Refúgios judaicos em Xangai. Museus

Os filmes de Hollywood dos anos 30 a 40, apresentam fragmentos da vida daqueles europeus, sem documentos, escondidos no meio de milhões de chineses.

Para quem chega hoje a Xangai, a cidade mais populosa da China, 23 milhões de habitantes, importante conhecer os bairros da Concessão Francesa, enclave onde os estrangeiros tinham os seus restaurantes, onde nos bares, nos cassinos a noite não tinha termino. Agora apenas restam a arquitetura colonial , alguns bons restaurantes e os relatos de espionagens, de vícios e das raízes da Paris do Pacífico. Depois é momento de descobrir o refúgio judaico em Xangai.

Vindos da Rússia, fugindo das perseguições do Czar, dos polgrons, dos confrontos sangrentos resultantes, dos espurgos e dos atos de Stalin e depois da exterminação nazista, a Transiberiana era a única rota possível. Sem passaporte, sem nadas, Xangai era o local de refúgio. Longa jornada até o atual bairro de Tilanquiao.

Entre as avenidas Dalian e Yangshupud, acesso fácil pelo moderno metrô, vamos encontrar antigas residências, prédios-museus e o local de antiga sinagoga: Ohe Moshe Synagogue.

Seguindo o Rio Huanpu, em direção ao mar, pois Xangai significa “Cidade sobre o Mar”, após a ponte de Nanjing, encontraremos local que está sendo preservado e mesmo reverenciado pelo povo de Israel.

Os prédios foram restaurados a partir de 2007, quando foi aberto o museu que abriga centenas de documentos, objetos e memórias. Exposições e centro cultural convida os turistas para meditações:

“Ein ata yodeia ma scharan shel mitzuot”

A construção na arquitetura tipo galeria, com muros de tijolos escuros, três andares, desde 1927, abrigou a sinagoga. A decoração vertical usa cerâmica vermelha, arcos com a tradicional execução com tijolos, mostra a tradição hebraica construtiva.

A partir de 1938, de Viena, com apoio do cônsul chinês, Dr Fengshan Ho, centenas de novos imigrantes tem Xangai como única porta de salvação. Episódio semelhante a “lista de Schindler” foi reconhecido pelo Governo de Israel, que considerou o diplomara como “Homem Correto”.

Com a ocupação japonesa, durante a 2ª Guerra Mundial, a comunidade foi confinada no bairro. Sem documentos era difícil a existência numa Xangai onde o Exército Imperial Japonês cometia atrocidades até hoje pouco conhecidas.

Pelas informações, pelo menos 18.000 refugiados da Alemanha ou de países ocupados pelos nazistas conseguiram abrigo em Xangai.

Entre as ruas Hoashan e a Changyang, poucos prédios, parques, refúgios e a Sinagoga-museu, aguardam os visitantes. Querem falar das aventuras, da vida difícil, da sobrevivência nas terras dos mandarins.

É possível rever retratos, documentos, as memórias dos refugiados, descobrir seus desejos e seus sonhos. Antigo cemitério recorda os nomes dos pioneiros vindos de tão longe para uma Xangai nem sempre acolhedora.

Importante lembrar que os pioneiros,no século XIX, vindos das terras do atual Irã ,pertenciam a comunidade Bagdali , responsáveis por nomes importantes no setor da arquitetura, das artes e das finanças.

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17 respostas para “Refúgios judaicos em Xangai. Museus”

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