Gerasa. Maravilha da Época Greco-Romana na Jordânia. Mercados da Antiguidade

O complexo está entre os cinco melhores conjuntos melhor conservados em todo o mundo. Envolvido pelas areias do deserto, durante terremotos devastadores, como o de 747 d.C., sofreu poucos danos. Suas colunas, abafadas pela areia, na maioria, permaneceram de pé. O hipódromo para mais de 10.000 pessoas só é superado pelo existente na Líbia e na Tunísia.

Geresa reúne construções greco-romanas, bizantinas e árabes, depois o tempo ocultou essas maravilhas até a sua redescoberta por cientista suíço.

A cidade já era importante pelo comércio durante a idade do bronze. A produção de cereais, de olivas e a extração do óleo traziam fortuna à Gerasa.

O grego era a língua do comércio, da comunicação entre nações, das elites, enquanto o aramaico era a linguagem utilizada pelo povo, pela plebe.

Trajano, imperador romano passou alguns meses em Gerasa, 139 d.C., repousando depois da sua campanha contra os partos. Monumento erigido pela comunidade recorda a sua passagem. Outro Arco de Triunfo, o principal, magnífico, construído com a prata saqueada, está em Roma.

A Jordânia é mencionada várias vezes na Bíblia, Aman, a capital, foi conquistada pelo Rei Davi. O profeta Elias nasceu por aqui. Os Evangelhos citam a passagem de Cristo pela região ,na sua ida para Jerusalém antes da crucificação.

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Na parte central, característica das cidades romanas, encontramos o mercado de carnes, de pescados. Cada banca vendia um tipo definido: carneiro, gado, galinha…

Sistema de distribuição de água, eficiente e abundante, proporcionava a limpeza adequada, incluindo uma refrigeração do ambiente; canalizações de esgoto levavam os dejetos para longe.

Na avenida principal, as lojas comerciais estavam alinhadas, as de maior porte ocupavam dois andares, mezanino interno fazia a distribuição dos artigos vindos de todos os povos.

Em Amam, a capital da Jordânia, na parte antiga, o comercio atual parece ser mais confuso e barulhento do que ocorria há 2000 anos atrás.

É preciso pechinchar até encontrar o preço adequado, se o turista realmente estiver interessado nas compras.

Os séculos passaram, os compradores são outros, mas o procedimento comercial ainda permanece quase inalterado. Momento de recordar Sherazade e as 1001 noites.

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Mercado de Yeliu.Taiwan. Lugar Para Conhecer Antes de Morrer

É zona de tufões; os ventos violentos que afugentam os inimigos, às vezes castigam demais os mortais locais – as palavras do guia, os efeitos eram visíveis.

A costa nordeste de Taiwan, partindo do porto de Keelung, mostra os efeitos de milênios da agressão do mar, dos ventos, da chuva contra a formação vulcânica da terra.

Cercada pelas águas, a ilha Formosa dos portugueses, tem 70% da proteína utilizada na alimentação diária, proveniente do mar.

A frota pesqueira de lulas, com as suas luzes brilhantes para atrair e facilitar a captura da iguaria é imensa.

De noite, o mar se enche de luzes intensas, brilhantes, oscilando ao sabor das vagas.

No mercado de Yeliu é possível encontrar o resultado da pescaria, da atividade em águas geladas e perigosas. Ao lado, por dentro mesmo do mercado, pequenos restaurantes transformam as ofertas em alimentos estranhos; combinações as mais bizarras, conflito de sabores e de aromas é desafio que os ocidentais têm dificuldade de aceitar e mesmo de provar. Nosso fígado vai reclamar.

Imagina a combinação: omelete de ostras. O prato do dia; recomendado e apreciado por todos.

Como proteína de resistência, as lulas surgem sob todas as formas de apresentação. Em natura, secas, desidratadas, em pedaços ou mesmo sob a forma de farinha. Grelhadas no momento são petiscos para os passantes.

Mariscos, conchas, caramujos, são servidos na carapaça própria. Preferi ficar nas fotos.

Farinhas de peixes, diversas cores e texturas são preparadas em frente do freguês. São utilizadas em caldos e sopas, algo típico de Taiwan.

A gastronomia local é diferente da culinária chinesa que conhecemos.

O setor de doces surpreende pelo exótico, não há excesso de açúcar nas delícias ofertadas. Os preços são atraentes. Comprar seis caixas em oferta sai por trocados.

Depois de visitar o parque geotérmico de Yeliu, nada melhor do que descansar visitando as bancas do mercado local.

