Tolerância Zero

Tolerância zero


Flagelo mundial, o uso de drogas ilícitas e mesmo lícitas alcança proporções epidêmicas no nosso país. Todos conhecem os efeitos destruidores de produtos cada vez mais baratos e que estão disponíveis em cada esquina. Para defender nossos jovens é necessário ação; não se pode contemporizar com inimigos.


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No entanto, na contra-mão , alguns movimentos, ditos libertários, na mídia e nas leis, procuram facilitar e até mesmo liberar o uso da maconha, considerada inofensiva. Mas não é a maconha é a porta de entrada para mundo sem retorno?

Temos que reagir contra a Ditadura da Aceitação do Inaceitável. Na família, na escola, é necessário formar barricadas. Não podemos tolerar, de nenhum modo, a ação de traficantes que se misturam às nossas crianças.

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Campanhas mostrando os efeitos causados nos cérebros dos usuários do crack, zumbis aos vinte e poucos anos, devem se ligar ao incentivo dos bons hábitos.

Não há futuro para os drogados. As clínicas de desintoxicação são dispendiosas, liquidam o patrimônio familiar; os resultados são poucos e nunca permanentes.

A família, escola e sociedade, unidas nos propósitos, devem atuar em sintonia. Além de divulgar o não as drogas é preciso mostrar outros caminhos. O esporte, as forças espirituais, o renovar na religião, o culto dos valores tradicionais, o dos estudos como fonte de sucesso, o planejamento para a felicidade, devem ser mantras ditas e repetidas por todos.

Vigilância constante sobre nossos filhos, a outra vertente; diga agora o não que no futuro será a porta do sim. Seja amigo e companheiro, além de conselheiro. Ser espião também conta acompanhe o crescimento, a evolução do ser humano que foi trazido ao mundo por você. Verifique qualquer alteração no comportamento, nos resultados escolares. Alguns pais pelo facebook seguem atentos os passos, as companhias e as intenções do clã juvenil. É valido. Incentive o esporte pelo esporte a endorfina produzida é droga natural bem aceita pelo organismo.

A intervenção precoce é essencial, a prevenção melhor ainda. É preciso cautela, avisos conscientes. Todos sabem que a mordida da cobra pode matar, não é preciso experimentar. Além de castigar o traficante, de procurar eliminar a produção, o principal é diminuir o número dos consumidores.

Na lista não pode haver tolerância alguma. Os curtos-circuitos provocados nos neurônios dos cérebros dos usuários são permanentes. Não há possibilidade de retorno, para alguns a morte é a única solução.
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Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos ‘
Editora AGE

Patrocínios:

8 de outubro 16:00h Saraiva Barra Shopping

Dentro da programação do mês das crianças teremos teatrinho e contação de histórias no dia 8 de outubro a partir das 16:00horas na Saraiva do Barra Shopping quando Felipe Daiello também estará autografando ‘ A Viagem dos Bichos’

A Viagem dos Bichos

Felipe Daiello

A Editora AGE lança no dia 1.º de outubro, a partir das 16h, na Saraiva do Praia de Belas Shopping, em Porto Alegre, o livro do engenheiro, professor, pesquisador e empresário Felipe Daiello, , sétima obra do autor, mas primeira voltada à literatura infantil. Aliás, apesar de ser direcionada para crianças, a publicação possui críticas a ações de adultos que poluem e prejudicam o desenvolvimento da fauna e da flora, não só no Brasil, mas no mundo, além de ser divertida e, principalmente, educativa quanto à importância da preservação da natureza. A ideia do livro surgiu no início do ano, em Torres, quando sua neta, Júlia, pediu para que Daiello lhe contasse uma história. A partir daí, a pequena teve participação importante na elaboração da obra e serviu como filtro para que o texto atingisse crianças e jovens.

De fácil manuseio e com ilustrações em cores, o livro apresenta seis histórias, cujos personagens são animais de diversas espécies que se aventuram em situações engraçadas e, às vezes, inóspitas quando envolvem o meio ambiente. Pinguins vindos da Antártida passar férias em Santa Catarina, uma mula boliviana que “trabalha” pelas minas da cidade de Potosi e uma ursa que habita o Parque Nacional de Yosemite, localizado nas montanhas da Serra Nevada, no estado da Califórnia, demonstram a intenção do autor também em transmitir conhecimentos geográficos para a garotada.

