LA ROCHELLE. BASTIÃO DOS HUGUENOTES NA FRANÇA

Para quem chega pelo mar, a primeira impressão é fabulosa. A Torre da Lanterna é a primeira a dar as boas-vindas. Construída no fim do século XII, servia como posto de vigia e depois como farol para as naves mercantes que aportavam. Protegendo a entrada do porto interior, duas torres bloqueavam a entrada a essa cidade medieval às naves inimigas. A Torre de San Nicolas e a Torre das Correntes formam par defensivo que impedia qualquer acesso. As fotos tiradas ao pôr do sol ou à noite com iluminação, são de tirar o fôlego.

As cores da bandeira de La Rochelle mudavam em função do dote que acompanhava a Rainha Eleonor da Aquitânia.

Em 1137, ao casar com Luís VII em Bordeaux,La Rochelle pertencerá à França, mas em 1152, casamento anulado, Eleonor casa agora com Henri Plantagenet, futuro Rei Henrique II da Inglaterra e La Rochelle estará ligada à coroa britânica por muitos anos. Ricardo, Coração de Leão, é o filho mais famoso de Eleonor, a mulher que vai desgraçar a França no futuro.

Em 1178, La Rochelle adquire caráter de comuna independente. Período que sua diplomacia oscila entre as duas potências rivais. Só em 1372 se liga de forma definitiva à França, mas com autonomia obtida por hábeis negociações. É a cidade francesa com os maiores privilégios e menos impostos para recolher. Como resultado, as riquezas e o poderio dos seus cidadãos são cada vez maiores.

– Para enfrentar o inimigo mais poderoso no momento, era necessário obter o apoio do outro adversário – são informações que leio em antigos documentos.

Para defesa dos seus interesses, as muralhas são estendidas; igrejas foram demolidas, as pedras usadas nas fortificações necessárias para defender La Rochelle de piratas e de frotas inimigas.

Com certa liberdade, os negócios são ampliados, artesões vindos de todas as partes da França absolutista fazem a grande diferença. Os huguenotes, nome dado para os protestantes franceses transformam La Rochelle na fortaleza da sua fé. As exportações de vinho, de trigo e de sal a tornam o porto mais importante do Norte da Europa, inclusive com ramificações para a Península Ibérica.

De 1570 até 1628 é o bastião dos huguenotes, os sacerdotes protestantes dominam os púlpitos; a missa aqui é rezada de modo diferente, em francês, e os representantes de Deus não podem usar roupas de luxo, como o usual na Igreja Católica.

O Museu dos Protestantes apresenta uma visão de como era a vida por aqui naqueles anos em que a França intolerante tentava impor uma única fé para todos.

Henrique de Navarra, com a morte de Henri III, na linha de sucessão, precisará aceitar o catolicismo para conseguir a coroa.

– Paris vale bem mais do que uma missa – palavras que o tornariam Henri IV, soberano de todos os franceses.

Henrique de Navarra tentou pacificar o seu país; pelo Édito de Nantes, de 1598, é concedida liberdade religiosa a todos os franceses. A Noite de São Bartolomeu, com seus massacres, precisava ser esquecida.

Após a morte de Henri IV, assassinado por monge fanático, Ravaillac, esquartejado na atual Place des Voges em Paris, seu sucessor, Luís XIII impõe suas regras; tenta acabar com as liberdades de La Rochelle e impor o catolicismo aos rebeldes da cidade. O cerco, o isolamento do porto, a falta de abastecimentos matou de fome a maioria da população. O cardeal Richelieu foi o encarregado da missão que em 1628 acabava com a liberdade em La Rochelle.

Como represália, boa parte das muralhas são demolidas, só sobraram as três torres atuais, símbolos de um passado de glórias.

La Rochelle, hoje, é o terceiro polo de turismo nacional, numa França que recebe mais de 60 milhões de visitantes estrangeiros a cada ano.

No século XVIII, muitos franceses daqui saíram para construir uma Nova França no Canadá, principalmente na região de Québec. As igrejas trazem nos muros as frases de adeus dos que partiam.

Em 1776, Benjamim Franklin chega a Nantes, porto no Loire, em busca do apoio francês para o sucesso da Revolução Americana.A ajuda da marinha francesa era essencial para o êxito da rebelião contra os ingleses.

