Colocar Cores no Verde do GNU

Colocar cores no verde do GNU

Convite para os sócios do GNU . Dia 10/12 – sábado- 16h na sede Alto Petrópolis. Esperamos os amantes das orquídeas .

Paraíso verde na região do Alto Petrópolis, a sede do GNU, onde o saibro das quadras de tênis se destaca , é paraíso que poucos conhecem.

A área adquirida permitiu a expansão do clube que surgiu do empenho e dos sonhos de seis crianças, lá pelos anos de 1906.

As árvores plantadas cresceram, a urbanização escondendo e camuflando o concreto das edificações, aos poucos, permitiu o surgimento e manutenção de área com qualidade de vida exemplar.

Mais de 70 espécies de pássaros já foram avistadas, buscando abrigo e alimentos na região. Até patos em migração usam o pequeno lago existente como ponto de passagem.

“A qualidade de vida de uma região é medida pela variedade dos pássaros que ali circulam e também pela quantidade”.

Como apoiadores da ecologia, além da preservação do verde, necessário a compensação do concreto colocado pela transposição da cobertura vegetal eliminada, com a execução dos conhecidos jardins suspensos.

A arquitetura moderna já leva em conta, nos seus projetos, esse conceito de deslocar para o alto dos prédios, dos centros comerciais o verde que foi desalojado pelo progresso. Podemos lembrar os jardins suspensos da antiga e bíblica Babilônia?

Além disso, é necessário alimentar os pássaros, plantando árvores frutíferas. Como ser ecologista se não providenciarmos alimentos e abrigos para nossos companheiros alados?

O projeto “mais cores no GNU” incentivando a colocação de orquídeas, tem objetivo mais ambicioso. Já temos voluntários que iniciaram o trabalho. Mais de 500 orquídeas foram transplantadas. O sócio Pedro Scherer é o responsável ,o primeiro voluntário.

Com o apoio da diretoria, a campanha será ampliada. Os sócios podem colaborar trazendo mais exemplares.

Companha será deslanchada para ensinar a diferença do que é preciso retirar e como colocar nossas convidadas.

A conscientização de erradicar os parasitas, -erva de passarinho e cipó cabeludo – algo que vai destruir, corroer aos poucos as nossas amigas deve ser batalha diária para os verdadeiros ecologistas.

O GNU possui equipe de jardineiros que receberam orientação para enquadramento no projeto.

Contando com a divulgação da mídia amiga e aliada, vamos procurar especialistas para dar palestras, bem como incentivar doações por parte dos fanáticos orquidófilos que existem no Estado e no Brasil.

A sede Alto Petrópolis, será o palco para muitas experiências. Podemos igualar e depois superar as experiências realizadas no Jardim Botânico de Singapura. As fotos usadas foram tomadas em lugar onde maravilhas são expostas e muitas criadas através de experiência de laboratório.

Nosso início, com a colaboração de mais de 40.000 sócios, começa pela área da comunicação, pela divulgação do projeto, pela adesão de voluntários e pelo recebimento dos exemplares iniciais.

Fica o desafio:

“Vamos colocar cores no verde do nosso GNU”

Projeto para 2017. Será apresentado dia 10/12/2016 , as 16h durante a Semana do Projeto Lazer. Venha com a sua orquídea.

daiello@cpovo.net

Macau. Raízes de Portugal. Império de 500 Anos

Orgulho de uma nação, Macau representa marco importante no Império Lusitano; ainda hoje os vestígios de glórias passadas, de lutas heróicas, de dominação de terras desconhecidas, relembram os ecos de Camões e dos seus versos.

Vasco da Gama, em 1498, começou a jornada rumo às Índias, ao Pacífico, àCipango e à misteriosa Cathai de Marco Polo. Até 1999, quando foi feito acordo com o governo chinês, a bandeira do Império manteve alta a sua imponência. O Império Português durou mais do que o britânico da Rainha Vitória. Algo para comemorar com orgulho.

Até hoje em Macau, nas ruas, nos letreiros, as informações, mesmo as oficiais, surgem em letras lusitanas.

É o único lugar da China onde turista de língua portuguesa não se sente perdido. Mesmo nos tribunais tudo aparece na versão do cantonês e do português.