Daiello conta que a neta Júlia também colaborou com os desenhos que deram vida às ilustrações da publicação. Nada melhor do que ouvir e sentir a reação de uma criança para dar vida e alma à obra voltada para o público infantil, mas com nuances que podem e devem ser compreendidas por muitos adultos.

O QUÊ: lançamento e sessão de autógrafos do livro , de Felipe Daiello (Editora AGE, 44 páginas, R$ 34,00).

QUANDO: 1.° de outubro, a partir das 16h.

ONDE: Livraria Saraiva do Praia de Belas Shopping.

Lisboa vista do Rio Tejo


A caravela subia o Rio Tejo, lentamente, tão devagar que não era percebida por ninguém; como um fantasma retornava às suas origens. O navegador, ao leme, não reconhecia o local da sua partida. Estaria perdido? Erro nas observações do astrolábio? No entanto, o cheiro, o ruído do rio fluindo manso, continuavam os mesmos apesar de tantos séculos de desvio.

Aquela torre, branca, arquitetura manuelina, dando-lhe as boas vindas; era idêntica a do projeto que estudara antes da partida. Elo na defesa da cidade, a Torre de Belém, inicialmente projetada dentro do rio, agora estava conectada ao continente. O que acontecera?

Depois, monumento imenso sinalizava o local de onde outros aventureiros, como ele, haviam partido. Ali, Pedro Álvares Cabral, fidalgo que recebera dele as instruções precisas para navegar em mares pouco conhecidos, aguardara por horas, longas, que ventos propícios inflassem as velas das suas caravelas. Fato estranho: a corte, os reis, os bispos, os monsenhores, toda a plebe, após as cerimônias, as ladainhas, as rezas, os pedidos de proteção aos céus, após tanta demora, cansados, retornaram ao cotidiano, deixando as 13 naves, paradas, aguardando a chegada dos ventos impulsores. O padrão do Descobrimento, com Dom Henriqueà frente, como na proa de um navio, caravela altaneira nas mãos, seguido por 32 companheiros, fora monumento construído após a sua vitória. A Rota das Índias seria para sempre glória de Portugal.

A seguir, outra construção, dimensões gigantescas, padrão arquitetônico tipo português, Manuelino, ocupava toda a extensão da praça. O Mosteiro dos Jerônimos era esplêndido visto do rio. A leve brisa da manhã anunciava que ali seria o local do seu repouso.


No alto da Colina da Estrela, uma Basílica com suas torres era nova referência para os que chegavam. Cruzando o espaço que antes era domínio dos barcos a vela e a remos, uma ponte imensa, construção metálica, era percorrida por estranhos veículos; na parte inferior, como serpentes, estranhos comboios passavam apressados. Vinte e Cinco deAbril era a denominação daquela estrutura de ferro. A cidade estava mudada, maior; edificações, padrão moderno, desconhecido para ele, surgiam.

O Cais de Sodré estava remodelado, barcas imensas chegavam e saiam. Ao fundo, o Mercado da Ribeira atraia, como sempre, vendedores de peixes, de frutas, de flores e de outras mercadorias. A Praça do Comércio, agora com Monumento a um tal Marquês do Pombal, estava tão diferente. Pórtico com arcos, colunatas, indicavam o caminho para novas alamedas, para jardins; o verde era perceptível para o bairro do Rossio. Ouvira falar que, em 1755, um terremoto destruira quase toda a cidade. No entanto, o bairro do Chiado não parecia muito diferente com suas tascas; lojas e bares sempre de portas abertas.

Do alto da Mouraria, o Castelo de São Jorge, edificado pelos árabes, conquistado em 714 d. C., continuava imponente. Dominava toda a cidade e recordava a vitória, em 1147, de Afonso Henrique o primeiro rei de Portugal. Soberano que iniciara a reconquista das terras por tantos anos dominada por outro povo e por outra religião.


A Casa dos Bicos, construção diferenciada, com pedras salientes nas paredes, como diamantes, seguia padrão de palácio italiano em Ferrara. O prédio fora construído pelo filho de um grande amigo: Afonso de Albuquerque, indicado por ele para ser o vice-rei nas Índias, deixara legado importante para seus herdeiros. Para a plebe, as faces dos diamantes não passavam de rudes bicos, daí a denominação da residência: Casa dos Bicos.

Os rumores trazidos pela aragem da tarde mostravam novidades. Naquele local, aos pés de oliveira mais que centenária, seriam depositadas as cinzas de outro escritor, agora tão famoso como Camões no seu tempo. Saramago, o Nobel da Literatura, reconciliado com Portugal, ao final repousaria na terra que tanto amara quando criança.

