SINAGOGA PORTUGUESA DE AMSTERDAM

Origens no Brasil.

Perto de Visser Plein, não longe do antigo mercado, prédio característico, arquitetura dos anos 1.600, abriga a antiga Sinagoga.

A comunidade hebraica de fala portuguesa na Europa, aos poucos procura abrigo em porto que inicia sua expansão no final do século XVI;Amsterdam é a esperança renovada.

Os recém-chegados, com poucos recursos, fugindo da península ibérica, obrigados a êxodo, onde deixavam todos os seus pertences e ativos, aqui chegavam em quase completa miséria.

As zonas pobres, localizadas perto do porto, do Nieuw Markt, com aluguéis baratos, era o único refúgio disponível.

Com o tempo, a comunidade prospera e começa a aumentar em número e prestígio.

Durante a ocupação holandesa no nordeste do Brasil, principalmente em Recife, é parte importante no comércio estabelecido entre os Países Baixos e a nova colônia. Por falarem a língua local, eram essenciais no intercâmbio, onde o açúcar era o ativo de retorno.

Época em que se constrói a primeira sinagoga no Brasil. Muitas famílias vindas de Amsterdam ali se estabeleceram. Local, onde hospitais, escolas foram edificadas. Época em que o nome do rabino, Isaac Aboab da Fonseca, é colocado na história.

O interessante é que a Sinagoga portuguesa é toda decorada com a madeira dos jacarandás, material proveniente das terras ocupadas no Novo Mundo.

A Sinagoga foi inaugurada em 1675, época em que os holandeses já tinham sido expulsos de Recife, o que motivou o retorno de muitas famílias estabelecidas no Brasil enquanto outras iam para a ilha de Manhattan. A construção seguiu projeto do arquiteto Elias Bourman que começou as obras em 1671.

Após o término da 2ª. Guerra Mundial, com o holocausto da população judia na Holanda, poucos restaram na Congregação Portuguesa, mesmo assim os ritos se dão conforme as regras litúrgicas originais dos serfarditas. A Sinagoga, por milagre, escapou da destruição patrocinada pela ideologia nazista. Foi usada como estrebaria pelo exército alemão.

No final do século XVI, a partir de 1596, famílias portuguesas de ascendência judaica, muitos cristãos-novos,procuram Amsterdam como refúgio religioso e local de maior liberdade. Inclusive os serfarditas vindos da Espanha e que haviam obtido abrigo provisório em Portugal não tinham outra escolha. Para escapar da Inquisição e como a Espanha era inimiga terrível daHolanda, aqui os judeus-espanhóis se autodenominavam de portugueses para evitar novas e ferozesperseguições.

Não queriam se confundidos como inimigos das Províncias Rebeldes da futura Holanda.

No início do século XVIII, a comunidade já contava com mais de 2.500 membros, muitos possuíam prestígio político, reconhecidos como detentores de fortuna e de elevada cultura. Observando os anais e os arquivos, vamos encontrar nomes famosos como David Ricardo, o proscrito e rebelde Baruch de Espinoza, Isaac Pinto e o rabino Isaac Aboab da Fonseca- nome ligado a construção da Primeira Sinagoga do Brasil.Por sinal ,o primeiro rabbi das Américas foi um dos responsáveis pela excomunhão do rebelde Espinoza.

Com o tempo, outros imigrantes judeus, os Asquenazis, vindos do leste europeu, mais pobres, menos cultos, sobrepujaram em número a Comunidade Portuguesa de Amsterdam.

Mesmo assim, a “Esnoga”, como é conhecida, fica como marco da influência dos judeus de fala portuguesa na Era Dourada de Amsterdam.Depois o Museu Judaico , em frente ,nos convida para a continuação da peregrinação.

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