O cenário da costa nordeste de Taiwan é espetacular. A luta entre o mar e os tufões, o embalo das ondas violentas contra zona costeira de formação vulcânica, resulta em paisagens que não encontramos com facilidade. Figuras estranhas surgem, precisamos de imaginação; elas começam a surgir à medida que percorremos o parque. Cogumelos gigantes, torres, cores entre o amarelo e o negro, tonalidades que os raios de sol pintam ao acaso, surgem entre as tartarugas preguiçosas, entre o sapato da Cinderela e outros produtos da nossa percepção.

O ruído do mar, das ondas, é parceiro que escutamos com os gritos das gaivotas e de outros pássaros que nidificam na região.

Yeliu, lugar de difícil acesso, distante, é algo que não poderemos esquecer nessa vida tão curta, somos incapazes de apreciar tudo o que Deus criou. Aproveitar os momentos concedidos é ter sabedoria.

Mais tarde poderemos tentar a sorte num dos restaurantes locais. Em cada vila de pescadores, além do mercado do pescado, sempre existe o restaurante apresentando o que o mar oferece como dádiva.

Sopas de cabeça de peixes, incluindo o olho inquisidor, são os desafios. Os siris grelhados, as lulas no espeto, o omelete de ostras são o desafio para a nossa fome, estômago e fígado. As armadilhas estavam prontas. Vamos em frente?

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Marrakesh. Mercado das mil e uma noites no Marrocos

A cidade vermelha como é conhecida, localizada no interior, junto aos Montes Atlas, é uma das capitais imperiais do Marrocos.

O nome lembra aventuras, filmes de Hollywood e a Legião Estrangeira; agora é ponto de atração turística onde o velho palácio, estrutura de tijolos, abriga dezenas de cegonhas que aqui nidificam.Na parte antiga encontramos as muralhas e o maior mercado do Marrocos.

Além do palácio do Sultão, da Mesquita, das medinas, o principal motivo da vinda de tantos turistas se encontra junto a Praça Jemaa el Fna.

No entorno, encontramos as principais lojas, os centros de venda de tapetes e do artesanato marroquino. Mas, é na praça que despertamos o que a nossa imaginação mais aprecia.

Além dos tradicionais vendedores de água, dos comerciantes de todos os tipos, o mais tradicional da vida árabe, dos beduínos, das tribos bérberes, aqui se encontra, incluindo os tradicionais utensílios de cozinha na cerâmica local.Os tapetes artesanais bérberes são as estrelas.

Dentistas, sentados no chão, estão prontos para atender qualquer emergência; apresentam como cartão de visitas os dentes já extraídos em antigas operações. Encantadores de serpentes usam mágica e música para atrair curiosos e fotógrafos. Se o pagamento não for adequado, o ofídio continuará enrolado no seu pescoço até o valor de mercado ser pago.

Contadores de histórias atraem os jovens; os relatos apresentam os mouros como os bons mocinhos na sua luta contra cavaleiros cruzados e infiéis.

O maior souk, a céu aberto do Marrocos, não termina quando anoitece. Dançarinos, toque de tambores, malabaristas, prestigiadores, atores de todos os ofícios, ocupam o devido lugar. A praça renasce com vigor.

Vendedores de chás, de cafés, de comidas, incluindo caramujos em pratos de vidro, cada um no seu alvéolo, agora disputam lugar com os tradicionais restaurantes que se distribuem no entorno.

Um verdadeiro conto das mil e uma noite se apresenta, todos os dias, em Jemaa el Fna. Não é aconselhável tomar a água local ; nem tente a sorte em degustar o tagine picado de carne apimentado que excita nossa gula. Preferível o restaurante do nosso hotel 5 estrelas. O ‘La Mamounia ‘ é referência.

“Seguro morreu de velho” – como dizia o meu avô.

Com tempo disponível,no Palácio Menebhi, iremos conhecer a história do antigo e atual Marrocos ,incluindo os livros e a arte dos árabes e dos bérberes que construíram a nação.

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Chelsea. Mercado Gastronômico de Nova York, EUA

Chelsa. Mercado Gastronômico de NYC

Em prédio antigo, paredes de tijolo vermelho, estrutura industrial, local de antiga fábrica de biscoitos, atualmente é o mercado mais charmoso da cidade que nunca dorme, segundo palavras de Frank Sinatra em canção símbolo de NY.

Localizado no térreo das instalações da Nabisco, desativada em 1958, após readaptações, proporciona algo que não encontramos em Chinatown, Hell Kitchen e em Union Square.

