Las Vegas. Uma Ilha de Sonhos no Deserto

Las Vegas. Uma ilha de sonhos no deserto.

Voando de Dallas, no Texas, cruzando os desertos do Novo México, Arizona e Nevada, numa curva do rio Colorado, simples filete azul, espremido entre as rochas do Grand Canyon, surge a ilha da fantasia.

Foi a construção de uma represa, no início da grande recessão, ano de 1931, que trouxe, além de uma população flutuante, a geração da energia elétrica que iria criar e desenvolver a maior zona de entretenimento , de prazeres e jogo do mundo.

Nevada, antes da represa Hoover, era desabitada. A pouca população, vinha, coletava os minérios, explorava o que a terra ofertava e ia embora, deixando apenas cidades fantasmas, lendas e figuras que recordam um faroeste longínquo.

Os trabalhadores da represa, sem nenhuma diversão, proporcionaram o aparecimento dos primeiros cassinos. Simples barracões, construídos às pressas. Era preciso aproveitar o fato de Nevada ser o único Estado Americano onde o jogo era permitido. Nessa época surgem as figuras da máfia, os políticos corruptos, começa a surgir Las Vegas. Até o início do século XX, o povoado era um simples ponto de passagem de diligências, aventureiros e mulas.

Muitos dos antigos cassinos que visitamos nas primeiras viagens já foram demolidos para dar lugar aos novos templos. Bilhões de dólares estão sendo investidos na construção de cassinos temáticos, transformando o deserto num mar de luzes, neon, mágicas, espetáculos, azares, alegrias e tristezas.

São mais trinta e sete milhões de turistas por ano. Número tão impressionante justifica o investimento. Todos os espetáculos do mundo são aqui apresentados. Não apenas eventos esportivos, lutas por campeonatos mundiais, mas espetáculos da Broadway, peças teatrais e burlescas. Os grandes astros, os mágicos, os cantantes, os nomes da ópera, grandes comunicadores, todos tem aqui o seu cenário. O Circo de Soleil apresenta quatro espetáculos diferentes. O último, o mais moderno, que se desenvolve na água, exigiu a construção de uma piscina especial. “O”, nome da peça é simplesmente a tradução do francês — “L’eau— água.

Cruzando as avenidas através de escadas e pontes rolantes, circulando entre os hotéis de luxo com o uso de “monorail” ou pequenos trens, ou simplesmente caminhando pelos corredores infinitos de cada cassino, ouvindo o tilintar dos caça-níqueis, as vozes dos crupiés, os suspiros e gritos dos jogadores, as explosões quando se vence a banca, é algo difícil de descrever. Os rostos desaparecem entre as cortinas de fumaça, os vapores das bebidas e as ilusões da humanidade.

Numa semana, mais de 17 cassinos foram visitados. Os principais, rapidamente selecionados, exigem e requerem uma atenção especial. Alguns espetáculos são cortesia da casa, apenas é preciso chegar na hora certa e ocupar um bom lugar.

É impossível assistir a tudo que está disponível, não existe tempo nem dinheiro. Cada espetáculo custa em média de 50 a 70 dólares. Não existe cartão de crédito que sobreviva. Ajude a economia nacional, não transfira todos os recursos para Las Vegas.

Todas as lojas de grife internacional são encontradas nos caminhos que levam aos cassinos. Algumas só aparecem nas cidades criadas e visitadas por milionários. Os restaurantes mais famosos aqui estão. Os melhores chefes se esmeram em superar receitas e prazeres. Tudo o que existe de bom e caro está disponível. Só olhar os cardápios e as cartas de vinho, de entender os hieróglifos da culinária, os mistérios criados por artistas do forno e fogão é prazer inesquecível. As joias, os brilhantes mais fantásticos, acrescentam faíscas, luzes e brilhos inesquecíveis a nossa imaginação. Sinta-se um milionário ao experimentar aquela joia, ao colocar aquele relógio. Todas as marcas, valores de milhares de dólares, podem ser testados. O turista aqui é o rei: Rolex, Breitling, Cartier, Mont Blanc, Chopard, Bulgari, surgem entre diamantes e esmeraldas.

Mas existem boas compras, ótimos descontos, para orçamentos compatíveis aos demais mortais. É importante descobrir, nas revistas e magazines, as ofertas, recortar os cupons de descontos, obtendo créditos adicionais de centenas de dólares.

À noite, é o momento mais adequado de apreciar os detalhes e facetas multicoloridas: as fontes dançantes do Bellagio, a erupção do vulcão no Mirage, os combates navais na Ilha do Tesouro, apreciar os anúncios dos néons, a propaganda de espetáculos que nunca poderemos assistir.

Que tal passar pelos canais de Veneza, andar de gôndola, apreciar a culinária do Veneto? Circular pelo foro romano, assistir espetáculos contados pelas fontes do Caesar Palace. Reencontrar as pirâmides, os obeliscos no Luxor, circular pelas ruas de um Souk,— mercado árabe—, no Planet Hollywod; são múltiplas possibilidades

No Paris Las Vegas, suba na Torre Eiffel, aprecie um café numa rua de Paris. Assista lutas medievais no Excalibur; no New York reencontre o ambiente da Brodway, passeie pela 5ª Avenida, fotografe a Estátua da Liberdade. Tome um banho de mar com ondas para surf no Mandalay ou mesmo aprecie obras de arte no Wynn. Temos, sempre, um cassino com a decoração adequada ao gosto de cada jogador. O Complexo Novo da MGM veio para ultrapassar todos os limites.

Por influência chinesa, alguns jogos exclusivos dos orientais foram introduzidos. Para os neófitos existem aulas que ensinam como jogar, mas não como ganhar.

Mas Las Vegas, também possibilita a compra de artigos caros, com descontos é só procurar os “outlets”. O que há nessas lojas, para seduzir o que sobrou nos bolsos, é irresistível.

Para os aventureiros, para os que já conhecem quase tudo, uma excursão de helicóptero pelo Gran Canyon é imperdível. Como uma bolha de plástico, o piloto, veterano do Iraque, mergulha no vazio, pula os montes, desce no vácuo, pousando junto ao rio Colorado para a champanhe tradicional.

Os penhascos avermelhados mostram a erosão de séculos e antigas pistas usadas no treino de pilotos de porta-aviões.

Para quem dispõe de tempo adicional, excursões fluviais, passeios de rafting, pular de paraglider, são outras tentações. Existem cidades fantasmas a percorrer, locais onde ouviremos histórias de lutas, duelos mortais e de linchamento de bandidos.

Dependente da água e energia do rio Colorado, com toda a expansão do mercado imobiliário, com o aumento de população, pelo consumo excessivo de tudo e de todos, existe uma preocupação em Las Vegas. Tudo depende do degelo que ocorre longe, bem longe, nas Montanhas Rochosas. Com pessimismo vemos do alto que o nível da barragem está caindo e existe muito desperdício. Existem piscinas a encher , muitas árvores para preservar numa cidade em contínua expansão e que ameaça engolir o deserto.

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1.210 respostas para “Las Vegas. Uma Ilha de Sonhos no Deserto”

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