Uma Escada Rumo aos Céus. Loretto. Novo México

Uma Escada Rumo aos Céus

Uma escada rumo aos céus. Loretto. Novo México.

Nas terras do antigo Vice-Reinado do México, na cidade de Santa Fé, será possível encontrar provas de um milagre?

Seguindo a trilha do Rio Grande, pequeno rio que dilacera as terras do Estado do Novo México, abrindo gargantas que impressionam as fotos, chegamos como os antigos conquistadores espanhóis a uma terra de lendas, histórias, guerras de conquistas e de muita explosão cultural.

Na Igreja de Nossa Senhora de Loretto podemos observar as provas. Teria São José, o carpinteiro, o esposo de Maria, também percorrido regiões aparentemente tão hostis?

Em 1852, Irmãs da Ordem de Loretto, vindas pelo Mississipi, sofrendo privações, ameaças de cólera, chegaram as terras do Novo México.

O Estado fora recentemente incorporado à Nação Americana.

A madre superiora não resistira a doença; as demais abrigadas em casa de adobe — construção típica da região — tiveram que aguardar a construção de seu convento, da escola e da igreja por alguns anos. Anos difíceis, adaptações exigindo tenacidade e esforços quase sobre-humanos. O conflito entre as raízes espanholas e a cultura imperialista dos americanos era visível. A revolta dos índios, dos Pueblos de Taos em 1842, não tinha sido esquecida. O enforcamento dos líderes da rebelião na praça central ainda deixava tristes lembranças. Havia muito trabalho pela frente.

Com apoio do bispo Jean Lamy, origem francesa, uma nova igreja, cópia da Santa Capela de Paris foi construída. Ainda hoje a preciosidade encanta pelas linhas, formas e beleza gótica.

Entretanto antes da inauguração em 1877 surge uma dificuldade.

Não fora feita a ligação entre o coro e a nave central da capela. A escada necessária fora esquecida. O arquiteto francês ao retornar para a França não deixara os detalhes construtivos.

No entanto, todos os carpinteiros ao enfrentarem o problema, diziam ser impossível tal construção. Não havia como realizar a empreitada. Uma solução seria demolir a parte superior do coro; recomeçar do zero. O espaço e a altura disponíveis inviabilizavam a construção do acesso.

Desesperadas, as irmãs, como devotas de São José, iniciaram uma novena. A solução estava nas mãos de Deus. No último dia, diz a tradição que alguém bateu nas portas do convento. Dizia ter a solução.

Na meia-idade, cabelos grisalhos, montado num burro, trazendo parcas ferramentas — serra, esquadro e martelo —, soubera das dificuldades e vinha prestar o auxílio necessário.

A pesar de não haver registros escritos, os dados

oficiais são escassos, o desconhecido trabalhou por meses sem nenhum auxílio. Foram seis a oito meses até a conclusão das obras.

Perguntado sobre o custo dos serviços, desapareceu antes da resposta, do mesmo modo como chegara.

A superiora, preocupada com possíveis despesas, tentou descobrir se havia contas a pagar nas serrarias da cidade.

A surpresa foi a resposta. Ninguém fornecera nada. A madeira fora comprada em outra região. O interessante; era de procedência diferente das possibilidades da região. Lenho desconhecido.

Mas o impressionante, o mais envolvente de tudo era a obra em si. Uma maravilha subia aos céus.

Em duas voltas, 360° completos, em espiral surgia algo difícil de compreender. Não tinha apoios. Nenhum. Nada.

Os especialistas, arquitetos e engenheiros, diziam ser impossível tal execução. A obra não aguentaria o peso de ninguém. No pisar do primeiro calcanhar tudo viria abaixo.

Na inauguração da igreja, em 1877, o espanto foi geral. Na época não tinha corrimão, o que dificultava o acesso das irmãs?

Por sugestão, necessidades, posteriormente em 1877 foram incluídas as proteções laterais e as modificações que agora podemos visualizar e fotografar.

Mas qual a razão de todo o espanto? O que se pode ver da reprodução, dos desenhos da forma original. Qual a razão de tanta polêmica?

A obra-prima, construída sem apoio central, sem uso de pregos, apenas por encaixes, com madeira desconhecida da região, por mãos que nada cobraram, com parcos recursos, desafia todas as leis da física. Deveria ruir à primeira escalada.

No entanto, por dezenas de anos permitiu e permite o acesso das irmãs. Sem ela, apenas escada rudimentar, inclinada permitiria o acesso. Algo impossível para elas.

Até hoje, todas as investigações científicas, os testes realizados, chegam à impossibilidade da execução.

As fotos, o meu testemunho, no entanto, comprovam uma realidade. A obra é bela pela forma, pela execução, pela impossibilidade dos encaixes perfeitos, pela ascensão contínua da madeira rumo aos céus. Todo o peso é distribuído na base. Obra perfeita, impossível de concretizar segundo muitos engenheiros e projetistas Estudos com computadores chegaram a mesma conclusão.

Teria São José, por um momento, como tantos outros, circulado pelas terras agrestes do Novo México? Teria ouvido as preces das irmãs que nas rezas, nas novenas, não se olvidavam do nome do esposo da Virgem Maria?

Felipe Daiello

Autor de “Palavras ao Vento e As Rodas da Fortuna”

Editora AGE

daiello@cpovo.net

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1.088 respostas para “Uma Escada Rumo aos Céus. Loretto. Novo México”

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