Henry Moore, O Rival Inglês de Rodin. Londres

Londres está modernizada e encantadora, prédios de arquitetura ultramoderna mudam o perfil da cidade ao longo do rio Tâmisa. As comemorações dos 60 anos do reinado interminável de Elisabeth II trazem cores e luzes para o palco montado.

Na Catedral de São Paulo, ícone da cidade, encontramos a última obra do gênio. Domingo é dia adequado para visitas, a entrada fica livre, momento de assistir missa solene, coro excepcional, música de Handel; economizamos 18 libras do ingresso.

Uma pietá moderna, no mármore, surge para nosso deleite. Pelas informações o mestre apenas executou o molde, ficando a execução ao encargo dos seus discípulos. Henry Moore, idoso, já não possuía a energia necessária.

“Existem formas universais as quais estão inconscientemente condicionadas e as quais respondemos se nossos controles conscientes não as censurarem”.

Em Londres, por toda a Inglaterra, encontramos nas praças e nos jardins peças magníficas ,nos Estados Unidos o exemplo se reproduz com grande intensidade. Obras imensas, no bronze, logo chamam a atenção de quem passa.

Nascido em 1898, em Yorkshire, começou trabalhando no mármore e introduziu o modernismo no Reino Unido. Influenciado pela cultura pré-colombiana, nunca esqueceu o que Michelangelo produziu; mas tinha outro caminho; a modelagem direta ganhava grande adepto. Nos anos 30 inicia a fase dos trabalhos abstratos. Em contato com Picasso, com Braque e Giacometti chega ao surrealismo.

Começa a fase dos trabalhos com fundição no bronze, em que maquetes de gesso ou de barro servem como fôrmas.

“Sempre amei os desenhos. Quando desenhas olhas com mais intensidade os detalhes e o próprio objeto”.

A partir do término da 2ª. Guerra Mundial recebe reconhecimento internacional. Bienais em Veneza, São Paulo e Tóquio apresentam Henry Moore para o mundo.

Suas obras valem milhões de dólares e após muitas discussões ganham espaço na frente de palácios, de museus, de edifícios de vanguarda.

“Há um tamanho físico para cada ideia”.

Para evitar a elevada tributação fiscal, estabelece Fundação, órgão responsável pela administração futura do seu acervo. Além da glória, realiza-se na parte financeira.

Na Tate Gallery, a antiga, em Londres, é o local onde podemos encontrar excelente coleção dos seus trabalhos. Como curador de museu, Henry Moore conseguiu ala exclusiva para exposição dos seus trabalhos, o que provocou inveja de outros escultores.

Através de audiovisual é possível acompanhar todas as etapas do seu processo criativo, desde a execução dos moldes até a fundição das peças em miniatura. Normalmente de cada modelo eram executadas de 10 a 12 peças iguais, numeradas e identificadas.

Em 1983, a consagração; em Nova York o Metropolitan apresenta retrospectiva dos 85 anos de vida do escultor. Agora passa a ser fundamental ter obra do mestre nas principais capitais do mundo: Los Angeles, San Diego, Las Vegas …

“Para saber de algo, deves conhecer o oposto”.

As obras mostram a observação e o estudo de ocos e de vazios, numa integração total com o ambiente dos parques, dos jardins, das entradas dos prédios. Moore tinha preocupação de como localizar suas obras, elas exigiam passantes observadores. O jogo de formas, de detalhes é inconfundível. Henry More assina as suas obras pelo próprio desenho.

“A disciplina na arte supõe uma luta fundamental para compreender a si mesmo e ao mesmo tempo compreender o que se está desenhando”.

Moore falece em 1986, em Castleford, em Yorkshire, no Reino Unido, deixando fortuna em acervo que precisamos conhecer, analisar para depois aplaudir. Obras que oscilam entre representações formais e a pura abstração de arte moderna. Na pintura possui ensaios, mas o forte está e permanece na escultura.

“Para um escultor ou pintor, é um erro falar ou escrever seguido sobre o seu trabalho. Isto libera tensões e as tensões são essenciais para a sua obra”.

Como Rodin, também executou esculturas relembrando o “Beijo de Brancusi”, obra que podemos ver em Paris no Cemitério de Montparnasse.

Após a morte de Rodin, em 1917, Henry Moore assume o papel de revolucionário da escultura do século XX. Comece a procurar as suas obras ao longo do mundo e dos museus. O caminho é longo. As formas amorfas e plásticas de Moore sucedem as formas carnais de Rodin.

“O segredo da vida é ter uma tarefa, um propósito, algo para perseguir por toda a existência, algo a que se entregar todos os dias, a cada minuto do teu tempo, pelo resto da tua vida. É o mais importante e que deve ser algo que nunca poderás alcançar”.

As grandes esculturas, toneladas de arte, executadas sob encomenda também têm explanação adequada para os neófitos na arte.

Tanto no mármore como no bronze, a beleza e a energia do corpo humano ganham expressão. Atenção, não erre o endereço, se for para o prédio moderno da Tatte Gallery, perto da ponte de Londres, lá verá arte moderna predominando.

“Não há aposentadoria para um artista, a arte é uma forma de vida e como tal não tem fim”.

Aproveite a visita para ver a coleção pessoal doada pelo pintor Turner para a Tatte Gallery. Os temas com marinhas, paisagens e igrejas são os mais interessantes. Com figuras não encontramos o mesmo desempenho. O autorretrato de Turner é o ponto principal, pois muitas das obras surgem como incompletas, apenas esboços de gênio que alcançava o seu final de vida. Parecem aguardar retoques em cores mais vibrantes, algo que nunca aconteceu.

“Toda a arte deve ter um mistério e exigir perguntas do espectador. Dar a uma escultura ou a um desenho um título demasiado explícito retira parte do mistério. Assim o espectador continua para o próximo objeto, sem fazer o menor esforço para pensar sobre o significado do que acaba de ver” – palavras de Henry Moore. Não esqueça.

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20 respostas para “Henry Moore, O Rival Inglês de Rodin. Londres”

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