Podemos procurar Chelsea Market pelos restaurantes famosos e distintos, pelos pontos turísticos próximos, como o High Lime, ou mesmo pelo que oferece como oferta em produtos, variedades, opções de escolha e de compras. Merece atenção redobrada e várias visitas e inspeções.

No entorno, lojas de grife nos recordam que Chelsea sempre esteve ligado ao bom gosto e a ótimo sistema de viver, admirar e degustar NY.

Para cada lição de culinária. Encontramos restaurantes como o Marimoto, o Buddakam, o Thai Wholesale e o Rana com suas especialidades em massas italianas, com combinações de molhos e de queijos no formato no grano duro, capazes de nos deixar indecisos na escolha por longos minutos, os pratos, bem servidos, podem ser compartilhados sem problema ou objeção.

Além disso, pequenos botecos servem pequenas refeições, desde tacos até enormes lagostas do Maine. Diferente das nossas, são gigantes, com duas pinças enormes em vermelho sedutor. Não dá para resistir.

Ofertas de vinhos, em lojas boutique, agregam mais seduções.

É complexo para passear, bisbilhotar, adquirir, consumir ou simplesmente deixar o tempo passar, bem devagar, sem pressa ou calma alguma.

Pelos corredores, apinhados de multidão de turistas, os detalhes da fábrica de biscoitos que produzia o famoso “Oreo’ não ficam despercebidos.

Flores encontram o seu santuário, como loja de pescado que apresenta caranguejos do Pacífico, salmão do Alaska e ostras do Atlântico é outro ponto de destaque. O sushi e os temakis são preparados e embalados na hora, em frente ao freguês. Sopas tradicionais do Maine abrem alternativas. Alguns peixes são preparados ao instante.

Especialidades, como o ouriço do mar, escuros com seus espinhos, trazem o prazer do consumo das suas línguas. Apetite estranho para mortais não acostumados às excentricidades da cozinha mundial.

Como estamos no meio de restaurantes, nada melhor do que entrar em local especializado na aquisição das panelas adequadas a cada receita; capazes de fornecer os utensílios exigidos pelas mãos dos mestres; facas especiais, garfos em formatos bizarros, incluindo a vestimenta adequada ao exercício da nobre missão de acabar com a fome no mundo.

No Buon Italia, tudo o que a Mama exige para preparar a refeição típica de Nápoles, de Roma, da Toscana, ou da afamada Torino, está bem na nossa frente; queijos, óleos, trufas, temperos, tudo para lembraras raízes e a paixão italiana por uma boa mesa, grande suficiente para acolher toda a família.

Lojas de guloseimas oferecem geleias, cookies e brownies, além do tentador chocolate,

A balança, desconfiada, vai descobrir o pecado da gula no dia seguinte.

Dependendo da época, a decoração principal é ajustada; o dia das bruxas exige abóboras por todos os lados, algumas inclusive apresentam dentes iluminados por velas escondidas, o Natal é parceiro de pinheiros enfeitados e o Dia dos Namorados é associado a confeitos, doces e bombons com recheios magníficos, alguns com licores dignos dos deuses.

No breakfast, o tradicional café é acompanhado por torradas e ovos mexidos com bacon e pastrami como coadjuvante. Dependendo da hora da acolhida, sempre existe alimento adequado ao faminto que procura refúgio no Chelsea Market.

Sorvetes italianos, doces com frutas vermelhas, o Syrap tradicional do Maple de Vermont são essenciais para terminar em elevado estilo a nossa refeição.

Agora, no armazém, podemos escolher as frutas da estação, os pimentões em quatro cores (vermelho, amarelo, rosa e verde), só faltou o roxo que vimos em uma ilha grega, as berinjelas brancas, o rabanete e os nabos ecológicos – preço adequado à grife -, bem como comprar frutas secas, sementes e nozes procedentes do mundo todo.

É uma festa o que se pode aproveitar em um mercado com tantas ofertas. Cada visita exige um cardápio e um destino específico.

Depois podemos circular por passeio játradicional e que foi inaugurado em 2009. High Line usa elevada desativada de antiga rede de metrô, que passava pelo interior da fábrica. Desde a 14th Street até a 30th Street, jardim suspenso, entre os prédios, permite um excelente caminhar, tendo o Rio Hudson e a cidade de New Jersey, do outro lado, como paisagem para apreciar. São quase 2km de caminhada, mas vale a pena.

Para os que fazem passeios fluviais pelo Circle Line – recomendo – , é o trajeto recomendado antes ou depois de excursão. Complementa o dia e abre novas perspectivas nessa cidade mágica, metrópole que nunca dorme.

Frank Sinatra foi o primeiro a constatar.