Mesmo durante a 2ª Guerra Mundial, as tropas invasoras japonesas mantiveram atitudes cordiais, bem diferente do que ocorreu em Hong Kong, onde a população fugiu devido às atrocidades cometidas.

Em Macau os jesuítas estabeleceram o seu quartel-general na Ásia; a primeira universidade foi aqui edificada. O gênio de Mateo Ricci, o mandarim negro, ainda é homenageado. Sua estátua, junto às ruínas da Igreja de São Paulo é reverenciada pelos chineses. Como um santo, um sábio, um intelectual – homem do mundo. A cultura ocidental chegava à China e ao Japão, partindo de Macau.

Do porto, das antigas docas, as carracas negras, cor definida pelo betume usado na calafetação dos cascos, alcançavam o porto distante de Nagasaki. Portal era aberto para a cristianização do Japão. A cultura portuguesa deixava raízes, costumes, hábitos e pratos na culinária que ainda hoje podemos visualizar e degustar. Embarcações de até 2.000 toneladas de deslocamento eram aqui fabricadas.

Camões, estátua em praça pública, recebe a devida homenagem. Após naufrágio, onde perde sua companheira, consegue salvar os seus preciosos manuscritos. Alguns dos versos aqui foram concluídos. Momento de reconhecimento e de gravar para eternidade os feitos da brava gente lusitana. Era preciso tornar português o mar desconhecido; as naves que desafiavam os deuses e os atrevidos mortais que passavam o Cabo Bojador levavam a Cruz e os símbolos de Portugal. Fernando Pessoa, nos seus versos imortalizaria feitos que agora, in loco, podemos autenticar.

Os vestes negras, os jesuítas, antes de iniciar os seus trabalho de catequese, precisavam de vários anos de estudos na língua dos povos onde deveriam levar a palavra de Cristo. Imersão total nas salas do Colégio de São Paulo, cujas ruínas podemos percorrer. O frontispício, imenso, recuperado, iluminado a noite, na colina logo ali, é magnífico. Ele procura mostrar ao estrangeiro o que foi preciso enfrentar e concretizar na conquista do Império do Meio.

Ao lado, encontramos o hospital e lá no topo o Forte do Morro, defensor da cidade. Baluarte capaz de, com seus canhões, pela capacidade dos seus soldados, suportar assédio de meses e até de anos.

Em 1622, estando as tropas ausentes – lutavam por mandarim amigo— com o forte ainda inconcluso, os holandeses tentaram tomar a cidade indefesa. Mais de 800 homens, 16 navios, atacaram a cidade. Os habitantes, apavorados, procuraram refúgio na colina salvadora, entre muros ainda não concluídos.

Por graças de Deus e auxílio da Virgem, entre os retirantes havia jesuítas, alguns com aptidões militares.

—Precisamos usar os canhões – teria sido uma das ordens de um dos guerreiros de preto.

Mesmo sem especialistas na arte da guerra, canhões foram carregados e mesmo disparados.

—Por acaso, mão de Deus, um dos tiros, dado a esmo, alcançou a carroça que transportava a pólvora do inimigo – as informações vinham de antigos manuscritos.

—A explosão foi devastadora; muitos mortos e feridos entre o inimigo surpreso. Sem pólvora não havia como tomar a fortaleza. A retirada era a única possibilidade para os invasores.

—Vendo a fuga. Animados por fervor desconhecido, os poucos soldados, mulheres, crianças, escravos e mesmo sacerdotes desceram o morro gritando contra os hereges.

—Macau estava a salvo. Se não fosse a providência divina, hoje estaríamos falando holandês – afirmava o meu guia, em castiço português.

Quanta emoção ao visitar o Museu Histórico de Macau, rever as fases de implantação da colônia, o seu desenvolvimento, o comércio, a integração com os chineses. A mistura de raças, de costumes, a culinária lusitana que ainda hoje faz parte da gastronomia local. A arquitetura vinda de Lisboa, as procissões, a mistura com os habitantes locais, as fábricas de foguetes e de fogos de artifício, tudo recorda a gente lusitana.

Livros, dicionários, mapas com caracteres chineses, a mistura de duas culturas. Cristianismo e Taoismo. Intuição e Matemática, são pilares que podemos rever nos museus de Macau.

Macau, hora e pouco de Hong Kong, mesmo com o passar dos séculos, mesmo com a redução das pessoas que falam o português, ainda é local que merece a visita.