Construída nos estaleiros de Rochefort, outro porto vizinho de La Rochelle, a fragata L´Hermonie, em 1780, com o Marquês de Lafayette a bordo, vai ajudar os revolucionários em Boston.

Em 2015, réplica da L´Hermonie, vai reproduzir a histórica viagem.

Como sempre a região de La Rochelle, além de marinheiros, de negociantes, de rebeldes, sempre apoiou as causas de todas as liberdades.

O Museu Marítimo local, viva representação da história de La Rochelle e dos seus portos, apresenta barcos que fizeram parte das epopeias náuticas; o patrimônio acolhe fragatas, barcos de pesca, chalupas, rebocadores e barcos à vela para regatas, muitos vencedores de competições famosas.

O Arsenal de Rochefort ainda ativo, possui todas as instalações para aparelhar os antigos veleiros, bem como as atuais embarcações.

Como alternativa fica a sugestão de excursões marítimas. O Farol do Fim do Mundo, na saída do porto de La Rochelle, abre espaço para aventuras e descobertas nas baías e enseadas. O Fort Bayard, a Ilha de Ré, Ile d´Oléron, as praias do estuário de La Charente, apresentam mil possibilidades de aventuras. É preciso tempo para usufruir esses tesouros.

Para o norte, em direção aos pântanos salgados, nas salinas de Guérande, vamos encontrar outra riqueza da região: o sal.

A vila fortificada de Guérande, com suas muralhas intactas, ruelas estreitas, as portas de acesso à Igreja Catedral, situada bem no centro, é lugar onde descobrir outros mistérios da região.

Durante a 2a Guerra Mundial, para proporcionar repouso e segurança aos comandantes de submarinos nazistas que atuavam em Lorient e St. Nazaire, para evitar os ataques aéreos, abrigo secreto e subterrâneo foi construido em La Rochelle, agora outra atração para os turistas.

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MUSEU RODIN EM PARIS. MESTRE DA ESCULTURA

Paris exige tempo, preparo físico e planejamento para os que procuram conhecer os seus museus. Com três pavilhões, quilômetros de galerias, o Louvre é missão quase impossível de concretizar no todo numa única jornada. Necessário escolher para cada dia, numa das alas, o alvo prioritário de todo o turista. Qual a intenção do leitor?

– Ala Richelieux, Sully ou Demon? – É a pergunta e a dúvida que surge quando tentamos descobrir para onde dirigir nossa bússola. Ficamos confusos.

Nem sempre sobra tempo para o Museu Rodin, bem ao lado do Panteon. Mas a visita se impõe para descobrir como o mestre da escultura trabalhava, para acompanhar os passos da sua criação artística.

Ante da sua morte, em 1917, Rodin doou boa parte dos seus trabalhos para o Governo Francês. O acervo inclui também manuscritos, cartas, desenhos, moldes e modelos que ele e sua equipe empregavam e até sua biblioteca e maquetes particulares.

O prédio do Hotel Biron foi local onde Rodin viveu por muitos anos. Edifício renovado, jardins imensos, guarda não apenas a biblioteca do mestre da escultura, mas também apresenta exposições e explicações sobre o método de trabalho de Rodin e da sua equipe.

Quer no processo de fundição, como no trato do mármore, podemos acompanhar o processo criativo de Rodin a partir dos ensaios e dos modelos no gesso. Num verdadeiro laboratório de criação é possível reconstituir como Rodin trabalhava junto com seus assistentes, seus moldadores e modelos.

Filho de classe operária, desde cedo mostrou interesse pela escultura, mas foi reprovado em exame de admissão para a Escola de Belas Artes. Início complicado na carreira.

Em Bruxelas começa a trabalhar em esculturas decorativas, mas foi em viagem para a Itália que descobre os trabalhos monumentais de Michelangelo na escultura, algo que transformaria a sua carreira.

Tanto o impressionismo como o simbolismo vão aparecer nas obras encomendadas pelos Órgãos Públicos. Praças e jardins receberão as suas esculturas monumentais.