A Catedral da Sé, primeira igreja da história de Portugal, como fortaleza, paredes robustas, ocupava o local de antiga mesquita. As ruínas da Igreja do Carmo, próxima da Sé, construída em 1423, era na sua época a maior igreja de Portugal. O lugar onde costumava rezar e pedir proteção antes de partir, para sua tristeza, fora devastado pelo terrível terremoto. Os danos, irreversíveis, não permitiram a recuperação.

As colinas da Alfama, com ruelas, ladeiras íngremes, hospedarias, bares e tascas, sempre foram o local preferido dos marinheiros. Quantas tristes canções, relatos das mortes de tantos homens, das lágrimas vertidas pelas mulheres de Portugal, usando preto permanente, como em luto antecipado, traduzia a perda passada e futura de maridos, pais, filhos e netos. Não se conquista o reino dos deuses, dos senhores dos mares e das terras longínquas, sem o pagamento do

do tributo devido. Como diziam os poetas:’Mares infinitos, quanto do sal das tuas águas é proveniente das lágrimas das mulheres de Portugal”.

Em direção ao bairro da Graça, a vista alcançava o Mosteiro de Santa Clara, outro local tradicional com o seu mercado de frutas, de legumes e de outras mercadorias. Ali ficava o Mercado da Ladra.

A cúpula da igreja de Santa Engrácia era visível, brilhava ao sol. Afinal, depois de tanto tempo a construção por fim concluída. A imagem tocava a alma daquele peregrino. O populacho afirmava ser um conto do vigário; os pedidos constantes de recursos para término da igreja nunca cessavam. Para a conclusão: 284 anos de trabalho. Sorria ao recordar as graças da população de Lisboa, quando os ditos não eram seguidos pelos feitos. “Mais outra obra de Santa Engrácia”.

Na região de Santa Apolônia, novas docas; construções de concreto abrigavam embarcações gigantes. Os decks e andares ultrapassavam as cruzes das catedrais.

Brancos, imensos, pareciam um enxame de abelhas, tal a quantidade de pessoas que via circulando, entrando e saindo daqueles monstros. Sua nave era tão pequena que não era percebida pelas pessoas, que, em ritmo frenético, deslocavam-se pela sua agora desconhecida Lisboa. Subia o rio. Outras colinas surgiam ao longo do percurso, não sabia ainda onde deveria ou poderia ancorar. Alto da Pina, Madre de Deus, Olivais, antes desertos, agora estavam repletos de casas brancas, de igrejas e de conventos.

Mais adiante, ao lado das docas de Olivais um novo arrabalde, recém implantado, mostrava prédio com arquitetura moderna, ousada. Seria o falado Aquário? Outras edificações eram apresentadas pela paisagem. O Cassino de Lisboa, os Pavilhões de Exposições. Num ancoradouro, veleiro ostentando as cores de Portugal estava ancorado. Sua boa visão, mesmo com dificuldade, pode ler o nome. Sagres estava gravado na madeira da popa. Algo que recordava a escola onde, com tantos outros navegadores, cartógrafos, matemáticos e físicos, planos para encontrar terras estranhas, de descobrir novas rotas para o comércio marítimo, de trazer especiarias, foram estabelecidos. Algumas lágrimas refrescaram aquela pele curtida pelo sal e pelo sol.

No horizonte, distante, outra referencia chamava a atenção, ponte com estrutura moderna, mais de 25 quilômetros de extensão, ligava os confins de Lisboa com as terras das corticeiras, com o Alentejo e mesmo com a inimiga Espanha. A figura da Cruz de Santiago de Compostela recordava aquele orgulhoso navegador genovês, que, ao serviço dos Reis de Castela, iniciara o desafio. Daquelas bandas, das terras do Imperador Carlos V, não sopravam bons ventos e nem se realizavam bons casamentos. Os enlaces entre os membros das duas coroas que repartiam, com a benção do Papa, as terras do Globo, nunca foram felizes. Uma torre comemorativa, forma de vela, marcava a direção daquela estrada, daquela ponte que vencia a largura do Tejo.

Com orgulho, constatou que tanto a ponte como o monumento, construídos para celebrar 500 anos de Conquistas de Portugal, tinham recebido o seu nome. Vasco da Gama retornava da sua última viagem.

