O Gato Chinês. Despertar do Dragão

Despertar do dragão.

No ano do galo, elemento terra, a China apresenta ao mundo um país de contradições. O poder político nas mãos de poucos; não existem liberdades democráticas com apenas um partido. Dissidências são esmagadas. Mas de forma surpreendente existe ampla autonomia econômica. Os chineses praticam o seu livre mercado; seus produtos invadem o mundo, fechando postos de trabalho até no Brasil. Mais de 85% dos produtos eletrônicos fabricados no mundo são “Made in China.”

A segunda longa marcha começou com Deng Xiaoping, em 1978, após a morte do líder Mao. Numa nação leninista e marxista, as leis de mercado serão adotadas.

“A quem interessa a cor do gato se ele pega o rato? “? era a sua pergunta , após visita a Singapura..

A China não oferecerá mais comida de graça; redução dos auxílios e subsídios, todos precisam trabalhar. As universidades são pagas e os estudantes estimulados na obtenção de metas de excelência, sob pena de exclusão. A competição, terrível, começa nos jardins de infância.

O renascimento do Império do Meio, entre a terra e o céu apenas chineses, tem como palco primeiro a realização das Olimpíadas em Beijing e depois a Exposição Mundial de Shangai. . Bilhões de dólares foram dispendidos, nas duas cidades, na construção de estádios, de prédios modernos, de hotéis, do novo Teatro Nacional em Beijing, de avenidas, na urbanização de, parques , de aeroportos, de terminais marítimos e muito verde. A poluição foi combatida, mas as condições ambientais não são, ainda, satisfatórias. O uso do carvão como fonte energética é antiecológico.

Em 1989, tanques e tropas da Mandchuria, esmagavam estudantes na Praça da Paz Celestial. O grito por liberdade paralisou por meses o país. Milhares de pessoas, mortas ou detidas, dezenas de blindados queimados. Passeando pela praça, as ordens de Den Xiaoping para o massacre ainda são ouvidas.