Rodin utiliza a fotografia para divulgar os seus trabalhos e nas ilustrações dos textos de jornais e revistas. A coleção existente impressiona pela quantidade e pelos detalhes. Propaganda essencial.

Reconhecido pela obra “João Batista, o Pregador”, a partir de 1878, ganha diversas encomendas que o projetam no cenário mundial.

A Porta do Inferno, decorativa e plena de relevos, representa a Divina Comédia de Dante, onde a figura do pensador simboliza o grande escritor.Para muitos ficou incompleta.

O tema do “Pensador” reaparece em múltiplos tamanhos e variações, tanto no bronze como no mármore e até no gesso. Encontramos “Pensadores” em todos os museus do mundo. Segundo os críticos, Dante, pose clássica, imagina o que aconteceria com os seus personagens históricos entrando no inferno.

Os Burgueses de Calais, outro trabalho, representa a decisão dos representantes da cidade ao solicitar a benevolência do Rei da Inglaterra que, após longo sítio durante a guerra dos 100 anos, tomara a cidade de Calais.

Os detalhes, as expressões dos seus personagens, a dor estampada, o sofrimento conectado aos gestos, o posicionamento dos figurantes emociona o visitante.

Circular pelos Jardins por onde Rodin passeava, permite a observação de outros trabalhos; são ornamentos preciosos para espaço de descanso em plena Paris. Encontramos referências para Balzac, para Victor Hugo, o Monumento para Whistler e outros temas. François Auguste Renè Rodin trabalhou e deu movimento nas suas obras, representando as emoções humanas, as expressões da sensualidade e mesmo a alma e os sentimentos dos humanos, características que engrandecem o seu trabalho pioneiro. Seu túmulo está ao lado do famoso “ Pensador “.

A obra “O Beijo”, em mármore, representa segundo os críticos a ardorosa ligação de Rodin com sua discípula e companheira Camile Claudel, também escultora. Como lapso não encontrei nenhuma referência à mulher considerada como competidora de Rodin na escultura.

Nas obras de Rodin, principalmente na execução das mãos e dos pés dos figurantes, o gênio de Camile Claudel surge indiscutível.

Ela morreu abandonada em asilo de loucos aos 73 anos; foram 30 anos de total solidão e absoluta escuridão.

Característica dos trabalhos de Rodin; suas obras aparecem em diversas versões, em tamanhos distintos, tanto no bronze como no mármore, no gesso e até na argila, o que pode confundir o visitante amador. Inclusive, no Jardim das Tulherias encontramos outra estátua no bronze do famoso Beijo.

Pelas informações obtidas ,de um molde, no bronze, foram executados 319 exemplares. Pela lei francesa, somente as doze primeiras cópias podem ser consideradas como originais, numerados e catalogados.

Tendo tempo, vale conhecer, para os curiosos, detalhes da obra de Rodin nesse museu a céu aberto e gravar algumas das frases desse gênio:

“A arte é, ainda, uma magnífica lição de sinceridade”

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“O espírito esboça, mas é o coração que modela”.

“A vitória da verdade é certa. ”

“A arte é contemplação; é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que a natureza também tem alma”.

“O mundo não será feliz a não ser quando todos os homens tiverem alma de artista, isto é, quando todos tirarem prazer do seu trabalho”.

“Nada é perda de tempo se você usar a experiência sabiamente”.

“Eu não invento nada. Eu redescubro”.

“Ninguém faz bem aos homens com impunidade”.

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Auray e o Golfo de Morbihan-2

Auray e o Golfo de Morbihan

Morbihan significa pequeno mar em bretão. Morbraz, ao contrário, indica o Mar Oceânico, a grande extensão que os bretões aprenderam a dominar.

– Os bretões nascem com o mar em volta do coração- dizem por aqui.

-Quem circula de Auray para Vannes, fugindo da autoestrada, por caminhos rurais, poderá circular pela costa do Golfo de Morbihan.

Oportunidade para descobrir pequenas ilhotas, mini-baías, enseadas escondidas, faróis vigilantes e vilas perdidas entre as colinas e o mar; muitas com suas muralhas centenárias.

Auray foi porto importante pela exportação de trigo e de vinho; hoje restam apenas lembranças.

