Olímpia. Os favoritos dos deuses. Lembranças para os eventos no Rio de Janeiro em 2016.

Olímpia. Os favoritos dos deuses. Lembranças para os eventos no Rio deJaneiro em 2016

Nessa pequena região da Grécia, na costa do Mar Adriático, entre colinas de pouco verde e de pequenos rios, agora quase extintos, desde 776 a.C., de quatro em quatro anos, numa tentativa de aproximação para integração entre os helenos, os jogos olímpicos ,dedicados ao deus Zeus ,tinham aqui o seu palco. Momento de esquecer lutas e deixar as armas de lado.

Partindo do porto de Argostoli, a vila de Olímpia, bem no interior, não fica longe para quem chega ao porto.

Os candidatos aos louros da vitória tinham de ser gregos, livres e precisavam passar pelos testes de qualificação das provas antes de tudo.

Trinta dias com antecedência, iniciava-se a preparação, os testes e a pré-qualificação dos atletas. Junto com aos seus professores, com os seus treinadores, os candidatos eram preparados e treinados nos estádios próximos.

Separados em duas categorias conforme idade e habilidade; treinados para competições de luta livre, de lançamento do dardo, do disco, para corrida e para o box. Todos lutavam pela glória da vitória; não havia prêmio para o segundo lugar, os derrotados não tinham futuro algum e nem lembranças para a posterioridade.

O vencedor receberia honras válidas para toda sua existência, possuindo alimentação garantida e guarida em todas as cidades da Grécia por onde circulasse.

A presença feminina não era permitida, as transgressoras eram punidas com a morte. Mais tarde, apenas as sacerdotisas do templo de Olímpia ganharam permissão para acesso ao local dos embates.

À medida que Olímpia ganhava prestígio, a arena de corrida, no meio de colinas onde a assistência se dispunha, ganhava a presença de mais templos de devoção e de prédios públicos administrativos. Cada novo conquistador ou imperador na passagem deixava a sua contribuição no Santuário de Zeus. Até Alexandre Magno deixou aqui a sua contribuição e lembrança.

No museu próximo, dedicado às Olimpíadas, após termos passado pelas ruínas dos antigos templos, dos prédios públicos, do pórtico da vitória e das ruínas da antiga cidade, era o momento de visitar a exposição dedicada às Olimpíadas Gregas.

Através da arte da cerâmica e das estátuas em bronze, visualizamos as cenas das provas, das lutas, das técnicas utilizadas pelos vencedores.

As posições que os heróis tomavam ao entrar para o combate, para a glória ou para o esquecimento.

Os atletas participavam praticamente nus, apenas com o corpo coberto por óleo nos combates de luta livre.

Pela imagem em algumas ânforas foi possível descobrir a colaboração feminina. Sim! Mulheres competindo nas Olimpíadas. Muitos anos depois do início, como amazonas, dominando cavalos, elas poderiam aparecer nas competições equestres permitidas, Amazonas nas provas?

A cerâmica bege-ocre da época, com figuras estilizadas, comprova a participação feminina. A mulher obtinha reconhecimento num ato de louvar os Deuses Supremos do Universo.

Os jogos com o objetivo unificar os gregos em torno de conceito único de civilização, após a conquista romana e do advento do cristianismo, com Teodósio I, ficaram proibidos. Não aos jogos pagãos.

Só em 1896, em Atenas, o barão de Coubertin, francês, reacende a chama olímpica.

O lema de ‘ Mais rápido, mais alto e mais forte ‘ passa a ser o ideal a partir de 1924.

A bandeira olímpica, cinco círculos entrelaçados representando os 5 continentes reuniu na Cidade Maravilhosa mais de 206 Nações. Oportunidade do Rio de Janeiro apresentar para o Mundo a face de um novo Brasil. Ressurgindo como Fenix de anos de escuridão. Os jogos ocorridos em 2016, no Rio de Janeiro, apareceram com muitas outras modalidades.Foi a primeira Olimpíada a ser sediada na América Latina.

Preparar malas era o primeiro passo. Depois torcer.

-Nike! Nike! – O grito de vitória pôde ser bradado por muito dos atletas brasileiros. Esperança!

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