Felipe Daiello
Autor de “Enfrentando os Tubarões” e ‘Onde Estão os Dinossauros?
Editora AGE

O Pequeno Príncipe em Porto Alegre

O Pequeno Príncipe em POA


Exposição temporária apresenta a obra prima de Saint Exupéry. Porto Alegre não pode perder a oportunidade para agradecer ao cavalheiro dos ares, personagem que tanto amou o Brasil. Desde cedo, aos 12 anos, quando pediu carona a um aviador – aeroplano construído com barbante, tela e arame, engenho primitivo -, começa uma correria de aventuras.


Aos 21 anos já era piloto, junto com outros pioneiros inicia em Toulouse uma carreira aeronáutica. No Hotel du Grand Balcon, quarto 32, temos lembranças guardadas: Mermoz, Guillaumet, Vacher são nomes ligados até hoje a Indústria Aeronáutica Francesa. A Airbus nasceu da imaginação e da audácia desses pioneiros. O correio postal é a missão dos próximos anos. Em aeronaves ainda precárias, sem bases de apoio adequadas, sem a manutenção imprescindível, um novo serviço desperta o Mundo: França, Espanha, Marrocos, são ligados por correio aéreo regular.




A América Latina será a próxima etapa. Os voos transatlânticos, as bases em Fernado Noronha, Santa Catarina, Argentina e Chile. Para cruzar os Andes, proeza notável, pelas dificuldades da região, pelo frio nas cabines, pelos ventos furiosos, apenas audaciosos obterão a vitória. Latécoère é nome que aparece nas correspondências transportadas. Filatelista mostra, com orgulho, as preciosidades que guardou do avanço inexorável de décadas de sacrifício e destemor. Os selos são magníficos. Peças raras na filatelia. Consuelo, nome cálido, será o amor da sua vida. Dezoito anos de turbulências passionais, de paixões e conflitos: três filhas.




Nascida em El Salvador, Consuelo ao conhecer Saint Exupéry, em Buenos Aires, já fora viúva duas vezes. No encontro, em 1931, a paixão é instantânea. Consuelo será a Rosa no livro “O Pequeno Príncipe”. As experiências de Saint Exupéry aparecerão mais tarde em livros de aventuras. Relatos lidos no original, pois a tradução revela ideias e palavras, mas não sentimentos. Em 1935, numa missão rumo a Saigon, o desastre. Pane do avião obriga nosso herói a um pouso forçado no Deserto do Saara. Terras da atual Líbia. Sem provisões, sem água, noites longas onde apenas as areias,as estrelas solitárias no firmamento, são únicas companheiras. Uma raposa, orelhas imensas, surge para fazer companhia. Os diálogos são prenúncio de algo mais intenso. surgia o início do Pequeno Príncipe: ‘Desenha um carneiro’ – pedia o jovem príncipe.


Salvo por beduínos, missão fracassada, retorna à rotina, para à Europa e para a família. O tempo passa, a 2ª Guerra Mundial o encontra voando em missões de reconhecimento. Aviões obsoletos não podem fazer frente a moderna Luftwaffe. As experiências aparecerão no futuro em outros livros. Os apaixonados pela aviação entenderão as angústias relatadas, a luta pela sobrevivência, o medo companheiro da morte. Após a derrota francesa, os Estados Unidos acolheram Saint Exupéry. Com amigos, num restaurante, relatando memórias, desenha no guardanapo de papel, o esboço de seu personagem. Surge de fato “O Pequeno Príncipe”. Depois, desenha em aquarela os personagens imortais: o garoto, a lua, a raposa, a jibóia. A figura da Boa Constrictor é o produto da sua estada no Brasil. Até hoje, minha neta e outras tantas crianças são captadas e cativadas pelas palavras do mestre. O baobá, árvore da África, resultou o seu encontro em Natal com o único exemplar existente no Brasil. Acho que são dois. Em 1944, aos 44 anos, sem os reflexos dos jovens aviadores preparados para o combate, parte em missão de reconhecimento ao sul da França. Seu P-38, duas caudas, tem apenas velocidade para escapar do ataque dos caças inimigos O “Lightning” não é páreo para Messerschmitt e Focke-Wulf. Até hoje, como um mistério, não se sabe o local onde Saint-Exupéry fez a sua última aterrissagem. Mas, seus livros proporcionarão imortalidade as suas palavras:

Courrier Sud 1929

Vol de Nuit 1931

Terra dos Homens 1939

Piloto de Guerra 1941

Le Petit Prince – ‘O Pequeno Príncipe’ 1943

* Fotos do livro ‘O Pequeno Príncipe’

Felipe Daiello
Autor de “Palavras ao Vento” e ‘A Viagem dos Bichos’
Editora AGE

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