MERCADO DE KONK-KERNE

Uma vila murada da Bretanha

Concarneaux, mais uma maravilha da Bretanha. Vila de pescadores, de histórias, de arte ; local aprazível de repouso para turistas. Em busca do brilho do sol do verão, das praias com areias brancas, dos passeios de barcos por ilhas encantadas, com águas azuis, onde os peixes são soberanos, os franceses descobriram outro paraíso.

Para quem vem de Brest, o grande porto militar da França, é escala obrigatória.

A parte central, ilha com muralhas centenárias, a “Ville Close” é o ponto máximo, o objetivo da nossa viagem.

Pequena, ligada ao continente por ponte estreita, apresenta memórias que devemos conservar.

É o terceiro porto pesqueiro da França, onde o atum tem o seu lugar, onde as fábricas de enlatados industrializam as sardinhas e os macareaux; outra riqueza dos mares bretões.

Ville Close, com suas muralhas, esconde um burgo, com ruas estreitas, casas centenárias na pedra, com portas nas muralhas por onde podemos visualizar os barcos de pesca que saem e hoje, em maior número, os barcos de cruzeiros que levam os curiosos aqui chegados para conhecer as ilhas próximas. O mar convida os turistas para excursões inesquecíveis, a baía de Concarneaux e suas ilhas escondem tesouros que agora podemos desvendar. Os esportes marítimos atraem os aficionados.

Com a chegada da linha férrea, os parisienses e mesmo franceses de distantes departamentos podem descobrir novos horizontes. No início do século XIX e mesmo nos anos 1880, pintores e artistas são atraídos pela luz e pela beleza da região. Os impressionistas na arte da pintura encontram os motivos para os seus quadros: Monet, Sisley, Pissarro e mesmo Turner.

Ao longo da costa, em direção a enseada de Saint Jean, as residências e hospedarias agora estão repletas de estrangeiros, todos em busca da liberdade, da luz, da acolhida da região.

O Castelo de Keriolet apresenta o que o dinheiro de rica representante da Corte Russa pode fazer para manter tradição, bom gosto e arquitetura dos séculos passados.

Circulando pelas ruelas de “Ville Close”, além dos bons restaurantes e das tentadoras culinárias da Bretanha, podemos apreciar o artesanato local e descobrir os verdadeiros valores da Bretanha.

Do alto das muralhas, temos excelentes vistas da baía, das residências e mesmo dos barcos que não se cansam de pescar.

É verão, sol quente, energias elevadas e o nosso interesse não se cansa de observar as maravilhas de Konk-Kerne, nome bretão de Concarneaux.

Hoje não é dia do Mercado de Peixe, mas o tradicional mercado semanal está em plena efervescência. As barracas situadas no cais Carnot oferecem os produtos da região

Além das típicas galetes bretãs, salgadas, recheadas de bacon, de queijo, de ovos, podemos encontrar os doces típicos. Biscoitos, e os famosos Kovign-amann – doce típico bretão, bem como caramelos, chocolates, a sidra e os famosos “macarons”.

Os crepes são outra tentação a que não podemos resistir.

As conservas são interessantes, não apenas pela apresentação das latas, mas pelos mistérios das receitas e dos óleos utilizados com limão, com manjericão, com ervas de Provence; as alternativas são múltiplas.

Os produtos da agricultura local, o mel, os embutidos especiais, os queijos, são outras possibilidades.

Não podemos esquecer das camisetas com símbolos da bandeira bretã. As cores no azul e no branco, as torres heráldicas, são lembranças que podemos trazer para os amigos ou consumo próprio.

Depois, talvez tentar a sorte experimentando a lagosta, o lagostin, la coquille de Saint Jaques; são os sabores da Bretanha que não podemos recusar sem a devida degustação.

O arenque, seco, defumado inteiro, aberto e achatado, bem seco ou marinado, ou levemente salgado é outra dádiva dos mares e da habilidade dos pescadores bretões.Eles foram pioneiros na pesca ao longo da costa da Terra Nova no Canadá.

A Concha de São Jaques, iguaria sem par é outra conquista da região.

Usa-se a manteiga e o creme como coadjuvante nos pratos e a batata fica no lado da resistência.

No início do mês de agosto, marque a data, o Festival do “Filet Bleu” apresenta oportunidade de conhecer as danças locais, a renovação da cultura da região e do patrimônio da Bretanha.

Reserva a data para múltiplas surpresas, as sardinhas fritas estão no prato de resistência. O Calvados fará a despedida.

Ha ma vefe kontek, konk-kerne “.

– Vamos descobrir Concarneaux- o nosso lema do dia.

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