ST. MALO, A CIDADE DOS CORSÁRIOS

A cidade murada, uma das poucas na França, em plena Bretanha, foi grandemente danificada durante a 2ª. Guerra Mundial. Como base naval nazista, sofreu pesados bombardeios aéreos durante anos. A retomada da cidade, após o desembarque na Normandia, causou destruição quase total. A reconstrução procurou manter o caráter primitivo, mas poucos edifícios e igrejas da época dos corsários e de Jacques Cartier permaneceram no original.

Circular pelas Muralhas do antigo núcleo é o primeiro passo para iniciar o reconhecimento dessa cidade medieval. Na Catedral de St. Vincent, onde Jacques Cartier está enterrado, encontramos referências sobre o explorador. Jacques Cartier, aqui recebeu em missa solene as bênçãos antes de sair, em 1534, para descobrir o estuário do Rio São Lourenço, colocando o Canadá ao alcance da França. O local onde ele se ajoelhou está marcado para a posteridade.

Povo orgulhoso, ciente das suas origens, em certos momentos declara-se independente, a bravata durou 4 anos.

– Nem franceses ou bretões, nós somos “Malouins” – era o refrão cantado pelos povos nas ruas da antiga cidade, enquanto os vizinhos brigavam por hegemonia.

Circular pelas Ruelas de carros não é fácil, difícil, quase impossível chegar até o nosso hotel, localizado bem no centro do núcleo medieval. Contando com a boa vontade das “gendarmes”, tivemos que entrar na contramão até estacionar em local não permitido.

Muitas portas de acesso, torreões de defesa, ainda existem, a muralha externa é magnífica, representa o charme de St. Malo.

A porta de St. Pierre nos leva a praias pequenas, mas com boa extensão de areia branca, cheias de banhistas nesse dia de verão,

Duas ilhotas perto, a Grande Bé e a Pequena Bé, na maré baixa podem ser alcançadas em trajeto seguido a pé.

– Cuidado com os horários – afirmava o cartaz de aviso para os aventureiros. As marés são traiçoeiras por aqui.

Em “Le Grand Bé”, encontramos o monumento sepultura do grande escritor local François-René de Chateaubriand, falecido em 1848. Chateaubriand foi o precursor do chamado “Mal do Século”, onde a nostalgia e a tristeza eram fonte de inspiração e a morte algo a procurar nos jovens anos da existência

As residências locais, a maioria restaurada, construção típica, teto inclinado, inúmeras chaminés, construção pesada na pedra é algo típico de St.Malo. A cor cinza predomina.

Perto do porto de St.Louis, encontramos a estátua de corsário famoso, Duguay-Trovin, em 1711, ataca e toma a praça do Rio de Janeiro. Para não destruir a cidade, exigiu pesado tributo pago em açúcar e bois.

Como cidade que abrigava piratas e corsários, outro nome surge nas praças e monumentos: Surcouf.

Com permissão real ele podia atacar e apresar os navios ingleses, holandeses e espanhóis. Surcouf fez fortuna investindo seu butim no tráfico de escravos negros.

Na praça do mercado de legumes, construção típica, duas vezes por semana podemos adquirir os produtos típicos da Bretanha: queijos, enlatados, peixe e os legumes da estação.

O Forte Nacional, construído pelo especialista militar de Luís XIV, Vauban é defesa avançada construída sobre rochedo já existente; é local com posição privilegiada para apreciar a cidadela, o porto, a ilha de Bé e as praias próximas de Paramé, bem como St.-Servan-sur-Mer, do outro lado da baía. Estamos no caminho da Costa da Esmeralda, outro ponto turístico da França.

Tendo tempo, podemos visitar a Casa de Québec e o Museu Jacques Chartier, estão bem próximos. Museu marítimo é recomendado.

Quem chega por Cancale e pelo seu mercado de ostras pode encontrar a antiga casa do descobridor pelo caminho até St. Malo.

A história de Saint Malo, as batalhas contra invasores, são apresentadas na Torre Solidor, em Saint Servant, e no Donjom do Castelo Real, atual Forte Nacional. O ataque de frota inglesa-holandesa em 1692, enfrentado por Surcouf, vencedor em inferioridade numérica é fato que não se pode ignorar.

Para quem tem tempo, permanecendo três dias na região, excursões de barco estão disponíveis. A visão das fortalezas, das cidades muradas, da ilha, da cidade de Dinard, em frente a St. Malo, quando estamos em alto-mar é bem diferente e complementa a nossa excursão. Diferente em tudo de Saint Malo, Dinard é estação balneária com casas luxuosas e instalações refinadas. Foi milionário americano quem descobriu e investiu nas potencialidades de Dinard.

Na baía de Rance, vamos encontrar unidade geradora de energia que utiliza o fluxo das marés para movimentar as suas turbinas. Algo pioneiro e que merece a visita, mesmo sendo desvio não previsto.

Depois é seguir pela Costa da Esmeralda, lugar para conhecer antes de morrer. Recomendada pelo guia Michelin e por mim.

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35 respostas para “ST. MALO, A CIDADE DOS CORSÁRIOS”

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