Atualmente, chineses vindos do Continente, aqui chegam para aprender a língua de Camões. Mercados mundiais, como o do Brasil, exigem que os novos comerciantes conheçam a língua portuguesa. A China está ávida por novos mercados. Macau de novo fará a interface.

Goa, na Índia, e Macau, na China, sempre serão recordadas pelos povos de fala portuguesa como baluartes na expansão rumo à Ásia.

Nas ruas, pastéis tipo Santa Clara, são tradicionais nas boas vindas; acompanham aquele café amigo. É herança típica de Portugal, tão distante, mas que vencendo mares traiçoeiros e deuses vingativos, fincou sua bandeira em Macau. Salve brava gente e marujos de Portugal! A Eternidade é pequena para tantos versos e louvores.

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Olímpia. Os favoritos dos deuses. Lembranças para os eventos no Rio de Janeiro em 2016.

Olímpia. Os favoritos dos deuses. Lembranças para os eventos no Rio deJaneiro em 2016

Nessa pequena região da Grécia, na costa do Mar Adriático, entre colinas de pouco verde e de pequenos rios, agora quase extintos, desde 776 a.C., de quatro em quatro anos, numa tentativa de aproximação para integração entre os helenos, os jogos olímpicos ,dedicados ao deus Zeus ,tinham aqui o seu palco. Momento de esquecer lutas e deixar as armas de lado.

Partindo do porto de Argostoli, a vila de Olímpia, bem no interior, não fica longe para quem chega ao porto.

Os candidatos aos louros da vitória tinham de ser gregos, livres e precisavam passar pelos testes de qualificação das provas antes de tudo.

Trinta dias com antecedência, iniciava-se a preparação, os testes e a pré-qualificação dos atletas. Junto com aos seus professores, com os seus treinadores, os candidatos eram preparados e treinados nos estádios próximos.

Separados em duas categorias conforme idade e habilidade; treinados para competições de luta livre, de lançamento do dardo, do disco, para corrida e para o box. Todos lutavam pela glória da vitória; não havia prêmio para o segundo lugar, os derrotados não tinham futuro algum e nem lembranças para a posterioridade.

O vencedor receberia honras válidas para toda sua existência, possuindo alimentação garantida e guarida em todas as cidades da Grécia por onde circulasse.

A presença feminina não era permitida, as transgressoras eram punidas com a morte. Mais tarde, apenas as sacerdotisas do templo de Olímpia ganharam permissão para acesso ao local dos embates.

À medida que Olímpia ganhava prestígio, a arena de corrida, no meio de colinas onde a assistência se dispunha, ganhava a presença de mais templos de devoção e de prédios públicos administrativos. Cada novo conquistador ou imperador na passagem deixava a sua contribuição no Santuário de Zeus. Até Alexandre Magno deixou aqui a sua contribuição e lembrança.

No museu próximo, dedicado às Olimpíadas, após termos passado pelas ruínas dos antigos templos, dos prédios públicos, do pórtico da vitória e das ruínas da antiga cidade, era o momento de visitar a exposição dedicada às Olimpíadas Gregas.

Através da arte da cerâmica e das estátuas em bronze, visualizamos as cenas das provas, das lutas, das técnicas utilizadas pelos vencedores.

As posições que os heróis tomavam ao entrar para o combate, para a glória ou para o esquecimento.

Os atletas participavam praticamente nus, apenas com o corpo coberto por óleo nos combates de luta livre.

Pela imagem em algumas ânforas foi possível descobrir a colaboração feminina. Sim! Mulheres competindo nas Olimpíadas. Muitos anos depois do início, como amazonas, dominando cavalos, elas poderiam aparecer nas competições equestres permitidas, Amazonas nas provas?

A cerâmica bege-ocre da época, com figuras estilizadas, comprova a participação feminina. A mulher obtinha reconhecimento num ato de louvar os Deuses Supremos do Universo.

Os jogos com o objetivo unificar os gregos em torno de conceito único de civilização, após a conquista romana e do advento do cristianismo, com Teodósio I, ficaram proibidos. Não aos jogos pagãos.

Só em 1896, em Atenas, o barão de Coubertin, francês, reacende a chama olímpica.

O lema de ‘ Mais rápido, mais alto e mais forte ‘ passa a ser o ideal a partir de 1924.

