Mercado Grego-Romano de Gerasa. O Repouso do Imperador Trajano

Toda a comunidade estava em festas, Gerasa aguardava a chegada do Imperador Trajano. Em campanha contra os partos, a cidade fora escolhida para repouso do Senhor de Roma no ano 129 d.C. Uma honra para todos, o comércio aguardava bons retornos.

Desde a fundação, a cidade já era centro comercial importante. Os gregos haviam estabelecido um núcleo helenístico avançado e os romanos a seguir trouxeram à paz romana e os seus tributos.

O aramaico era a língua falada pela população mais pobre, enquanto os palácios usavam o grego e agora o distante latim, assumia o comando.

Máximos Sexto sentia-se à vontade como legionário responsável pela segurança do imperador, após tantas semanas de fadigas e de marchas incessantes, poderia agora relaxar no inverno que se aproximava.

Além de inspecionar o futuro trajeto da visita de Trajano ao Templo de Artemisis, teria a oportunidade de conhecer os mercados, as lojas mais importantes e depois o hipódromo; Máximos adorava as corridas de bigas, o seu fraco nas apostas.

Percorrendo a via principal, era notável o sistema de coleta de esgotos e os resíduos; a distribuição de água potável por canais e adutoras, permitiam uma limpeza adequada, a metrópole era agradável e saudável.

O setor de carnes, do pescado, pela circulação de água por canaletas nas paredes, tinha um sistema de refrigeração adequado; nas bancadas, gravados na pedra, imagens do animal indicavam o tipo de carne vendido.

No setor de frutas e de hortaliças, coberturas com lonas, davam sombra e acolhida aos compradores.

Lagares, com moendas de pedra, acionadas por burros, esmagavam azeitonas selecionadas, produzindo azeite especial, digno de cozinhas e comidas imperiais.

Depois, lojas magníficas, muitas com sobre piso, apresentavam as roupas e os adereços da moda.

Forasteiros, vindos de longe, aproveitavam a oportunidade para ver de longe o homem mais importante do mundo.

Máximos Sexto, com traje novo, gladio, saiote de couro, camisa com franjas de couro e aplicações metálicas nas couraças, limpo das poeiras dos acampamentos e longe das refregas militares, sabia ter presença que nenhuma mulher poderia ignorar.

Com o elmo típico, ombreiras metálicas protetoras, placas, peitorais presas por tiras de couro, lenço vermelho ao longo do pescoço, o porte de Máximos Sexto sobressaía. As marcas de VI Legião gravada como insígnia. O gladio pequeno, eficiente nos cortes laterais,imobilizando o inimigo , completava o figurino. O brilho do sol, refletindo nos metais davam ao jovem a aparência de um Deus entre os mortais. Era momento de aproveitar a folga e as oportunidades.

Com o tempo, com queda do império, as areias cobririam Gerasa. Foi graças a isso que os terremotos não a destruíram.

Agora redescoberta, a Gerash dos jordanianos permite, pela boa conservação das suas ruínas, retornar ao passado, ao tempo de Máximos Sexto, o legionário do Imperador Trajano.

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