Florestas Petrificadas no Arizona

Florestas Petrificadas. Arizona

Florestas petrificadas do Arizona

Albuquerne, no Novo México, era a encruzilhada. Qual a rota a tomar? Amarillo, na direção do Texas? Visitar as maiores cavernas das Américas em Carlsbad, ou passar por Owell, a cidade dos alienígenas vindos do espaço exterior.

Em 1947, segundo os ditos, nave extraterrestre caiu nas colinas próximas. Reveja o filme “Independence Day”, para entender os detalhes e analisar a veracidade dos fatos.

A seguir, o lógico seria Tombstone, com a famosa cena de duelo em OK Curral, depois Phonix, com sua arquitetura de deserto.

No entanto, as distâncias são imensas, os desertos maiores ainda. Não haveria tempo para tudo.

Olhando o mapa, a alternativa possível seria visitar uma Floresta Petrificada.

Percorrendo trecho da rota 66, a estrada dos sonhos dos anos 50 a 70, o Parque de Floresta Petrificada merecia atenção dobrada.

A prudência, o cansaço, exigem mais horas de sono. Correr pelos vazios do Novo México cobra tributo. Precisamos descansar.

O Parque Nacional está perto, basta acompanhar a I-40 em direção ao oeste, ao Arizona; os trilhos da rodovia Santa Fé correndo paralelos à estrada. Na entrada do parque todos os visitantes são obrigados a assinar declaração específica: cláusulas pesadas, multas elevadas. O roubo ou simples coleta de amostras, de simples fragmentos de madeira fossilizada, teriam prisão imediata.

Outra região selvagem, deserta, mostra o que ocorreu na terra há 225 milhões de anos. No período triássico, extensas florestas, coníferas imensas, rios, crocodilos, anfíbios gigantes e pequenos dinossauros eram os atores do local.

As erupções, movimentos sísmicos, alteram aos poucos o ambiente. Fluxos de água derrubam as árvores, deslocadas a seguir para planícies inundadas, onde são cobertas por sedimentos de barro, lama, sílica e cinza vulcânica. A sedimentação elimina o oxigênio dos depósitos, retarda a decomposição das madeiras. Depósitos de sílica ocupam os vazios das estruturas das toras. A sílica cristalizada se transforma em quartzo e o resultado é o surgimento de madeira petrificada.

Milhões de anos, deslocamentos de continentes, surgimento de montanhas, tudo provoca a mistura dos ingredientes envelopados.

Com o vento, as chuvas, as neves, a erosão esculpe as rochas e expõe as diversas camadas do solo, cria ravinas, canyons; rugas estranhas aparecem por todos os lados. Os restos de animais e vegetais aparecem fossilizados.

O parque nacional possui três entradas e exige pelo menos uma tarde para circular por todos os 45 quilômetros de trilhas, para fotografar quase tudo, para não perder nada.

Entramos pelo norte, após circularmos por trechos da romântica Rota 66. Um deserto, pintado com cores diversas, mostra faixas com tonalidades conflitantes. Faixas brancas estão associadas às rochas arenosas, as camadas negras surgem por concentração elevada de carbono, as bases avermelhadas são de óxido de ferro — hematite —, o vermelho intenso recorda o silt. Dependendo do horário da visita, da luz solar do instante, as fotos apresentam alternativas, adquirem mais vida. Pontos de observação, dispostos ao longo dos caminhos se sucedem: Kachina Point, Tiponi Point. Mas as melhores vistas são obtidas na estalagem construída com toras de pinheiros, com pinturas e desenhos com motivos dos índios da região. A construção feita por pioneiros está próxima de Kachina.

No cruzamento da trilha com a Rota 66, algumas carcaças de antigos carros se fazem presente. Lembranças ou desastres?

Em Puerco Pueblo, surgem ruínas de antigas habitações; com mais de 100 salas, podiam alojar mais de 1000 pessoas. Petrogrifos são encontrados nas rochas e nas pedras do desfiladeiro — a Rocha dos Jornais conta os eventos da época.

As formações rochosas, as mesetas em Tepees, são estranhas na cor azul, na púrpura e negra, logo após começam a surgir as florestas petrificadas. Dependendo do tipo da árvore, o resultado da cor expressa na madeira cristalizada varia.Os minerais fossilizados apresentam surpresas e maravilhas. Tentações!

Depósitos em Jasper Forest, Blue Mesa, Agate Bridge, Crystal Forest, Long Longs e em Rainbow Forest, estão junto a estrada, os restos petrificados renovam as tentações para levar uma recordação.

Dependendo da movimentação dos sedimentos, dos fluxos das águas, da erosão e dos derrumbres das camadas, os troncos, surgem nas mais diversas posições, tamanhos, formas e concentrações.

Troncos inteiros são raros, pedaços de toras, o usual. Fragmentos pequenos, na maioria, juncam o solo, as ravinas e colinas. Ainda existe muito a escavar e a descobrir. Pelas informações, apesar dos cuidados, mais de 1 tonelada de material é desviado todos os meses.

O corte da madeira fossilizada, o posterior polimento para mostrar a beleza escondida, somente foi possível a partir de 1920, com o uso de serras especiais diamantadas.

A maior parte da área está coberta de grama, a típica pradaria com juniperes; eventuais riachos permitem a existência de vida em área tão perdida: coiotes, linces, antílopes, coelhos, esquilos, falcões, lagartos, corvos, falcões, cobras diversas, tarântulas e o pássaro ligeirinho — o roadrunner.

No museu anexo, além de audiovisuais sobre a formação e preservação das florestas petrificadas, encontramos fósseis de antigos habitantes. Fóssil de phytosauro, na realidade, um crocodilo gigante impressiona pela cabeça e pelos dentes.

Para quem quiser um souvenir, em torno do parque nacional, várias lojas vendem amostras brutas, peças polidas, joias e artefatos produzidos de modo legal. Áreas privadas, pela exploração comercial, podem mostrar e vender as peças desejadas; ali podemos adquirir a recordação proibida.

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