A bandeira olímpica, cinco círculos entrelaçados representando os 5 continentes reuniu na Cidade Maravilhosa mais de 206 Nações. Oportunidade do Rio de Janeiro apresentar para o Mundo a face de um novo Brasil. Ressurgindo como Fenix de anos de escuridão. Os jogos ocorridos em 2016, no Rio de Janeiro, apareceram com muitas outras modalidades.Foi a primeira Olimpíada a ser sediada na América Latina.

Preparar malas era o primeiro passo. Depois torcer.

-Nike! Nike! – O grito de vitória pôde ser bradado por muito dos atletas brasileiros. Esperança!

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As Rodas da Fortuna Parte 2. Novo livro Daiello.Lançamento

Ao lançar a segunda parte de “As Rodas da Fortuna”, o escritor Felipe Daiello completa ciclo de 7000 anos de estórias associadas à evolução da humanidade. Personagens numa segunda linha de atuação formam os heróis, os precursores, os idealistas que saíram da caverna das superstições, das ideias erradas e foram capazes de seguir as luzes de novas verdades.

O conceito de espiral da eternidade é desenvolvido, elo a elo, cadeia a cadeia; a necessidade de ampliar a sua dimensão, pela contribuição de nomes que os anos sepultam no esquecimento, é apresentada em cada capítulo. Desde o alvorecer da civilização,inicia na distante e esverdeada Irlanda, passando pela Suécia, Cartago, Roma, Petra e a Rota do Incenso, pelos Vikings, pelas Cruzadas, por Marco Polo e suas “mentiras”. Continua por financista cuja família elegeu 3 Papas e criou e ampliou conceitos bancários, pelo Ciclo de Descobertas Portuguesas pelo auge do Império Espanhol, pelos Huguenotes e a Reforma Religiosa, pelo anos dourados de Amsterdã, pela loucura econômica da França, por Napoleão, pela expansão das fronteiras da América do Norte e sua corrida em busca de ouro e das águas do Pacífico. Prossegue com a expansão comercial do Império Inglês, a época da Cidade Luz em Paris e a Torre Eiffel, o poder industrial emergente da América, o Projeto de Bomba Atômica, o pesadelo da Petrobrás e a quebra econômica brasileira. Culminando com o ensaio sobre o futuro da humanidade e seus androides precursores de novos tempos; lições para aprender e acompanhar o curso inexorável das Rodas da Fortuna.

Elas não vão nem para a esquerda e nem para a direita, elas rolam para frente sinalizando o caminho do sucesso e da felicidade, mas dirigentes políticos ,ignorantes, corruptos, mal intencionadas, gastando milhões de impostos crescentes, em decisões equivocadas fazem as Rodas da Fortuna direcionarem-se para o atraso, para a recessão,para a inflação, para o desemprego e revoluções sociais.

Além de uma boa leitura, o autor procura motivar os que entendem a sua mensagem, para lutar pelo seu futuro, pelo sucesso de seus filhos e netos.

A espiral da eternidade não perdoa os omissos, os covardes e os que não descobrem a luz da verdade, preferindo a escuridão do fanatismo e do retrocesso.

O Lançamento será no dia 30 de abril, sábado às 17 horas na Livraria Cameron no Shopping Bourbon Wallig na Av. Assis Brasil 2611

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Templo Maior de Roma. Museu Hebraico

Vale o desvio pelas margens do Tibre. No antigo “gueto”, para construção da nova Sinagoga, no início do século XX, algumas demolições foram necessárias. Amontoado de prédios antigos, incluindo resquícios da Meli Fiano (1764) e da Anque Scale (1814) – recordadas por antigas aquarelas – desapareciam junto com muros que segregavam a comunidade.

Num quarteirão, cercado por grades baixas, é preciso primeiro circular pelo prédio do Museu para relembrar 22 séculos de presença hebraica na Itália dos Césares e dos Papas.

Desde a primeira sinagoga em Ostia Antiga, passando pelos cemitérios nas catacumbas, pelos perigos de perseguição, pelo confinamento no gueto junto à curva do Rio Tibre, a história é contada passo a passo.

A identidade judaica é apresentada de modo cronológico e com belos exemplos da arte e do engenho de verdadeiros artistas.

Lápides de sepulturas, inscrições gravadas no mármore, símbolos milenares, representações das festas tradicionais, apresentadas de modo didático, refletem passado que não se pode esquecer.