Benjamim Franklin esteve hospedado em Auray. O plenipotenciário americano, em busca de apoio francês para conseguir a Independência Americana esteve hospedado em local onde, agora, faço registro.

-Primeiro passaporte brasileiro que eu vejo- afirmou curioso o atendente ao receber nossos documentos.

Tempestade imprevista desviou o navio de Franklin de Nantes, local que chegou mais tarde por viagem a cavalo. Placa de bronze guarda a lembrança.

A região, pelo espírito conservador, tradicional, sempre apoiou o Rei e a Igreja Católica.

Episódios sangrentos das revoltas, da contrarrevolução, das lutas contra as forças armadas da Convenção Republicana surgem em placas e indicativos do sangue aqui derramado. Não estamos longe da Vendeia e das suas revoltas sem sucesso.

Vannes, como sede do Ducado da Bretanha, apresenta ainda muralhas medievais e o típico castelo-fortaleza. É lugar de cultura e de festivais; só precisamos planejar a data de chegada para não perder a viagem.

Auray, bem menor, é porto de onde saem excursões fluviais para o golfo de Morbihan.Com o desenvolvimento de Vannes, melhor situada, a decadência da cidade se acelera.

Para evitar os efeitos devastadores das marés, para regularizar rios, eclusas e canais foram construídos ao longo do tempo. A França é local onde é possível, através de rede fluvial exemplar, navegar com facilidade pelo interior, por centenas de quilômetros.

As barragens, os diques, as eclusas, as ponte-canais facilitam a circulação de pequenas embarcações, de veleiros e de lanchas. Os roteiros são múltiplos.

Em Auray, local de “Pardon” tradicional em agosto – procissão bretã típica – encontramos ponte com histórias para recontar.

Construída com o valor pago pelo pedágio do comércio de vinho, era uma das poucas ligações da época. Muitas tropas passaram por aqui, em lutas sem final feliz.

Durante a guerra dos 100 anos, Charles de Bois, apoiado pelo maior condestável francês, o famoso Du Guesclin, não muito longe daqui, morre em batalha infrutífera. Du Guesclin é feito prisioneiro.

– Não é o vosso dia senhor. Noutro poderás ter melhor sorte – foram as palavras do capitão inglês ao solicitar a sua rendição.

A revolta da Vendeia contra as tropas revolucionárias que guilhotinam o Rei da França, duraram anos. Guerrilhas e ataques de surpresa mantiveram o ideal de resistência por muito tempo. Cadaval, o líder, mesmo após a derrota, continua a luta. Preso em Brest, foge e com apoio dos ingleses participa do desembarque em Quiberon, onde suas forças são esmagadas; os sobreviventes não ganham perdão da Convenção em Paris: todos executados, fuzilados na praia, com exceção de Cadaval que consegue escapar.

Só em 1804, sob as ordens de Napoleão o último líder rebelde será executado.

Durante o breve período do retorno do Imperador Corso – os 100 dias de glória em 1815 – suas tropas ao passarem pela ponte de Auray, com destino em Waterloo, mais uma vez foram hostilizadas pela população local.

O velho quarteirão de St. Goustan, na parte antiga da cidade, guarda memórias interessantes, algo que podemos apreciar degustando o prato local; lagostas e o atum branco. As receitas são muitas, o vinho, mesmo o da casa, não dá para recusar. Instante de repouso, de reflexões e depois para colocar no papel o que escrevo agora.

Amanhã nosso destino será Carnac, a terra dos menires, palavra que em bretão significa “pedra grande”. Oportunidade para recordar as aventuras de Obelix, de Asterix, a poção mágica e os invencíveis bretões. Valeu o desvio para lugar perdido no interior da França.

