SAINT MALO. LIVRE E INDEPENDENTE

Com raízes romanas, centro religioso conquistado pelos Vikings, sempre ligado ao mar e ao comércio, Saint Malo, com suas muralhas está no nosso roteiro. O recinto murado, tendo ao centro a Catedral de St. Vicent, local onde Jaques Cartier, em missa solene, recebeu as bênçãos para a missão de descobrir o Canadá, é local de outra peregrinação.

Nas lutas entre a França do Rei e o Duque de Bretanha, os locais não tomavam partido, eram independentes, rebeldes, insubmissos. O espírito “malouin” permanece até os nossos dias.

Cidade corsária, durante anos abrigou nomes famosos, nas pilhagens e nas aventuras dos sete mares.

Daqui partiam comandantes com cartas de corso, o que lhe dava direito a atacar as embarcações inglesas e holandesas que circulavam pelo Canal da Mancha pelo Atlântico e até na Índia.

O comércio de escravos era outra fonte de renda.

Duguay-Trouin, cuja estátua está em realce na entrada da cidade, ficou famoso por tomar a cidade do Rio de Janeiro, em 1711, nas terras coloniais de Portugal. Resgate em açúcar e bois evitou que ele queimasse a cidade. Preço salgado. Chateaubriand, grande escritor francês, nasceu na cidade dos corsários.

Saint Malô é ponto de partida para conhecer a famosa Costa da Esmeralda da França, procurada pelos balneários e pela costa selvagem e pelas praias escondidas.

Antigos bunkers alemães da 2ª. Guerra Mundial ainda estão presentes na região de St.Servan. A Torre Solidor, na entrada do porto, hoje é outro museu naval. Relata aventuras, atos de heroísmo e recorda outros corsários legendários.

Surcouf, no século XVIII, faz fortuna com o butim amealhado nos ataques efetuados contra navios ingleses, holandeses e espanhóis. Retirado das artes guerreiras, amplia sua fortuna com o comércio de escravos. Mais tarde, durante ataque de frota inglesa e holandesa, mesmo em inferioridade numérica obtêm a vitória. Outro feito para Saint Malo.

Devido a posição militar, base naval alemã, a cidade sofreu pesados bombardeios durante a 2a Guerra Mundial.0 Fort de la Cité, usado pelas tropas nazistas, com suas casamatas e subterrâneos, ofereceu resistência feroz durante a retomada da cidade pelas tropas aliadas em 1944.O resultado foi terrível para Saint Malo.

Para o norte, a praia de Paramé atrai turistas na época de verão.

Mahé de La Bourdonnais, outro marinheiro local, ficou famoso como capitão e governador das Índias Francesas. Bem antes dos ingleses, em Ponchery, nas Índias Orientais a bandeira da França era soberana, graças à vocação marítima dos “malouins”. Os locais são orgulhosos dos seus piratas, dos seus corsários e capitães. Os monumentos na cidade murada são a prova.

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5 respostas para “SAINT MALO. LIVRE E INDEPENDENTE”

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