Através de aquisições, de doações, objetos sacros, tanto na prata como no ouro, surgem para nosso deslumbre. Baraffael de 1714, Parokhet doado por Iehuda Zaddik em 1594 e restaurado em 1833 para a “Scola Nova”. A Corona di Meil de 1749, o Lampadário para o Chanucá de 1759, paramentos religiosos, tecidos e veludos renascentistas doados por comunidade francesa, mármores policromados, objetos para celebrações litúrgicas, registros dos usos e dos costumes, documentos relacionados às proibições erguidas, as permissões concedidas – como a colocação da fonte de água potável-, o mostruário é vasto. A influência dos atos papais, até o decreto do Rei Victor Emanuel dando plenos direitos civis a todos os hebreus italianos em 1904, estão ao nosso dispor. Audiovisuais complementam a visita, antes de passarmos para o prédio da Sinagoga Maior de Roma. As fotos apresentam relatório completo do passado hebraico em Roma. No livro de Macabeus, encontramos os primeiros relatos da presença judaica em Roma. Com a destruição do templo pelas Legiões de Tito, conforme inscrições no Arco levantado em Roma é possível acompanhar cenas da campanha, bem como dos artigos sagrados pilhados em Jerusalém.

Ao iniciar o processo da Inquisição, o Papa Paulo VI, obrigou a comunidade a ocupar pequeno espaço junto à Ilha Tiberina. Surgia o gueto de Roma. Local fechado, com portas lacradas, isolando os seus habitantes dos demais cidadãos de Roma. Obrigatório o uso de chapéu amarelo .

Napoleão, em 1789, ao invadir Roma, abre as portas do gueto, dando plena liberdade aos hebreus.

Garibaldi, na sua campanha pela liberdade, em luta contra a Áustria e os Estados Papais, recebe o apoio dos judeus, que tomaram armas para conseguirem dupla libertação.

Só em 1904, decreto real estabelece plenos direitos civis para os hebreus, não mais cidadãos de segunda classe na Itália.

O período nazista provocou estragos na pequena comunidade, poucos retornaram dos campos de concentração e do holocausto.

Com a criação do Estado Judeu em 1948, o Rabi Prato festejou o evento com a comunidade junto ao Arco de Tito. Símbolo de escravidão, de vergonha, nenhum judeu ousava passar pelo arco. Quase 2.000 anos foram necessários para acabar com o castigo ou a maldição segundo alguns.

– Hoje, somos quase 40.000 fiéis. Diferentes dos demais, ainda nos consideramos italianos – palavras da guia, explicando e justificando as perguntas levantadas.

– Queremos viver em paz, sem o perigo de enfrentar atos terroristas, mas agora sabemos lutar caso necessário – concluiu após a nossa visita.

Acompanhando a Lungotevere dei Cenci, a estrutura do Templo Maior se destaca entre as catedrais e igrejas de Roma. Desde o atentado terrorista de 1982, quando granadas e metralhadoras ceifaram jovens em sábado de benção especial, está cercado e vigiado. Domingo é o melhor dia para visitas guiadas. A segurança é máxima ainda mais que a coletividade muçulmana na Itália chega a dois milhões de fiéis.

Em 1986 o papa João Paulo II quebra a tradição ao visitar pela primeira vez uma sinagoga em 2000 anos. Falando em hebraico mostrou que as duas religiões têm muito em comum.

Depois, tendo o Rio Tibre como referência, estamos perto do Templo de Vesta, o redondo, da Boca de la Veritá e do Teatro Marcelo, a seguir o Capitolino, com seus museus e a estátua equestre do Imperador Marco Aurélio nos dá outra referência. Roma tem outras surpresas.

Em janeiro de 2016, o Jesuíta Papa Francisco, visitou o Templo Maior, data que comemora o diálogo aberto entre católicos e judeus.

Apesar das desavenças históricas, elas possuem imensos pontos comuns, principalmente no mundo atual com conflitos e fanatismo religioso crescentes.

Construído entre os anos 1901 e 1904, segue o projeto “Art Dec” com dono quadrado em realce, o único em Roma.

No símbolo de liberdade, projeto de Vicenzo Costa e Osvaldo Armanni, o Museu Judio de Roma, protegido por cercas, merece o desvio das rotas tradicionais dos turistas.

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