Nagasaki. Elo no Comércio entre Japão e China. Conexão Portuguesa

Situada ao noroeste da ilha de Kyushu, Nagasaki sempre foi porto importante para o Japão. Base naval durante a guerra contra a Rússia dos Czares em 1904, e essencial durante as beligerâncias com a China entre os anos 1894-95.

Ancoradouro bem situado, de simples vila de pescadores, a partir de 1571, transforma-se em bastião português; elo vital na conexão entre a seda da China e a prata do Japão.

Os jesuítas católicos, os vestes negras dominam o cenário; catequizar milhares de fiéis era a missão. Nagasaki é o porto onde chegavam novidades do ocidente, a única brecha permitida pelos senhores feudais do Japão.

Temendo a influência estrangeira, o famoso Shogun Tagokawa – releia o livro Shogun de James Clavel – expulsou os jesuítas e persegue os católicos. Memorial em Toy Tome Ban marca o lugar onde 26 mártires foram executados. Mesmo assim, mesmo após a degola e perseguições, Nagasaki continuará como a cidade mais cristã do Japão.

Mais tarde os holandeses chegam e ocupam o vazio deixado; instalam fábrica de cerâmica, produtora dos artigos que os mercados de Amsterdam exigiam, o local por onde os comerciantes flamengos circulavam ainda é ponto de turismo até os nossos dias.

Os portugueses implantaram aqui a primeira fábrica para produção de armas de fogo. As réplicas são vistas nos museus.

Mas o Japão, pouco a pouco se isola, teme o efeito dos “diabos brancos”, a sua cultura, os seus costumes e a religião. Só nos meados do século XIX, com expedição naval dos americanos, é obrigado, pela força das canhoneiras, a abertura lenta e gradual. O período medieval dos shoguns, dos samurais, será página esquecida.

Mesmo assim será sempre através de Nagasaki que o Império Japonês fará os contatos com os ocidentais.

Depois da Bomba Atômica, Nagasaki foi reconstruída, sendo hoje cidade moderna, agradável e com muitos pontos de interesse.

Ponte moderna, pênsil, atravessa a baía e interliga a zona industrial, onde os estaleiros predominam, com a área residencial.

Teleférico, em Inasa-yame, alcançando mais de 300 metros de altura, permite a melhor observação do porto, da cidade e dos seus arredores.

O jardim Glover, alcançado por escadas rolantes, apresenta a herança cultural internacional do Japão. A Catedral de Oura, perto das escadas holandesas, é considerada Tesouro Cultural do Japão. O templo chinês Sofukuji, construído em 1600 é outra pérola do local.

Não podemos esquecer a ponte de madeira de Megani-bashi, uma das mais antigas do Japão que cruza, elegante, o “Nakashima River”!

O Parque da Paz e o Memorial da Bomba Atômica são as atrações principais, imperdíveis:

“Konnichiwa Nagasaki”.

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