ROUEN. A EPOPEIA DE JOANA D´ARC

Seguindo as curvas preguiçosas do rio Sena, curva à direita, curva à esquerda, chegamos à capital do Departamento Sena Marítimo: Rouen.

A saga de Joana D´Arc atrai milhares de turistas para essa antiga e histórica cidade, com suas casas típicas, estrutura de madeira, ruelas e arquitetura medieval; muitas histórias para escutar.

A viagem começa no Torreão onde ela esteve presa; Donjon do antigo castelo construído por Filipe Augusto em 1205. Os interrogatórios iniciais antes do julgamento foram aqui realizados.

Depois, no Palácio do Arcebispo, vamos acompanhar – por audiovisual – as sessões do julgamento, o local da sua condenação em 1431, as atas de todo o processo. O conjunto Palácio do Arcebispo e Catedral constitui exemplo típico da arquitetura medieval gótica. Do alto do torreão, subindo centenas de degraus, poderemos ter uma visão panorâmica da velha cidade. Não esquecer a máquina fotográfica.

A donzela de Doremy não tinha 19 anos quando foi queimada em praça públicaao lado do antigo mercado.

Canteiro de flores e cartaz sinalizam o local exato do martírio; apenas ruínas sobraram do mercado da época da guerra dos 100 anos contra os ingleses.

Memorial e igreja moderna, ao lado, fazem as devidas homenagens. Por ordem do comandante inglês, pois Rouen, na época,estava ocupada por tropas inglesas, suas cinzas são jogadas no Sena.

– A intenção era de evitar romarias, não deixar nada da sua imagem e atuação – são palavras que surgem em relatos posteriores.

Ao contrário, mesmo não deixando traços físicos, nenhum retrato, a sua morte vai fortalecer o ânimo francês. Nos próximos anos os ingleses serão expulsos da França. A guerra dos 100 anos vai terminar.

O rei Carlos VII, o delfim que Joana D´Arc encontrou no castelo de Chinon, coroado por ela na Catedral de Reims, em 1456 ordena o processo de reabilitação.Ele não queria entrar na história como rei coroado por uma hereje.

No mesmo local, ouvindo testemunhas do primeiro julgamento, ocorre a revisão do processo. As atas disponíveis estão claras nos termos e a projeção em 3D preenche as lacunas.

Joana D´Arc não era nenhuma herege, nada havia contra as suas opiniões e decisões; começa uma lenda que ainda não terminou.

Espetáculo em 3D, utilizando diversos espaços do Palácio do Arcebispo, serve para que o drama seja apresentado em minúcias. A tragédia inspirou livros, mesmo filmes e até peças de teatro.

Dispondo de tempo, uma volta pelo Vale do Loire nos levará até Chinon, fortaleza meio destruída e depois para Orleans, onde Joana iniciou sua luta ao levantar o cerco da cidade sitiada pelos ingleses e pelos seus aliados, os soldados do Duque de Borgonha. Joana D´Arc é a lenda de Rouen.

Depois, antes de degustar o famoso pato à Rouen é preciso visitar a Catedral, a Igreja de St. Maclou, o Palácio da Justiça, a Torre St. André e o relógio mais antigo da França.

O “Gros Horloge”, um dos mecanismos mais antigo da França, está situado no Beffroi de Rouen, torre que permite a passagem dos pedestres por arco existente, instante de tirar a foto da viagem, não esquece. O Hotel de Ville, magnífico, é outra obrigação de visita.

O Aitre-St.Maclou abriga um dos cemitérios medievais mais antigos ainda existentes na França. Os anos da peste negra, dizimando a população, obrigaram ao sepultamento coletivo das vítimas.

Depois vamos conhecer a cidade, as pontes sobre o Sena, a Ilha Lacroix – semelhante a Cité de Paris-, a moderna ponte Gustave Flaubert fica no meio do caminho, em direção ao porto de Le Havre.

Não podemos deixar de visitar a casa de Gustave Flaubert. Nascido em Rouen, o escritor ficou famoso no seu primeiro livro. Madame Bovary tratando de assuntos proibidos como adultério e suicídio, causou tanta polêmica, acusações e até o julgamento do autor por literatura permissiva e pornográfica. Após a sua absolvição, pela celeuma, teve sua obra adquirida por pessoas interessadas no escândalo. Sucesso total no primeiro livro de Flaubert.

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