convite data 30 de abril

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Felipe Daiello, gaúcho de Porto Alegre, engenheiro, professor e empresário, após a publicação de nove livros, concluída a fase de literatura infantil com: A Viagem dos Bichos e Aventuras dos Bichos, continuou o desafio com Os Segredos da Fechadura, que representa fronteira a desvendar.

Agora o caminho tomava direção bem oposta. O que era para ser a rotina, os azares da Bolsa de Valores, com todos os riscos do mercado de renda variável, ficou no passado. Visita efetuada em Cemitério Megalítico, na Irlanda do Norte, um dos mais antigos do mundo, alterou o processo de criação inicial.

As Rodas da Fortuna começavam a se destacar na imaginação. Poderia surgir outro romance de aventuras, imenso, longo, como os espirais que não tinham final. O que eu precisava escrever cobriria quase 7.000 anos de história da humanidade, pois as rodas iriam percorrer séculos no seu percurso sem término. No entanto, pequenas novelas, curtas, cobrindo dezenas de anos, mesmo gerações, foi a decisão tomada.

As Rodas da Fortuna

A história, cujos lances Daiello faz reviver com seus episódios, escritos num estilo comunicativo e ágil, acaba convertendo-se em amável convite para percorrer léguas e léguas da História em si, como as poderia percorrer um turista com sensibilidade aos aspectos das paisagens, aos mil e um incidentes da jornada, e até aos sortilégios das Mil e uma Noites do Oriente.

O contista não ‘distorce’ os fatos. Prefere envolvê-los numa aura que, desde Guimarães Rosa, passou a chamar-se estória, uma interpretação bem estruturada, livre e imaginosa dos fatos do passado.

Armindo Trevisan

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