Raízes Hebraicas na Inglaterra. Museu Judaico de Londres

Museu Judaico de Londres

Desde a invasão romana em 45 a.C. , Londinium, à margem do Tamisa, sobre a coluna onde hoje encontramos a City Financeira, a Catedral de São Paulo e o Banco da Inglaterra, já era centro comercial importante.

Resto de muros, de anfiteatros, de casas e de fundações dos prédios administrativos e palácios são encontrados na London Wall Street.

A ponte de Londres, essencial na conexão entre Londinium e o resto do país era elo importante mesmo após a retirada da última legião romana em 407 a. C., sempre será detalhe de arquitetura essencial no desenrolar dos eventos ao longo dos séculos.

Somente após a invasão normanda, quando Guilherme, o Conquistador, Duque de Bretanha, derrota e mata o rei saxão Haroldo na batalha de Hastings em 1066, é que surgem as primeiras notícias.

Judeus chegam para auxiliar na administração e nos atos públicos. Conhecendo o francês e o latim, eram importantes nos atos administrativos fundamentais na conquista da população anglo-saxônica.

Pequenas comunidades são mencionadas nos portos e mesmo em Londres. Em 1190 d. C. em York, a comunidade local é massacrada, muitos se suicidam para evitar a conversão forçada. Em 1290, Eduardo I decreta a expulsão dos israelitas e o confisco dos seus bens e das suas propriedades. Era maneira de acabar com as dívidas. Os primeiros relatos apresentam os nomes dos pioneiros.

Em 1589, Joaquim Gaunse é mencionado, por trazer técnicas de mineração da Checoslováquia para a modernização da extração do cobre na Inglaterra e no País de Gales.

Na época de Elisabeth I, Rodrigues Lopes, médico de origem portuguesa, apareceu como ligado a corte. Por suspeita de traição, acabou enforcado.

Nos documentos que a luz do tempo revela, Manasses surge em documento de contabilidade. Os judeus começaram a ter voz ativa na história da Inglaterra.

Na obra de Shakespeare, Shylock é imortalizado como credor que exige a compensação acertada em contrato: um pedaço de carne de Antônio, o devedor.

O Mercador de Veneza dá ideia distorcida do comportamento dos judeus na época elisabetana.

O Museu Judaico de Londres, fundação que contou com o apoio de Edmond e de Lily Safra é o local onde podemos pesquisar os registros, as exposições e a coleção de objetos que mostram a importância da comunidade israelita na Grã-Bretanha. Para os curiosos, para os turistas, para os fiéis, é importante a visita.

Painéis, coleções de objetos religiosos, registro das festas tradicionais do calendário bíblico estão bem representados.

Como ponto alto, mekvah medieval, descoberto durante escavações efetuadas em 2001 estava escondido em residência de praticante da família Crispim. Muitos portugueses e espanhóis fugindo de ação da Inquisição, aqui chegaram a partir de Amsterdam. Londres, Portsmouth os locais escolhidos. As zonas portuárias eram os locais preferidos para a nova residência.

No final do século XVIII, Nathan Rothshield inicia escalada social, econômica e política sem precedente. De família oriunda da Georgia, de etnia Khazan, estabelece uma saga. O termo Akhenazi teria vindo das origens do grande financista, pessoa responsável pela obtenção dos recursos que ajudaram a derrotar Napoleão.

Disraeli é o nome do primeiro descendente hebreu, que aparece como Ministro da Rainha Vitória. Brigas do seu pai contra multa imposta pela comunidade da sua sinagoga levou a rebelião e mesmo a conversão de toda a família o que resultou na possibilidade imprevista. O cargo assumido era proibido para os judeus.

O grande incêndio de Londres, 1666 acabou com a área medieval de Londres. Muitos vestígios desapareceram no fogo e nas cinzas.

Mesmo assim a coleção em artigos em ouro e na preta, aparece para recordar a passagem do Purin, do Chamuká e de outros eventos religiosos.

A partir de 1890, imigrantes vindos da Índia, do Irã, do Iêmen, do Marrocos, alteram o panorama. Novos dialetos, sons e tendências são agregados.

O conceito de caridade e justiça surge nas apresentações. A operação assistencial Tzedakak aparece com força e intensidade.

O bombardeio de Londres pela Luftwaffe, durante a 2ª Guerra Mundial destrói boa parte das sinagogas existentes. Apenas a sinagoga Bevis Marks sobrevive. Construída em 1701 é o ponto de referência e de futuros artigos.

A partir de 1948, com a independência do Estado de Israel, outros refugiados surgem, a vida ficava impossível no Egito, no Irã e em outros países do norte da África. Novos personagens chegam para continuara história de luta e sofrimento e até de vitória impossível.

O Museu patrocinado pela família Safra é referência. Vale a visita.

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