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Convite Feira do Livro dia 7 de Novembro

Convite Feira do Livro dia 07 de novembro

16horas na sala oeste do Santander Cultural

Painel- Como seguir as rodas da Fortuna com Felipe Daiello e Paulo Ledur

18horas – Autógrafos no Pavilhão de autógrafos da Feira

Felipe Daiello, gaúcho de Porto Alegre, engenheiro, professor e empresário, após a publicação de nove livros, concluída a fase de literatura infantil com: A Viagem dos Bichos e Aventuras dos Bichos, continuou o desafio com Os Segredos da Fechadura, que representa fronteira a desvendar.
Agora o caminho tomava direção bem oposta. O que era para ser a rotina, os azares da Bolsa de Valores, com todos os riscos do mercado de renda variável, ficou no passado. Visita efetuada em Cemitério Megalítico, na Irlanda do Norte, um dos mais antigos do mundo, alterou o processo de criação inicial.
As Rodas da Fortuna começavam a se destacar na imaginação. Poderia surgir outro romance de aventuras, imenso, longo, como os espirais que não tinham final. O que eu precisava escrever cobriria quase 8.000 anos de história da humanidade, pois as rodas iriam percorrer séculos no seu percurso sem término. No entanto, pequenas novelas, curtas, cobrindo dezenas de anos, mesmo gerações, foi a decisão tomada.
O livro é apresentado por Armindo Trevisan que disse: “A história, cujos lances Daiello faz reviver com seus episódios, escritos num estilo comunicativo e ágil, acaba convertendo-se em amável convite para percorrer léguas e léguas da História em si, como as poderia percorrer um turista com sensibilidade aos aspectos das paisagens, aos mil e um incidentes da jornada, e até aos sortilégios das Mil e uma Noites do Oriente. O contista não “distorce” os fatos. Prefere envolvê-los numa aura que, desde Guimarães Rosa, passou a chamar-se estória, uma interpretação bem estruturada, livre e imaginosa dos fatos do passado.”

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Monte Nebo. Túmulo de Moisés. Roteiro Bíblico

Do outro lado do Jordão, em território da atual Jordânia encontramos interessantes vestígios e fatos associados à Bíblia.

Desde a travessia do Mar Vermelho, pelos pântanos do delta do Nilo, por Aqaba, pelo Mar Morto, por Petra, pela trilha de Moisés na sua fuga de um faraó vingativo; com paciência vamos peneirar locais históricos. Ruínas e tradições orais ainda permanecem, vencendo a solidão dos desertos e os efeitos da natureza que tentam apagar as antigas pegadas.

Do alto do Monte Nebo, mesmo milhares de anos após o Êxodo, podemos ter a visão de Moisés ao avistar além do Rio Jordão, a terra prometida.

Durante longa jornada, enfrentando desertos, inimigos e a perda da fé, agora sua missão chegava ao final.

Não tinha a permissão para alcançar o seu objetivo final. A tarefa estaria a cargo de Josué, o comandante militar, o responsável para iniciar a conquista final, o que começaria pela tomada de Jericó.

A atual capital da Cisjordânia palestina, estava no caminho de Jerusalém, a cidade sagrada, a eterna capital do judaísmo.

Segundo a tradição, após a sua morte, o líder foi aqui enterrado.

Em 1982, o Papa João Paulo II, em visita a Terra Santa, inaugurou monumento que reúne fiéis de credos diferentes.

A Cruz de Cristo com a serpente característica de Moisés ao enfrentar o faraó, é típica associação da proximidade de duas religiões.

O museu arqueológico junto a igreja, construída pelos frades italianos, possui acervo interessante. Fragmentos recolhidos permitem reconstruir as etapas da viagem.

Bíblia na mão, desde Aqaba, único porto da atual Jordânia, podemos acompanhar parte do percurso. Aqaba relembra o rei Salomão e a rainha de Sabá; como porto de Israel bíblico é citado muitas vezes. Lawrence da Arábia, surge mais tarde como líder da revolta árabe contra o Império Otomano. Seguindo o antigo caminho real, nos altiplanos de Petra, o túmulo de Arão, irmão de Moisés, perdido nas alturas, relembra as dificuldades da jornada.

Para o norte, a aridez do Mar Morto sinaliza mais dificuldades além da hostilidade das tribos locais. As poucas terras férteis possuíam donos com exércitos. Era preciso contemporizar; diplomacia antes do uso das espadas. Os rebanhos exigiam pastores por primeiro.

Perto do Monte Nebo, a rocha de onde o cajado de Moisés encontrou a água salvadora está sinalizada. As águas vindas das montanhas ainda jorram para alívio de todos.

Mas apesar de todos os séculos passados a paz ainda não chegou a antiga Palestina.

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