ilustrações dos textos de jornais e revistas. A coleção existente impressiona pela quantidade e pelos detalhes. Propaganda essencial.

Reconhecido pela obra “João Batista, o Pregador”, a partir de 1878, ganha diversas encomendas que o projetam no cenário mundial.

A Porta do Inferno, decorativa e plena de relevos, representa a Divina Comédia de Dante, onde a figura do pensador simboliza o grande escritor.Para muitos ficou incompleta.

O tema do “Pensador” reaparece em múltiplos tamanhos e variações, tanto no bronze como no mármore e até no gesso. Encontramos “Pensadores” em todos os museus do mundo. Segundo os críticos, Dante, pose clássica, imagina o que aconteceria com os seus personagens históricos entrando no inferno.

Os Burgueses de Calais, outro trabalho, representa a decisão dos representantes da cidade ao solicitar a benevolência do Rei da Inglaterra que, após longo sítio durante a guerra dos 100 anos, tomara a cidade de Calais.

Os detalhes, as expressões dos seus personagens, a dor estampada, o sofrimento conectado aos gestos, o posicionamento dos figurantes emociona o visitante.

Circular pelos Jardins por onde Rodin passeava, permite a observação de outros trabalhos; são ornamentos preciosos para espaço de descanso em plena Paris. Encontramos referências para Balzac, para Victor Hugo, o Monumento para Whistler e outros temas. François Auguste Renè Rodin trabalhou e deu movimento nas suas obras, representando as emoções humanas, as expressões da sensualidade e mesmo a alma e os sentimentos dos humanos, características que engrandecem o seu trabalho pioneiro. Seu túmulo está ao lado do famoso “ Pensador “.

A obra “O Beijo”, em mármore, representa segundo os críticos a ardorosa ligação de Rodin com sua discípula e companheira Camile Claudel, também escultora. Como lapso não encontrei nenhuma referência à mulher considerada como competidora de Rodin na escultura.

Nas obras de Rodin, principalmente na execução das mãos e dos pés dos figurantes, o gênio de Camile Claudel surge indiscutível.

Ela morreu abandonada em asilo de loucos aos 73 anos; foram 30 anos de total solidão e absoluta escuridão.

Característica dos trabalhos de Rodin; suas obras aparecem em diversas versões, em tamanhos distintos, tanto no bronze como no mármore, no gesso e até na argila, o que pode confundir o visitante amador. Inclusive, no Jardim das Tulherias encontramos outra estátua no bronze do famoso Beijo.

Pelas informações obtidas ,de um molde, no bronze, foram executados 319 exemplares. Pela lei francesa, somente as doze primeiras cópias podem ser consideradas como originais, numerados e catalogados.

Tendo tempo, vale conhecer, para os curiosos, detalhes da obra de Rodin nesse museu a céu aberto e gravar algumas das frases desse gênio:

“A arte é, ainda, uma magnífica lição de sinceridade”

.

“O espírito esboça, mas é o coração que modela”.

“A vitória da verdade é certa. ”

“A arte é contemplação; é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que a natureza também tem alma”.

“O mundo não será feliz a não ser quando todos os homens tiverem alma de artista, isto é, quando todos tirarem prazer do seu trabalho”.

“Nada é perda de tempo se você usar a experiência sabiamente”.

“Eu não invento nada. Eu redescubro”.

“Ninguém faz bem aos homens com impunidade”.

Patrocínio:

detalhesdetalhesdetalhes

Compartilhe

25 respostas para “MUSEU RODIN EM PARIS. MESTRE DA ESCULTURA”

  1. Pingback: doctor7online.com
  2. Pingback: albuterol inhaler
  3. Pingback: www.cialis.com
  4. Pingback: ciprofloxacin drug
  5. Pingback: viagra sale in uae
  6. Pingback: buy chloroquine
  7. Pingback: buy tylenol
  8. Pingback: cheap ed pills
  9. Pingback: ed pills for sale
  10. Pingback: canadian pharmacy
  11. Pingback: cialis visa
  12. Pingback: order vardenafil
  13. Pingback: real casino online
  14. Pingback: buy cialis
  15. Pingback: viagra dosage

Os comentários estão desativados.